terça-feira, 10 de abril de 2012

Sila Tarot: As sete leis da sabedoria - Parte 4



Quarta Lei Hermética: O Princípio da Polaridade

A Lei da Polaridade declara:
Tudo é duplo, tudo tem dois pólos; tudo tem o seu oposto; o semelhante e o diferente são uma só coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em graus; os extremos tocam-se, todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados – O Caibalion.

Esta lei transmite noções bastante variadas e complexas, mas todas são facilmente compreensíveis e verificáveis. Primeiro devemos compreender que tudo o que é manifestado possui dois lados, dois aspectos, dois pólos opostos com muitos graus de diferença entre os dois extremos. No hermetismo considera-se que a diferença entre coisas que se parecem diametralmente opostas é simplesmente uma questão de graus de vibração (Ver a Lei da Vibração). Todos nós sabemos que, para que a eletricidade se manifeste, ela precisa ter dois pólos, um negativo e o outro positivo. Assim é para a natureza, que se manifesta em feminino e masculino, nos reinos animal e vegetal, e, creia-me, até no reino mineral. A escala de cores que é perceptível aos nossos olhos é uma vibração em diferentes graus da emissão da luz, e as suas manifestações vão desde o violeta superior até o vermelho inferior. O termômetro marca os graus da temperatura, chamando-se o pólo mais baixo de frio e o pólo mais elevado de calor. Entre estes dois pólos existem muitos graus de vibração que oferecem a sensação de calor ou de frio. Mas é interessante notar que não há uma demarcação absoluta (mesmo quando existe uma convenção que indica o 0º como linha de demarcação - e de congelamento - da água). De facto, se para nós a sensação de frio pode ser sentida quando o termômetro alcança os 10º, para os esquimós a mesma temperatura pode representar um quente dia de verão, não é?

A Luz e a Obscuridade também são manifestações da mesma realidade com muitos graus entre elas. A escala musical também, e também o ruído e o silêncio, o duro e o flexível, o doce e o amargo. No plano mental podemos afirmar que o Amor e o Ódio são simplesmente manifestações de uma mesma essência, pois são manifestações diferentes em graus do mesmo sentimento.





Com estes factos em mente, e sabendo que podemos aplicar o Princípio da Vibração, é possível transmutar um estado mental de um plano inferior para um plano superior conforme as linhas de Polarização. Elevando sua vibração na linha do medo, pode-se alcançar a coragem, e elevando sua vibração na linha do sentimento, pode-se alcançar o amor universal. No plano físico também é possível modificar o frio em calor, a inquietude em tranquilidade, com algumas técnicas especiais que foram desenvolvidas especialmente pelos orientais. Conheci pessoalmente um mestre Zen que podia até mudar a freqüência cardíaca deixando pasmados os médicos ocidentais!

Podemos também acrescentar que podemos mudar a frequência mental de outra pessoa através da Influência Mental. Talvez seja dessa forma que age o poder da oração quando, mesmo á distância, se pode curar uma pessoa que se desconhece completamente e que existem outras pessoas que estão a orar (E vibrando positivamente) em seu favor, cria-se uma linha enérgica. Dessa mesma forma pode-se obter a cura física e mental através da cromoterapia, por exemplo, pois sabemos que as cores são vibrações em diferentes graus. Uma inflamação (que se manifesta no vermelho e tem analogia com o planeta Marte) pode ser curada com a imposição de uma luz azul (mais fria e com vibração superior em graus), ou verde ou violeta, dependendo do órgão atingido. Assim acontece na escala dos chakras onde sabemos que o vermelho tem correspondência com o chakra básico (cuja vibração é inferior) e o violeta com o chakra coronário (cuja vibração é superior).

É claro que para induzirmos a nossa própria mudança de vibração precisamos de muito exercício, estudo e meditação. E os resultados são obtidos tão lentamente que muitas vezes nos desanimam! É difícil para uma pessoa naturalmente nervosa viver de forma tranquila, retirando completamente a ansiedade dos seus pensamentos. Mas com as técnicas apropriadas isso pode ser conseguido, se não completamente, pelo menos Um grau por dia até conseguir alcançar o resultado desejado.

Vejamos, por exemplo, como funciona a manifestação que chamamos de RAIVA:

O CAMINHO ENERGÉTICO DA RAIVA E SUAS MANIFESTAÇÕES

As Fúrias (eram assim chamadas na antiga Grécia) são frustrações guardadas interiormente no nosso subconsciente e prontas para explodir e para se manifestarem.
No Mapa Astral conferem-se aspectos dos seguintes planetas que influenciam o temperamento e personalidade da pessoa e a sua conseqüente manifestação:

Quente = Grau vibratório inferior: (Marte) = Explode de forma visceral, animal e verbal.

Fria = Grau vibratório intermediário: (Saturno) = esfriamento = implode em ressentimento. Controla e inibe esta emoção, não a expressa e se torna mordaz. Há dor e bloqueio.

Mais Frio, Gelado = Grau vibratório superior: (Plutão) = gelado = cristalizado = torna-se ódio. É destrutivo e incontrolável. Pode até provocar cancro. A sensação transmitida por Plutão é de medo e terror. Ele representa o baú inconsciente onde guardamos a raiva, e o seu caminho manifesta-se quando este planeta está em contacto com a Lua e sobe à consciência quando em contacto com o Sol.

A negação do sentimento de raiva (ódio-amor-frustração) serve de proteção contra o medo e abre o mecanismo de defesa. Os pólos se manifestam em:
Poder <> Controle
Controle <> Entrega

Como você sente a manifestação dessa Lei no seu dia-a-dia? Já viu alguém libertar as suas fúrias e depois acalmar-se aliviado pela explosão? O que faz quando está com raiva? Como aplica a Lei da Polaridade?





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