domingo, 15 de abril de 2012

Sila Tarot: A Depressão!


O que é a depressão?

Depressão é uma doença que se caracteriza por afectar o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza. Todas as pessoas, homens e mulheres, de qualquer faixa etária, podem ser atingidas, porém as mulheres são duas vezes mais afectadas que os homens. Em crianças e idosos a doença tem características particulares, sendo a sua ocorrência em ambos os grupos também frequente.


Como se desenvolve a depressão?

Na depressão como doença (transtorno depressivo), nem sempre é possível haver clareza sobre quais os acontecimentos da vida que levaram a pessoa a ficar deprimida, havendo diferenças nas reações depressivas normais e das reações de ajustamento depressivo, nas quais é possível localizar o evento desencadeador.

As causas de depressão são múltiplas, mas somadas podem iniciar a doença. Deve-se a questões constitucionais da pessoa, com factores genéticos e neuroquímicos (neurotransmissores cerebrais) somados a factores ambientais, sociais e psicológicos, como:

Stress
Estilo de vida
Acontecimentos vitais, tais como crises e separações conjugais,
morte na família,
Perda de emprego,
Depressão pós-parto,
Menopausa,
climatério,
crise da meia-idade, entre outros.






Como se diagnostica a depressão?

Na depressão a intensidade do sofrimento é intensa, durando a maior parte do dia por pelo menos duas semanas, nem sempre sendo possível saber porque a pessoa está assim. O mais importante é saber como a pessoa se sente, como continua a organizar a sua vida (trabalho, cuidados domésticos, cuidados pessoais com higiene, alimentação, vestuário) e como se relaciona com outras pessoas, tendo em vista diagnosticar a doença e iniciar-se um tratamento médico eficaz.


O que sente a pessoa deprimida?

Frequentemente o indivíduo deprimido sente-se triste e sem esperança, desanimado, abatido. Muitas pessoas com depressão, negam contudo, a existência de tais sentimentos, que podem aparecer de outras maneiras, como por um sentimentos de raiva persistente, ataques de ira ou tentativas constantes de culpar os outros, ou mesmo ainda, com inúmeras dores no corpo, sem outras causas médicas que as justifiquem. Pode ocorrer também uma perda de interesse por actividades que antes eram capazes de dar prazer à pessoa, como actividades recreativas, passatempos, encontros sociais e prática desportivas. Tais eventos deixam de ser agradáveis. Geralmente o sono e a alimentação estão também alterados, podendo haver diminuição do apetite, ou mesmo o oposto, o seu aumento, havendo perda ou ganho de peso. Em relação ao sono pode ocorrer insônias, começo de dificuldade para adormecer, ou acordar a meio da noite, ou mesmo mais cedo que o habitual, não conseguindo voltar a adormecer. São comuns ainda a sensação de diminuição de energia, cansaço e fadiga, injustificáveis por algum outro problema físico.


Como é o pensamento da pessoa deprimida?

Pensamentos que frequentemente ocorrem nas pessoas deprimidas são os de se sentirem sem valor, culpando-se em demasia, sentindo-se fracassadas até por acontecimentos do passado. Muitas vezes questões comuns do dia-a-dia deixam os indivíduos com tais pensamentos. Muitas pessoas podem ter ainda dificuldade em pensar, sentindo-se com falhas para concentrar-se ou para tomar decisões antes corriqueiras, sentindo-se incapazes de tomá-las ou exagerando os efeitos "catastróficos" das suas possíveis decisões erradas.




Pensamentos de morte ou tentativas de suicídio

Frequentemente a pessoa pode pensar muito em morte, em outras pessoas que já morreram, ou na sua própria morte. Muitas vezes há um desejo suicida, às vezes com tentativas de se matar, achando ser esta a " única saída " ou para " se livrar " do sofrimento, sentimentos estes provocados pela própria depressão, que fazem a pessoa culpar-se, sentir-se inútil ou um peso para os outros. Esse aspecto faz com que a depressão seja uma das principais causas de suicídio, principalmente em pessoas deprimidas que vivem sozinhas. É bom lembrar que a própria tendência a isolar-se é uma consequência da depressão, a qual gera um ciclo vicioso depressivo, que resulta na perda da esperança em melhorar, nas pessoas que não iniciem um tratamento médico adequado.


Sentimentos que afectam a vida diária e os relacionamentos pessoais:

Frequentemente a depressão pode afectar o dia-a-dia da pessoa. Muitas vezes é difícil iniciar o dia, pelo desânimo e pela tristeza ao acordar. Assim, cuidar das tarefas habituais pode tornar-se um peso: trabalhar, dedicar-se a uma outra pessoa, cuidar de filhos, entre outros afazeres podem tornar-se apenas obrigações penosas, ou mesmo impraticáveis, dependendo da gravidade dos sintomas. Dessa forma, o relacionamento com outras pessoas pode tornar-se prejudicado: dificuldades conjugais podem acentuar-se, inclusive com a diminuição do desejo sexual; desinteresse por amizades e por convívio social, podem fazer o indivíduo tender a isolar-se, até mesmo dificultando a busca de ajuda médica.


Como se trata a depressão?

A depressão é uma doença reversível, ou seja, há cura completa se tratada adequadamente. O tratamento médico sempre se faz necessário, sendo o tipo de tratamento relacionado ao perfil de cada paciente. Pode haver depressões leves, com poucos aspectos dos problemas mostrados anteriormente e com pouco prejuízo sobre as actividades da vida diária. Nesses casos, o acompanhamento médico é fundamental, mas o tratamento pode ser apenas psicoterapêutico.

Pode haver também casos de depressões bastante mais graves, com maior prejuízo sobre o dia-a-dia do indivíduo, podendo ocorrer também sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) e idealização ou tentativas de suicídio. Nestas situações, o tratamento medicamentoso é de facto obrigatório, além do acompanhamento psicoterapêutico.

Os medicamentos utilizados são os antidepressivos, medicações que não causam “dependência”, são bem toleradas e seguras, se prescritas e acompanhadas pelo médico. Em alguns casos faz-se necessário, associar outras medicações, que podem variar de acordo com os sintomas apresentados (ansiolíticos, antipsicóticos).



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