terça-feira, 17 de abril de 2012

Sila Tarot: Diferenças entre um Psicopata e um Sociopata




Sociopata:

As características dos sociopatas englobam, principalmente, o desprezo pelas obrigações sociais e a falta de consideração com os sentimentos dos outros. Eles possuem um egocentrismo exageradamente patológico, emoções superficiais, teatrais e falsas, pobre ou nenhum controle da impulsividade, baixa tolerância para frustração, baixo limiar para descarga de agressão, irresponsabilidade, falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento. Essas pessoas geralmente são cínicas, incapazes de manter uma relação leal e duradoura, manipuladoras, e incapazes de amar. Eles mentem exageradamente sem constrangimento ou vergonha, subestimam a insensatez das mentiras, roubam, abusam, trapaceiam, manipulam dolorosamente os seus familiares , colocam em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca são capazes de se corrigirem. Esse conjunto de caracteres faz com que os sociopatas sejam incapazes de aprender com a punição ou incapazes de modificar as suas atitudes. Quando os sociopatas descobrem que o seu teatro já está descoberto, eles são capazes de dar a falsa impressão de arrependimento, dizem que mudarão "daqui para a frente", mas nunca serão capazes de suprimir sua índole maldosa. Não obstante, eles são artistas na capacidade de disfarçar de forma inteligente as suas características de personalidade. Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, ele tem uma inteligência normal ou acima da média.




Psicopata:
O psicopata, por sua vez, superdimensiona suas prerrogativas, possibilidades e imunidades; "desta vez não me vão apanhar", ou "desta vez não vão perceber o meu plano", essas são as suas crenças ostentadas.



Todas as leis ou normas, geram temor e inibição, implicam a possibilidade de castigo. A lei está feita para domar, para obrigar e para condicionar as condutas instintivas dos indivíduos. O psicopata não apenas transgride as normas mas as ignora, considera-as obstáculo que devem ser superados na conquista das suas ambições. A norma não desperta no psicopata a mesma inibição que produz na maioria das pessoas.
Para os contraventores não psicopatas, vale o lema "Se quer pertencer a este grupo, estas são as regras. Se cumprir as regras está dentro, se não cumprir está fora". Mas o psicopata tem a particularidade de estar dentro do grupo, apesar de romper todas as regras, normas e leis, apesar de não fazer um insight, não se dar conta, não se arrepender e não se corrigir. A sua arte está na dissimulação, embuste, teatralidade e ilusionismo.
Os psicopatas parecem ser refractários aos estímulos, tanto aos estímulos negativos, tais como castigos, penas, contra-argumentações à acção, apelo moral, etc., como também aos estímulos positivos, como é o caso dos carinhos, recompensas, suavização das penas, apelos afectivos. Essa última característica é pouco notada pelos autores. O psicopata não modifica a sua conduta nem por estímulos, positivos, nem pelos negativos.
Para o psicopata a mentira é uma ferramenta de trabalho. Ele desvirtua a verdade com o objectivo de conseguir algo para si, para evitar um castigo, para conseguir uma recompensa, para enganar o outro. O psicopata pode violar todo o tipo de normas, mas não todas as normas. Violando simultaneamente todas as normas seria rapidamente descoberto e eliminado do grupo.


A particular relação do psicopata com os outros seres humanos dá-se sempre dentro das alterações da ética. Para o psicopata o outro é “uma coisa”, mais uma ferramenta de trabalho, um objecto de manipulação. Essa é a “coisificação” do outro, atitude que permite utilizar o outro como objecto de intercâmbio e utilidade. Esta “coisificação” explica, talvez, torturar ou matar o outro quando se trata de um delito sexual, sádico ou de uma simples atrocidade.

Um sociopata tem aversão á sociedade, um pscicopata não tem essa aversão, mas é um indivíduo que transgride as regras e as normas sociais.

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