sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sila Tarot: Lendas Chinesas




O Unicórnio Chinês



Unicórnio em chinês ( k’i lin ) também é um animal sagrado para os chineses e este é bem diferente do unicórnio ocidental. O nosso unicórnio tem corpo de veado, cabeça de cavalo, cauda de leão e um chifre na testa. O unicórnio chinês tem corpo de veado, mas cabeça de dragão, corpo escamado, verde, tem chifres como os de veado, mais feitos de carne.

Vê-lo significa um bom pressagio, mata-lo ou ver seu cadáver é péssimo pressagio. Diz –se que a mão de Confúcio, enquanto o gestava viu um animal destes, e que mais tarde o filósofo viu um unicórnio morto por caçadores e chorou, pois além de saber que era um sinal de mau agouro, em seu chifre estava uma fita – a fita que sua própria mãe amarrara.







Uma lenda sobre raposa


Na China a muitas lendas sobre raposas, hoje vamos descrever sobre uma delas.

"Wang viu duas raposas paradas nas patas traseiras e apoiadas a uma arvore. Uma delas tinha na mão um folha de papel e riam como se compartilhando um gracejo. Tentou espanta-las, mas se mantiveram firmes, então ele disparou contra a que segurava o papel. Feriu-a no olho e levou consigo o papel.

Na estalagem contou aos outros hóspedes a sua aventura. Enquanto falava, um cavalheiro entrou, e observou que tinha um olho ferido. Escutou com interesse o relato de Wang e pediu que lhe mostrasse o papel. Wang já ia mostra-lo quando o estalajadeiro notou que o recém chegado tinha cauda. "É uma raposa!" gritou., e imediatamente o cavalheiro se transformou no animal e fugiu.

As raposas tentaram varias vezes recuperar o papel, que estava coberto de caracteres indecifráveis, porém fracassaram. Wang resolveu voltar à sua casa, no caminho encontrou-se com toda a sua família, que se dirigia à capital. Disseram que ele lhes havia ordenado essa viagem, e sua mãe mostrou a carta em que lhe pedia que vendesse todas as propriedades e se reunisse a ele na capital. Wang examinou a carta e viu que era uma folha em branco, embora já não tivesse teto que os abrigasse, Wang ordenou: "Regressemos." Um dia apareceu um irmão mais jovem , que todos haviam dado por morto. Perguntou pelas desgraças da família e Wang contou-lhe toda a história. "Ah!" disse o irmão quando Wang chegou à sua aventura com as raposas, "aí esta a raiz de todo o mal." Wang mostrou o documento. Arrancando o de suas mãos, seu irmão o guardou com presteza. "Finalmente recuperei o que procurava", exclamou , e, transformando-se numa raposa partiu!






"certa lenda chinesa conta que estavam duas crianças patinando em cima de um lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam sem preocupação. De repente , o gelo se quebrou e uma das crianças caiu na água.

A outra criança vendo que seu amiguinho se afogava debaixo do gelo, pegou . . .

uma pedra e começou a golpear com todas as suas forças, conseguindo quebrá-lo e salvar o amigo. Suas mãos estavam feridas e doía muito todo o seu corpo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:

- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que você tenha quebrado o gelo com essa pedra e suas mãos tão pequenas!

Nesse instante apareceu um ancião e disse:

- Eu sei como ele conseguiu.

Todos olharam para ele aguardando a resposta. O ancião então respondeu:

- Não havia ninguém ao seu redor para dizer-lhe que ele não era capaz."






Kuan Kun


Kuankun, Kwuankun, Kuan Yü, Guanyun ou Kuan Ti – Divindade protetora das academias ou Associações de artes marciais ( enfoque especifico ), dos negócios e de tudo que envolva retidão justiça e coragem. Se enquadra na categoria dos personagens históricos que, por seus atos e pelo reflexo destes sobre o imaginário popular, acabaram transformados em divindades. É um dos personagens mais queridos do folclore Chinês, o que faz com que seja um dos mitos mais ricos em lendas, histórias e até escritos e peças teatrais.

Kuankun é o mais conhecidos dos heróis do chamado período ou Era dos reinos combatentes ( período histórico situado entre 453 e 221 a . c. , quando os reinos de Wei, Wu e Shu, Chi, Yueh e Chin disputaram a supremacia do velho império – o nome China teria nascido de Chin o reino vencedor); teria vivido entre 160 e 219 a . c.

Entre as histórias que lhe são atribuídas está a que afirma que ele teria sido um rapaz comum do campo que teve de fugir de casa depois de salvar uma garota das mãos de um magistrado cruel. Ele matou o magistrados e, para fugir, ingressou no exército de um dos reinos da China. Outra lenda narra seu encontro com Chang Fei e Liu Pei, do reino Shu, com quem formaria uma das mais importantes trincas de heróis divinizados da antiga China. A caminho da conscrição, Kuankun teria encontrado Chang Fei, um açougueiro que desafiava qualquer pessoa a erguer do chão uma pedra de 180 Kg .

Sob o qual estava um grande pedaço de carne. Até então ninguém havia vencido. Aceitando o desafio, Kuankun ergueu a pedra e se apoderou da carne, provocando a ira de Chang Fei. Os dois começaram uma briga violentíssima, que só foi encerrada com a intervenção de Liu Pei. Mais tranqüilos, perceberam que tinham muitas coisas em comum e se tornaram amigos. Em um campo de pessegueiros, os três fizeram um juramento de amizade pelo qual se obrigavam a viver e morrer juntos. ( para muitos chineses, este acordo é um exemplo de ideal de amizade).

Como soldado, venceu muitas batalhas até ser capturado pelo rei Wu Sun Chíuan. Por não se render, foi condenado à morte e executado na localidade de Hsiangyang, em Hupei. A tumba contendo seu corpo estaria localizada em Tangyang e sua cabeça teria sido sepultada em Loyang ( Henan ), uma localidade situada ao lado do mosteiro de Shaolin.

Sua arma o Kuan Tao ( Kuan To ou Ka Wan Tou ) – "espada de Kuan" faz parte do universo de armas do Kung Fu, sendo praticada na forma de rotina ( Katy ) em vários estilos ( inclusive no Shaolin do Norte ). O nome da arma segundo a lenda é "Dragão Verde".



CARACTERÍSTICAS FÍSICAS:

As lendas mostram esta transformação de homem comum em divindade: segundo o folclore Kuan Kun teria 2,70 metros de altura e uma barba de 60 cm ; a face seria vermelha "como uma jujuba", seus olhos semelhantes a de uma fênix e suas sobrancelhas, semelhantes a minhocas. Nos templos muitas vezes é representado junto com seu cavalo "Lebre Vermelha" ou, então, cercado por seus auxiliares, o filho adotivo Kuan P’ing e o seu escudeiro Chou T’sang.

Uma das lendas relacionadas a Kuankun afirma que ele teria sido fecundado por uma divindade solar e que sua mãe, ao invés de ter um parto normal, teria botado um ovo. O marido, com medo do que pudesse sair do ovo e furioso com o filho que, ele desconfiava, não era seu, tentou destruí-lo quebrando a casca antes que eclodisse. O menino lá dentro estava quase que totalmente formado, a não ser pela face ( ainda vermelha). Mesmo tendo vindo ao mundo antes do tempo, o garoto sobreviveu e cresceu, vindo a se tornar um herói. Não perdeu, porém, o rosto vermelho, fruto da ira de seu pai.

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