quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sila Tarot: POSSESSÃO = INCORPORAÇÃO



Muitos confundem obsessão com possessão. Entretanto, é preciso que não se confunda uma situação com a outra. Para o espiritismo tratam-se de coisas diversas e que foram estudadas por Kardec. Segundo o escritor espírita Marcos Milani "Obsessão é a ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, desde a simples influência moral sem sinais exteriores sensíveis, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais".

Já a possessão é a ação que um Espírito exerce sobre um indivíduo encarnado, substituindo-o temporariamente em seu próprio corpo material. Esta acção não é permanente, nem integral, considerando-se que a união molecular do perispírito ao corpo opera-se somente no momento da concepção".

Muitos médiuns incorporam espíritos que possuem o corpo para se expressar. Essa posse do corpo pode ser feita por um espírito inferior com objectivos escusos e prejudiciais, como também por um espírito bom e iluminado, que usa o corpo do médium para transmitir ensinamentos e realizar outros actos louváveis.




Segundo Allan Kardec:

"A obsessão é sempre o resultado da actuação de um Espírito malfeitor. A possessão pode ser o feito de um bom Espírito que quer falar e, para dar mais impressão sobre os seus ouvintes, toma emprestado o corpo de um encarnado, que este lhe cede voluntariamente como se empresta uma roupa. Isto faz-se sem nenhuma perturbação ou incômodo e durante este processo, o Espírito encontra-se em liberdade como num estado de emancipação e conserva-se frequentemente ao lado de seu substituto para o ouvir".

Resumidamente, a possessão pode ser realizada por espíritos bons e maus, ao passo que a obssessão é sempre obra de espíritos inferiores, que podem levar o obsediado a situações críticas tanto do ponto de vista físico como do mental.



O que é Possessão?

Em a Gênese, Kardec faz referência à obsessão e à possessão. Ele diz que, na obsessão, o espírito actua exteriormente por meio de seu períspirito, que ele identifica com o do encarnado; este último encontra-se, então, enlaçado como numa teia e é constrangido a agir contra a sua vontade.

Na possessão, em vez de agir exteriormente, o espírito livre substitui-se, por assim dizer, ao espírito encarnado; faz domicílio no seu corpo, sem que todavia este o deixe definitivamente, o que só pode ter lugar na morte.

A possessão é sempre temporária e intermitente, esclarece Kardec, pois um espírito desencarnado não pode tomar definitivamente conta do lugar de um encarnado, dado que a união molecular do períspirito e do corpo não pode operar-se senão no momento da concepção.




O espírito em possessão momentânea do corpo serve-se dele como se fosse o seu próprio corpo; fala pela sua sua boca, vê através dos seus olhos, age com os seus braços, como o teria feito se fosse vivo. Não é como na mediunidade falante, na qual o espírito encarnado fala transmitindo o pensamento de um espírito desencarnado; é este último que fala e que se agita.

A possessão pode ser o feito de um bom espírito que quer falar e, para fazer mais impressão sobre os seus ouvintes, toma emprestado o corpo de um encarnado, que lhe cede voluntariamente, tal como se empresta uma roupa. Isso faz-se sem nenhuma perturbação ou incômodo, e durante esse tempo o espírito encontra-se em liberdade, como no estado de emancipação, e com mais frequência conserva-se ao lado de seu substituto para ouvir.

Já quando o espírito possessor é mau, as coisas passam-se de outro modo; ele não toma emprestado o corpo, mas apodera-se dele, caso o titular não tenha força moral para resistir. Ele fá-lo por maldade dirigida contra o possesso, a quem tortura e martiriza por todas as maneiras até fazê-lo perecer.

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