domingo, 13 de maio de 2012

Sila Tarot: Sociedade Contemporânea – Reflexões!



A vida moderna trouxe-nos as necessidades (além das necessidades naturais) fabricadas pelo consumismo, que exigem esforços sobre-humanos para a absorção de conhecimento, emoções e bens. O ser humano, entregue aos ditos da mídia, inseriu na sua cultura a “máxima” de que somente há felicidade, pelo sucesso financeiro. Para que se realize através de efêmeras emoções daí oriundas, passou-se a desrespeitar os ciclos naturais do seu corpo e mente.


 
Quando estão em stress, o nosso corpo e a nossa mente podem apresentar sintomas que variam de uma dor de cabeça a uma doença dita incurável pela ciência. O desrespeito aos nossos próprios limites, muitas vezes por imposições sociais, financeiras e culturais, empurra-nos à beira de colapsos. O acúmulo de consequências destes desrespeitos vai formando no nosso corpo e na nossa mente algo como uma “crosta” de transtornos, que nos impede de ver as saídas, as curas e, deste modo, a vida vai ficando “difícil”, pesada. Somos como um filtro que acumula sujidade em cima de sujidade e com o tempo, mal deixa passar a água.



Hoje dependemos de remédios e descobertas científicas que se contradizem de tempos em tempos. São eleitos amigos da saúde os alimentos e remédios da moda. As indústrias ditam o que devemos comer, o que devemos pensar, como devemos agir socialmente e como nos prevenirmos de doenças. Assim que um novo produto é lançado, o produto mais velho é sacrificado publicamente e vira o “vilão” da saúde ou o “fora de moda”.
 
O vazio tornou-se um inimigo do qual fugimos com receio, por não sabermos como lidar conosco mesmos. Afinal… onde está o manual de instruções? O nosso manual de instruções está dentro de nós próprios. Dento do materialismo, tem que ter o mesmo corpo que os modelos, pensar como os formadores de opinião e assim aos poucos vai deixando de ser você próprio...
 
Pelo medo do vazio interior ou de encararmos as nossas próprias vidas, tentamos fugir da realidade, pela procura da satisfação dos nossos desejos, através das emoções. Desejos que são criados superficialmente pela sociedade de consumo. O objectivo do sistema é criar meios de aguçar desejos sem sentido, para que as pessoas fiquem fascinadas e apaixonadas por aquilo que não precisam;
 
 
Dessa forma, desvalorizam o que está no seu interior, a essência da vida, para tentar satisfazer os desejos da sua fascinação. Entretanto, as emoções são efêmeras: surgem, arrebatam-nos rapidamente e desaparecem no ar, deixando-nos novamente o vazio. Buscar preencher a vida dependendo de comprar produtos descartáveis e supervalorizá-los para tornar a vida plena, feliz, é auto-sabotagem. Precisamos de cultivar os sentimentos, que são duradouros, verdadeiros e consequentes.
 
 
Se a vida se reduzisse só ao que nos impõe o meio social, aqueles que alcançassem esta meta seriam os serem mais felizes do universo.
 
Mas pense bem: quantas pessoas conheceu que seguiram estes conceitos socialmente aceites e terminaram as suas vidas completamente felizes?
 
Temos vindo a criar uma sociedade auto-destrutiva, mas podemos porém, utilizar somente aquilo que pode ser útil do sistema, para despertar a nossa consciência.
 
A sociedade oferece-nos imensos recursos que não precisamos necessariamente. Ficar ou não presos a um padrão de vida, cabe-nos a nós utilizarmos a nossa consciência para fazermos as nossas escolhas.
 
 
É preciso compreender, que muito do que temos e desejamos, na realidade não é tão importantes como imaginamos, simplesmente é um “eu” (transtorno da personalidade – que absorvemos no meio social) fazendo-nos acreditar ser necessário, para que tenham receitas, vendas, lucros. Vivemos num mundo material. Não existe razão para desesperos de conseguir as coisas materiais, devemos sim, estar bem primeiro conosco mesmos, pois mesmo tendo tudo o que o sistema tem para oferecer, os nossos “eu’s” nos fariam sentir miseráveis, ainda assim.
 
O auto-conhecimento é apenas um caminho, como tantos outros, para que possa avaliar e destinguir as suas verdadeiras necessidades, das superficialidades, para que possamos transcender as ilusões do sistema; para que descubramos o quanto mais há, além dos nossos opacos instintos de satisfação imediata; para que vivamos além de qualquer prazer, ou seja, felizes, plenos.
 
Observe-se numa realidade onde não há fórmulas mágicas para a felicidade ou para as curas de doenças. Há sim, um caminho que deve ser trilhado com paciência e persistência; com simplicidade e a adopção de hábitos mais saudáveis para o corpo e para a mente. Sem a dedicação de cada um – pois ninguém pode percorrer o caminho por si – não haverá sucesso. Vence sempre a perseverança – regada de muita paciência – e a mudança dos paradigmas do dia a dia. A aprendizagem é constante, mas o caminho leva a experiências sublimes.
 

Seja qual for o caminho que escolher para descobrir a sua essência, fixado ao materialismo ou não, tenha em mente que há sempre uma oportunidade de trilhar um caminho sem dor ou sofrimentos e que esta oportunidade depende somente de si!
 
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