domingo, 24 de junho de 2012

Islamismo: Tudo o que queria saber - Verdades e Mitos!





Islamismo

A religião muçulmana tem crescido nos últimos anos (actualmente é a segunda maior do mundo) e está presente em todos os continentes. Porém, a maior parte de seguidores do islamismo encontra-se nos países árabes do Oriente Médio e do norte de África. Assim como as religiões cristãs, a religião muçulmana é monoteísta, ou seja, crê na existência de apenas um deus, Alá ou Allah (palavra para designar Deus em árabe). Baseada nos ensinamentos de Maomé (570-632 d.C.), chamado “O Profeta”, a doutrina muçulmana encontra-se no livro sagrado islâmico, o Alcorão ou Corão e tentam seguir os Cinco Pilares. Foi fundada na região da actual Arábia Saudita como um sistema religioso fundado no início do século 7.

ISLAMISMO, ISLAM, ISLÃ, ISLÃO, RELIGIÃO MUÇULMANA, todos estes termos querem dizer - e significam - a mesma coisa. Igualmente os adjectivos: muçulmano, islâmico, islamítico, islamita, todos eles têm o mesmo significado. A palavra islã significa submeter, e exprime a submissão à lei e à vontade de Alá. Seus seguidores são chamados de muçulmanos, que significa aquele que se submete a Deus.






Corão ou Alcorão – O Livro Sagrado

O Alcorão ou Corão é um livro sagrado que reúne as revelações que o profeta Maomé recebeu do anjo Gabriel. Este livro é dividido em 114 capítulos (suras), e composto por uma série de preceitos religiosos e políticos que os muçulmanos devem obedecer. Entre tantos ensinamentos contidos, destacam-se: onipotência de Deus (Alá), importância de praticar a bondade, generosidade e justiça no relacionamento social. O Alcorão também registra tradições religiosas, passagens do Antigo Testamento judaico e cristão.
Os muçulmanos acreditam na vida após a morte e no Juízo Final, com a ressurreição de todos os mortos.
A outra fonte religiosa dos muçulmanos é a Suna que reúne os dizeres e feitos do profeta Maomé.





A Doutrina Islâmica


Os muçulmanos resumem a sua doutrina em seis artigos de fé:

1. Crença em um Deus: os muçulmanos acreditam que Alá seja o único, eterno, criador e soberano;

2. A crença nos anjos;

3. A crença nos profetas: os profetas são os profetas bíblicos, mas termina com Maomé como o último profeta de Alá;

4. A crença nas revelações de Deus: os muçulmanos aceitam certas partes da Bíblia, como a Torá e os Evangelhos. Eles acreditam que o Alcorão seja a perfeita a preexistente palavra de Deus.

5. Crença no último dia de julgamento e na vida futura: todos serão ressuscitados para julgamento no paraíso ou inferno.

6. Crença na predestinação: os muçulmanos acreditam que Alá decretou tudo o que vai acontecer. Os muçulmanos atestam a soberania de Deus com sua frase frequente, inshallah, ou seja, "se Deus quiser".





Os cinco Pilares do Islão
Estes cinco princípios compõem o quadro de obediência para os muçulmanos:

1. O testemunho de fé (shahada): "la ilaha illa allah. Muhammad Rasul Allah." Isto significa: "Não há outra divindade senão Alá. Maomé é o mensageiro de Alá." Uma pessoa pode-se converter ao Islamismo apenas por afirmar este credo. Aceitar Deus como único e Muhammad (Maomé) como seu profeta;






2. As orações (salat): Orar cinco vezes ao dia, voltado com o rosto na direção de Meca.

3. Pagar dádivas rituais (zakat): esta esmola é no mínimo 2,5% dos seus rendimentos para os necessitados, uma vez por ano. Fazer Caridade aos pobres, dar esmola.





 

4. Jejum (sawm): os muçulmanos jejuam durante o Ramadão no nono mês do calendário islâmico. Eles não devem comer ou beber desde o amanhecer até o entardecer, com o objectivo de desenvolver a paciência e a reflexão.

5. Peregrinação (hajj): se fisicamente e financeiramente possível, um muçulmano deve fazer a peregrinação a Meca, na Arábia Saudita, pelo menos uma vez na vida. O hajj é realizado no décimo segundo mês do calendário islâmico.

A entrada de um muçulmano no paraíso depende da obediência a esses Cinco Pilares. Ainda assim, Deus pode rejeitá-los. Nem mesmo Maomé sabia ao certo se Alá iria admiti-lo ao paraíso (Surata 46:9; Hadith 5,266).







Origem da Peregrinação a Meca:

Maomé (Mohammed), por propagar a crença a um único Deus (Ála) e condenar as antigas tradições religiosas árabes, ganhou a antipatia dos mercadores coroaixitas, que tiveram ameaçada sua grande fonte de renda pela peregrinação dos idólatras a Caaba um templo de 360 ídolos em Meca. Perseguido abandonou a cidade e foi para Medina. Essa emigração ficou conhecida como Hégira (Hijra). Esta "partida" marca o início do calendário muçulmano. Anos depois, Mohammed depois de ter consolidado a sua doutrina em Medina, retornou a Meca alcançando a grande vitoria e entrando na Caaba e destruindo os ídolos.


Caaba na cidade de Meca: Local sagrado dos muçulmanos







Crenças:

Eles crêem no juízo final, ressurreição dos mortos, anjos, demônios, paraíso e inferno. E proibido mentir, roubar, matar, emprestar dinheiro a juros, participar de jogos de azar, comer carne de porco e ingerir bebidas alcóolicas e cometer adultério, mas é permitido a poligamia e o divorcio. A Jihad ao luta pela causa de Ála ganha precedência sobre todos os outros interesses, bem como sobre as tradições e os conceitos morais religiosos herdados do passado.


Locais Sagrados:

Para os muçulmanos, existem três locais sagrados: A cidade de Meca, onde fica a pedra negra, também conhecida como Caaba. A cidade de Medina, local onde Maomé construiu a primeira Mesquita (templo religioso dos muçulmanos). A cidade de Jerusalém, cidade onde o profeta subiu ao céu e foi ao paraíso para encontrar com Moises e Jesus.


DIVISÕES DO ISLAMISMO

Os muçulmanos estão divididos em dois grandes grupos, os sunitas e os xiitas. Essas tendências surgem da disputa pelo direito de sucessão a Maomé. A divergência principal diz respeito à natureza da chefia: para os xiitas, o líder da comunidade (imã) é herdeiro e continuador da missão espiritual do Profeta; para os sunitas, é apenas um chefe civil e político, sem autoridade espiritual, a qual pertence exclusivamente à comunidade como um todo (umma). Sunitas e xiitas fazem juntos os mesmos ritos e seguem as mesmas leis (com diferenças irrelevantes), mas o conflito político é profundo. Aproximadamente 85% dos muçulmanos do mundo fazem parte do grupo sunita. De acordo com os sunitas, a autoridade espiritual pertence a toda comunidade. Os xiitas também possuem sua própria interpretação da Sharia.

Sunitas - Os sunitas são os partidários dos califas abássidas, descendentes de all-Abbas, tio do Profeta. Em 749, eles assumem o controle do Islã e transferem a capital para Bagdá. Justificam sua legitimidade apoiados nos juristas (alim, plural ulemás) que sustentam que o califado pertenceria aos que fossem considerados dignos pelo consenso da comunidade. A maior parte dos adeptos do islamismo é sunita (cerca de 85%). No Iraque a maioria da população é xiita.

Xiitas - Partidários de Ali, casado com Fátima, filha de Maomé, os xiitas não aceitam a direção dos sunitas. Argumentando que só os descendentes do Profeta são os verdadeiros imãs: guias infalíveis em sua interpretação do Corão e do Suna, graças ao conhecimento secreto que lhes fora dado por Deus. São predominantes no Irã e no Iêmen. A rivalidade histórica entre sunitas e xiitas se acentua com a revolução iraniana de 1979 que, sob a liderança do aiatolá Khomeini (xiita), depõe o xá Reza Pahlevi e instaura a República islâmica do Irã.

Outros grupos - Além dos sunitas e xiitas, existem outras divisões do islamismo, entre eles os zeiitas, hanafitas, malequitas, chafeitas, bahais, sunitas, hambaditas. Algumas destas linhas surgem no início do Islã e outras são mais recentes. Todos esses grupos aceitam Alá como deus único, reconhecem Maomé como fundador do Islamismo e aceitam o Corão como livro sagrado. As diferenças estão na aceitação ou não da Suna como texto sagrado e no grau de observância das regras do Corão.

Diferenças entre Islamismo e Cristianismo:







Todos os ensinamentos contidos no Alcorão têm força de lei.
 
Alá é o nome do Deus único do islamismo.

Alcorão que dizer o livro, assim como a palavra bíblia.

No Alcorão, Alá é identificado por 99 adjectivos, três deles são pacificador, misericordiosos e clemente.

Jesus Cristo é citado 25 vezes no alcorão.

Ele aparece ora como filho de Maria, ora como o messias Jesus, filho de Maria. Mas, para o islamismo, Jesus Cristo foi apenas um profeta.

Maria, mãe de Jesus, é a única mulher que o Alcorão chama pelo nome.
Segundo os muçulmanos, os ensinamentos de Jesus Cristo foram mal interpretados pelos cristãos.



Em relação ao Cristianismo, o Islamismo tem algumas semelhanças, mas também diferenças significantes. Assim como o Cristianismo, o Islamismo é monoteísta. No entanto, os muçulmanos rejeitam o conceito da Trindade – ou seja, que Deus se revelou como um em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.

O Islamismo clama que Jesus era apenas um profeta – não o filho de Deus. Os muçulmanos acreditam que Jesus, embora nascido de uma virgem, foi criado como Adão. Muitos muçulmanos não acreditam que Jesus morreu na cruz. Eles não entendem por que Alá permitiria que o Seu profeta Isa (a palavra islâmica para "Jesus") sofresse uma morte torturante. Contudo, a Bíblia mostra como a morte do Filho perfeito de Deus foi fundamental para pagar pelos pecados dos crentes (Isaías 53:5-6, João 3:16, 14:6, 1 Pedro 2:24).

O Islamismo acredita que o Corão seja a autoridade final e a última revelação de Alá. A Bíblia, no entanto, foi finalizada no primeiro século com o livro de Apocalipse. O Senhor nos preveniu contra a adição ou subtração à Palavra de Deus (Deuteronômio 4:2; Provérbios 30:6, Gálatas 1:6-12, Apocalipse 22:18). O Corão, o qual clama ser uma adição à Palavra de Deus, desobedece directamente o comando de Deus.

Finalmente, o Islamismo ensina que se pode ganhar o paraíso através de boas obras e obediência aos Cinco Pilares. A Bíblia, pelo contrário, revela que o homem não se pode comparar com um Deus santo (Romanos 3:23; 6:23). Apenas por causa da misericórdia e amor de Deus os pecadores podem ser salvos através da fé em Cristo (Atos 20:21; Efésios 2:8-9). Concluindo, existem diferenças e contradições essenciais entre o Islamismo e o Cristianismo



Curiosidades:






Vida do profeta Maomé


Muhammad (Maomé) era da tribo de coraich e nasceu na cidade de Meca no ano de 570. Filho de uma família de comerciantes, passou parte da juventude viajando com os pais e conhecendo diferentes culturas e religiões. Aos 40 anos de idade, de acordo com a tradição, recebeu a visita do anjo Gabriel que lhe transmitiu a existência de um único Deus. A partir deste momento, começa sua fase de pregação da doutrina monoteísta, porém encontra grande resistência e oposição. As tribos árabes seguiam até então uma religião politeísta, com a existência de vários deuses tribais.
Maomé começou a ser perseguido e teve que emigrar para a cidade de Medina no ano de 622. Este acontecimento é conhecido como Hégira e marca o início do calendário muçulmano.


Em Medina, Maomé é bem acolhido e reconhecido como líder religioso. Consegue unificar e estabelecer a paz entre as tribos árabes e implanta a religião monoteísta. Ao retornar para Meca, consegue implantar a religião muçulmana que passa a ser aceite e começa a se expandir pela península Arábica.
Reconhecido como líder religioso e profeta, faleceu no ano de 632. Porém, a religião continuou a crescer após sua morte.

Mais:

Nós, ocidentais, costumamos ter uma visão muito rígida, limitada, deturpada acerca do Islão. Tratamos o Islã inteiro como se fosse um único país e uma só cultura. Se pensarmos vamos perceber como isso é absurdo. Nos USA as leis diferem drasticamente. Como no caso da pena de morte aplicada em alguns estados e outros não.



Qual o papel da mulher no Islão?

De acordo com o Islamismo, a mulher deve ser tratada com dignidade e respeito. Ao contrário do que se pensa no Ocidente, o Islão, desde o seu surgimento, alcançou a mulher a uma condição social e política que ela nunca teve na história da humanidade e que, mesmo no Ocidente, só veio a usufruir no século passado!

Logo que apareceu, o Islã eliminou uma prática abominável que acontecia na Arábia pagã: meninas recém-nascidas, se não fossem do agrado do seu pai, eram enterradas vivas. Além disso, concedeu às mulheres o direito à herança e ao voto, isso já no século VII da era cristã. O Alcorão já revelava que tanto o homem quanto a mulher têm direito ao Paraíso, se agissem de forma piedosa. A título de exemplo, lembremo-nos que na Inglaterra, até o século XIX, discutia-se em alguns círculos cristãos se a mulher possuía alma.
Um célebre hadith do Profeta Mohammad (A.S.) cita que "O amor à mulher é parte da moral dos Profetas". Outro dito do Profeta lembra que "O Paraíso repousa sob os pés das mães". Reza ainda a tradição islâmica que quando sua filha Fátima chegava, o Profeta corria para ela e lhe dizia: "Que a paz esteja contigo, mãe de teu pai!".
Quando quer denegrir a imagem do Islã, a mídia ocidental estampa nos jornais e nas telas de TV as mulheres muçulmanas usando o hijab, ou véu. Lembremo-nos que a Virgem Maria, símbolo maior de castidade e pureza para todos nós, cristãos e muçulmanos, sempre é retratada usando véu. Para serem recebidas em audiência por sua Santidade o Papa, as mulheres devem cobrir a cabeça; e até há pouco tempo as mulheres iam às igrejas com as cabeças cobertas.






O traje usado pelas mulheres muçulmanas, em lugar de sinal de opressão, é símbolo da sua liberdade. No mundo islâmico, ela é admirada mais pelo seu carácter e piedade do que pelas formas do seu corpo. Os muçulmanos não concordam com a exploração da imagem feminina no Ocidente, onde a opressão à mulher esconde-se sob o disfarce da "liberdade" e onde, infelizmente, a figura feminina é usada para vender e para incentivar o erotismo.
O Islamismo Nega a idéia de pecado original, pois crê que a pureza é inerente ao homem, que, ao corromper-se, pagará por seus pecados pessoais.

O Islam possui um calendário próprio, que tem como marco inicial a Hégira, ou migração, de Mohammad de Makka para Madina. Sendo assim, eles contam o ano de 622 d.C. como o ano 1 H. Seu calendário é o lunar; tendo seu ano, portanto, 354 dias.



Rituais

 
Nascimento

Crianças recém-nascidas são saudadas pela comunidade como presentes de Alá. Logo depois do nascimento, o pai do bebê sussurra em seu ouvido direito as palavras do adhan, ou chamado para o oração, e deixa cair um pouco de mel na língua da criança. A cabeça é raspada como símbolo de pureza.



Circuncisão

Os meninos muçulmanos são circuncidados. Embora não seja mencionado no Corão, esse rito é celebrado desde os tempos bíblicos para simbolizar o pacto entre Deus e os humanos. A circuncisão pode ser feita numa criança desde os oito dias até os dez anos de idade.

Casamento

De acordo com um costume local, os casamentos muçulmanos muitas vezes são ajustados entre os pais, que procuram parceiros adequados para seus filhos. O Corão permite que um homem tenha até quatro esposas, mas na prática muitos casamentos muçulmanos são monogâmicos. A cerimônia de bodas pode acontecer na casa da noiva ou do noivo, ou na mesquita. Geralmente é presidida por um imã e inclui leituras do Corão. Há um contrato escrito e o noivo deve pagar um dote pela noiva.






Morte

Quando um muçulmano morre, o seu corpo é envolvido no ihram e levado até a mesquita para as preces fúnebres. O corpo - que deve ser enterrado o quando antes em respeito ao falecido - é deposto num túmulo simples marcado por um montículo de terra.






Símbolos:





Estudiosos supõem que mesmo antes do islamismo os árabes nômadas faziam culto á Lua por viajarem à noite. Quando o símbolo foi adoptado na bandeira do islâmico império turco-otomano, passou a ser identificado com os muçulmanos. Mesmo assim, muitos fiéis negam a utilização de qualquer símbolo para representar a fé islâmica.

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