quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sila Tarot: Porque os Relacionamentos não resultam?




Alguns padrões de comportamentos aprendemos muito cedo, ainda na nossa infância e passamos a repetir alguns desses padrões de comportamentos nos relacionamentos afetivos.

Será que muitas vezes, não agiu em relação ao seu relacionamento como aprendeu que deveria agir e nem sempre foi o que queria de facto?

Será que o que espera do outro não é muitas vezes aquilo que não teve na sua infância e por ignorar este facto, está sempre em busca de relacionamentos que nunca a satisfazem?



 

A verdade é que tendemos a repetir padrões que já conhecemos. Quais foram os modelos de dar e receber afecto e amor que teve? Muitas pessoas acreditam que amar é sofrer, ou ainda por exemplo, quem teve uma família com conflitos, discussões constantes e agressões, poderá repetir o mesmo padrão de comportamento na sua relação afetiva actual, ainda que queira exactamente o contrário. Um exemplo comum é de quem teve um dos pais alcoólico e, apesar de não ter desenvolvido o alcoolismo, pode-se relacionar com alguém também alcoólico. Outro exemplo é quem teve um pai ausente, poderá buscar um companheiro tão ausente como o pai. Quem teve uma mãe autoritária poderá deparar-se com uma esposa com atitudes iguais, apesar dos anos que se passaram.



Mas porque isso acontece?

É como se buscássemos resolver questões que não conseguimos resolver no passado e assim, continuamos a repetir. Esse processo acontece de forma inconsciente, por isso nem sempre o percebemos facilmente. Tudo isso pode acontecer com o intuito, inconsciente, de resolver conflitos do passado e que por não terem sido elaborados e compreendidos, e repetem-se para que sejam compreendidos e aceites. É como se o inconsciente nos desse a oportunidade de resolver aquilo que enquanto eramos crianças não tínhamos estrutura para resolver. É preciso ficarmos atentos, pois nem sempre a situação é tão fácil de ser identificada como os exemplos acima. Muitas vezes a situação actual pode-se apresentar muito diferente da original (que aconteceu quando éramos crianças), mas o sentimento gerado é exactamente igual.

Para quem está á procura de um novo relacionamento ou não está feliz com a relação actual é importante observar alguns comportamentos que podem ter-se tornado padrão com o passar dos anos, e por necessidades inconscientes, fazer com que repita novamente o padrão do antigo relacionamento, sofrendo novamente e nem sequer se apercebe porquê.





Para romper padrões é preciso identificá-los. Pense um pouco sobre seus relacionamentos mais significativos ou seus dois últimos. Como começou? Como acabou? Quais foram os motivos? Consegue perceber algo em comum entre os últimos relacionamentos?


Aceitou uma relação afetiva mesmo estando consciente de que estava muito distante do que queria? E ainda assim sofre porque acabou? Ou será que não estava muito mais á espera de como o relacionamento dveria ter sido, em vez de o ver na realidade como era?A outra pessoa estava tão interessada que o relacionamento resultasse, como você? O que encontra em comum entre aquilo que viveu na infância e seu relacionamento actual? Será que suas atitudes não estão a manter um círculo vicioso e destrutivo?






Procure as respostas, mas não para se culpar ou para se lamentar, desejando que tivesse sido diferente. Remoer o passado não vai fazer com que ele seja modificado. Ficar a lamentar-se: “Por que isto aconteceu comigo?” não vai ajudar em nada. Mas entender as causas do sofrimento, poderá fazer com que mude, aquilo que depende exclusivamente de si.

É importante entender e aceitar que os relacionamentos que teve, ou o relacionamento que ainda tem, por mais doloroso e destrutivo que seja, pode ser necessário para o seu crescimento e trazer de certeza muitas aprendizagens, se assim as perceber. Responda a cada uma das perguntas sendo sincero consigo mesmo.

Escrever facilita a reflexão

Se quiser, escreva sobre isso. É uma Auto-Ajuda Excelente! Escrever as respostas pode facilitar a sua reflexão. Identifique os sinais de insatisfação e infelicidade. Muitas vezes há sinais evidentes no nosso próprio corpo através de sintomas que nos mostram claramente que estamos a sofrer e que muitas vezes também ignoramos. A maioria dos sintomas fisicos, tem causas psicológicas.





Agora volte a atenção para si. Esconder o que estiver a sentir, evitar pensar, fugir da realidade, não fará com que modifique a sua maneira de amar e receber amor. Considera-se capaz e merecedor de ser amado? Se responder que sim sem pensar muito, repense sobre isso. Muitas vezes gostaríamos de ser amados, mas nem sempre nos sentimos merecedores. Examine a sua vida, as suas expectativas a respeito do amor. Isso pode levar algum tempo, não se preocupe, leve o tempo que for necessário. Seja paciente consigo mesmo. Não julgue nem coloque rótulos nos seus sentimentos, mas seja compreensivo. Só irá entender o que o levou agir da forma que agiu, se não for crítico nem se censurar ou punir, em momento algum.

É preciso curar o que precisa de ser curado dentro de si. Esse momento deve ser utilizado de forma a aprender e a crescer e não para continuar a sofrer. Só assim conseguirá realmente curar o que tanto lhe dói. É isso que a irá preparar para um relacionamento saudável e construtivo, sem agressões, cobranças, inseguranças, mas com uma constante troca de amor! Quando um relacionamento acaba, deve-se ficar sozinho durante um tempo, para fazer o “luto” (um processo psicológico idêntico a quando alguém morre), e acima de tudo para reflectir e estar munido de ferramentas, para que possa ter um relacionamento sadio, equilibrado e amoroso, onde exista respeito e compreensão.



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