terça-feira, 30 de outubro de 2012

Sila Tarot: A Terapia do Riso!



 

A Terapia do Riso ou Risoterapia procura recuperar no universo da infância a condição de espontaneidade em que vive a criança, o que lhe proporciona a oportunidade de rir sem esforço pelo menos 250 vezes diariamente. Esta terapêutica, ao instaurar o contacto entre o adulto e sua criança interior, procura alcançar este estado de constante busca do novo, da aprendizagem, da prosperidade emocional, do qual estão excluídas a monotonia e os hábitos condicionados do dia-a-dia.
Uma sessão de terapia do riso é uma forma terapêutica que permite libertar, de uma maneira lúdica e alegre, as tensões internas e conseguir a renovação pessoal de uma forma holística.
Através deste processo, utilizando-se diferentes atividades e dinâmicas, as pessoas são conduzidas a um estado de desinibição para chegar à gargalhada com o objetivo de realizar uma descarga emocional, desenvolver o sentido de humor, treinar novas capacidades pessoais e conseguir viver em harmonia física, psíquica, emocional e espiritual.
Esta Terapia é ancestral na porção oriental do Planeta, mas muito recente no Ocidente. Nos anos 60 houve o registo da recuperação de um paciente afectado por uma grave enfermidade degenerativa, o norte-americano Norman Cousin, que na época se submetia à prática da Terapia do Riso, influenciando a sua progressão pelo mundo. Existe desde então, uma grande afluência dos adeptos desta terapêutica, inovada nos meios médicos ao levar para o interior dos hospitais e escolas o exercício do humor como método para alcançar a cura dos pacientes.



 
Acredita-se que o riso e gargalhadas, podem agir como um complemento na conquista do bem estar físico e psíquico do ser humano, seja qual for a doença que o afete. É comum ouvirmos o relato de pacientes com câncer, por exemplo, que ao encarar com bom-humor e fé a enfermidade, e que conquistam mais rapidamente a cura, até mesmo nos casos mais graves.
Esta terapia não se baseia apenas em dados filosóficos, mas também em elementos científicos. O riso envia ao cérebro um comando, por meio do hipotálamo, para que ele produza um grupo de substâncias conhecidas como endorfinas, mais especificamente as betas endorfinas. Elaboradas nas ocasiões em que as pessoas se encontram bem-humoradas, elas detêm um potencial analgésico, semelhante ao da morfina, porém com um potencial cem vezes mais ampliado.
Assim, o mero sorriso ou a risada bastante prolongada – quanto mais enérgica melhor para a saúde – provoca o aparecimento de uma corrente de endorfinas, o que imediatamente traz ao organismo um estado de libertação das tensões, um sentimento de tranquilidade orgânica, psíquica e emocional. Qualquer manifestação de alegria, pensamentos e sentimentos serenos, atitudes de auxílio e de estímulo aos que delas necessitam, já basta para o desencadeamento desse processo.



 
Neste estágio optimista o Homem torna-se mais apto a conquistar as modificações interiores necessárias, saindo um pouco de sua postura exclusivamente racional, para penetrar nos domínios da atração magnética, da criatividade e da sincronicidade, conceito desenvolvido por Carl Gustav Jung para indicar os eventos que se interconectam por laços significativos, ou seja, que são coincidências não aleatórias, as quais ocorrem justamente através da sintonia com as forças positivas que regem o Universo.
Há os risos positivos e os negativos. Os primeiros desencadeiam sentimentos e reações edificantes, como o sorriso aberto, que traduz lealdade; o verdadeiro, que traz consigo a firmeza de ânimo; o largo, imbuído pela bondade humana; o constante, que revela a personalidade vigorosa; e o contagiante ou vibrante, que estimula os outros a rirem. Os demais não causam a produção de endorfinas, pois são artificiais – como o riso de boca fechada, típico dos que não sabem o que dizem; o de lado, próprio do ser dissimulado; o falso, esboçado com o rosto imobilizado; e o rápido, os tímidos e os que só veem o lado negativo da existência.




 
A Yoga do Riso
O Yoga do Riso (Hasya Yoga) é uma atividade de catarse coletiva através do riso, dinamizada por um Líder de Yoga do Riso e com um grupo de cerca de 15 pessoas. Começa com uma curta introdução sobre os benefícios do riso e os mitos que nos impedem de rir livremente sem motivo aparente.
Então, a sessão continua com alongamentos, exercícios de respiração vindos do Yoga e exercícios de simulação do som da gargalhada: a gargalhada do macaco, a gargalhada da pulga, a gargalhada do “passou-bem”… No início, os participantes só precisam de emitir o som, mas gradual e espontaneamente, o riso natural começa a aflorar.
Depois o contágio é inevitável.
Segue-se o momento de relembrar a sessão, uma cerimónia de encerramento com mensagens de optimismo e uma curta meditação pela paz em todo o mundo.


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