domingo, 18 de novembro de 2012

Sila Tarot: Conceito Pagão - O que Significa?


 
Paganismo vem sim da palavra latina paganus, mas podemos traduzi-la melhor como aldeão do que como camponês. Na época do Império Romano, aldeão e camponês eram conceitos praticamente indistintos, as aldeias ficavam no campo, os poucos centros urbanos eram inspirados na cultura romana ou grega, pouco tendo a ver com a cultura do povo local. Prosperava quem se integrasse ao modus vivendi romano. Hoje, aldeão é quem mora num pequeno centro urbano, mas ainda assim um centro legitimamente urbano; e camponês, quem mora no campo.
 
Ainda assim, PAGANISMO não é a cultura de quem mora ou morava em pequenos centros urbanos. Para compreender isso, precisamos recuar mais no tempo e analisar a palavra grega para pagão.

Em grego, lingua mãe do latim, pagão é xênos (xenoj), que também significa estrangeiro. Nada mais lógico para o contexto, pois o PAGANISMO seria a crença do estrangeiro.


Mas que estrangeiro seria este?
 
Não o cristão, pois o cristianismo ainda não existia; não o muçulmano, pois o islamismo ainda não existia. O que havia era a religião de cada local, a religião da TERRA do estrangeiro.
 
Muito lógico para uma época pré messiânica, em que a religião era uma expressão cultural de um povo. Assim era com os judeus, assim era com cada cidade do Egipto antigo mesmo após a unificação e assim foi com os povos conquistados pelo Império Romano até a conversão compulsória ao cristianismo.

Paganus vem de pagus, e pagus significa terra, não no sentido de área rural, como já ouvi alguns dizerem, mas no de espaço geográfico, o que é plenamente coerente com o conceito grego de pagão.
Para os romanos, como conquistadores do mundo da sua época (ignoravam os orientais), pagão era aquele que mantinha a religiosidade típica da região conquistada, não adotando os Deuses romanos (posteriormente o cristianismo), ou seja, paganismo era nada mais que a religião do povo local.
 
Considerar o PAGANISMO como a religião da gente simples do povo é, portanto, mais do que um embaraço com as palavras, é um erro que traz o risco de ignorar um dos fundamentos mais universais do paganismo: o respeito às especificidades locais da religiosidade, o espírito da TERRA que fala através de seus habitantes.

Paganismo, para nós, assim como para os antigos romanos, é o conjunto de crenças locais, a forma de religiosidade autêntica encontrada em cada grupo cultural.
 

O Paganismo não é uma religião única, mas um termo que engloba todas as religiões que se baseiam no culto à Terra, à Natureza, às divindades naturais. O termo pagão foi generalizado a todos aqueles que não fossem batizados, mas o fato é que o significado do termo é bem mais profundo. Pagão vem do latim pagus ou paganus, que significa, basicamente, “morador do campo” ou “aquele que vive no campo”. Isso porque os povos do campo celebravam as colheitas, tinham sua religiosidade própria; não eram cristãos. Esse foi o termo utilizado pelos cristãos para denominar as pessoas que praticavam os rituais ligados à Natureza. Assim, quando alguém se diz pagão ou neo-pagão, está dizendo que sua religiosidade está ligada ao conceito que tem de sacralidade da Terra, e não que é contra o Cristianismo ou é satanista. Aliás, Satanismo nada tem a ver com Bruxaria, a não ser por definições pejorativas e cristãs.
É preciso entender que Bruxaria, Wicca, Bruxaria Tradicional, Bruxaria Eclética e outros termos, são religiões (para alguns) e ofícios (para outros) que envolvem o resgate de conceitos e práticas pré-cristãs voltadas à natureza + o uso de magia. Assim, podemos dizer que o Caminho faz parte do Neopaganismo, que por sua vez seria o resgate de práticas pré-cristãs ligadas à Terra.

Actualmente, O paganismo, é um termo utilizado para identificar uma grande variedade de movimentos religiosos modernos, particularmente aqueles influenciados pelas crenças pagãs pré-cristãs da Europa.

Paganismo, numa forma de continuidade histórica marginal (à margem da religião que se auto-afirmava como única verdade no Ocidente, a cristã). (...) Este uso tem sido comum desde o renascimento neopagão na década de 1970, e agora é usado para identificar novos movimentos religiosos que enfatizam o panteísmo e a veneração da natureza, e/ou que procuram reviver ou reconstruir os aspectos históricos do politeísmo (Vários Deuses).
 
Veja Amanhã: Sila Tarot: O Paganismo Celta e os seus Rituais Mágicos!
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