segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Sila Tarot: O Paganismo Celta e os seus Rituais Mágicos!

 
 
 
A História dos celtas
 
Na época em que o Império Romano invadiu e conquistou a ilha da Grã-Bretanha, o povo celta era o povo que habitava esta região. Chegaram na região vindos de diversas regiões da Europa, entre os séculos II e III A.C.

Era um povo formado por indivíduos fortes e altos. Dedicavam-se muito à arte da guerra, embora também tenham desenvolvido muito o aspecto artístico, principalmente o artesanato. Conheciam técnicas agrícolas desenvolvidas para a época como, por exemplo, o arado com rodas. Fabricavam jóias, armaduras, espadas e outros tipos de armas, utilizando metais. Fabricavam carros de guerra desenvolvidos, que chegavam a provocar medo nos inimigos.
Possuíam uma religião politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Faziam seus rituais religiosos ao ar livre. No calendário celta havia diversas festas místicas como, por exemplo, o Imbolc (em homenagem a deusa Brigida). Esta festa marcava o início da época do plantio das sementes. As cerimónias e os rituais ficavam sob responsabilidade dos druidas, os sacerdotes celtas.

Os belgas foram a última tribo de celtas que chegou na região da Britânia. Os belgas estabeleceram-se na área onde hoje é a Inglaterra. Foram habitar nas florestas e nas clareiras da região, ao contrário dos outros povos celtas que preferiram morar nas regiões montanhosas.

O príncipe belga mais conhecido deste período foi Cimbelino. Com a sua capacidade de conquistas, tornou-se senhor de quase toda região sudeste de Inglaterra. Fundou nesta área a cidade de Camulodunum, próxima a cidade inglesa actual de Colchester.
 
 
Existem inúmeros rituais relacionados com o paganismo, de uma forma geral, e articularmente com a bruxaria. Muitos deles são bastante pessoais, ou relacionados a tradições específicas, mas, de maneira geral, pode-se dizer que todos os rituais acabam por se centrar ou sendo originalmente advindos da comemoração dos ciclos naturais.
A celebração dos ciclos naturais é certamente uma das formas mais antigas de ritual humano. O caráter cíclico da natureza foi reconhecido pela espécie humana há muitos milénios, e a própria sobrevivência da espécie foi relacionada com esses ciclos. Quando dependíamos da caça e da colheita, era vital acompanhar as manadas nos seus deslocamentos sazonais, conhecer os momentos propícios para colher os frutos ou armazenar alimento. Depois, com o desenvolvimento da agricultura, o conhecimento desses ciclos passou a ser ainda mais essencial.
A ideia de celebrar, de comemorar a passagem dos ciclos naturais, era encarada pelos nossos antepassados como uma verdadeira forma de os preservar. Na filosofia pagã, o Homem e a Natureza são indissociáveis e, portanto, mutuamente responsáveis pela sua preservação. Celebrar os ciclos, ou os seus vários momentos, era um modo de mostrar à Natureza (e às divindades naturais) a gratidão, de expressar a alegria pelos dons recebidos e, em vários momentos, de devolver à Terra aquilo que por ela era proporcionado. Magicamente, a celebração dos ciclos naturais possuía o caráter retributivo, ou seja: oferecia-se à Natureza o fruto do trabalho, para garantir que este fruto seria sempre recolhido. Que o equilíbrio natural se preservaria e o suceder das fases seria contínuo.
 

Não de forma diferente, os Celtas desenvolveram as suas festividades ligadas a essas mudanças de estações para oferecer aos seus Deuses e Ancestrais o agradecimento de mais uma estação passada e dar as boas vindas ao que estaria por vir, sempre pedindo através de orações, cantos e danças, as bênçãos e protecção para uma jornada continua de renascimento.


As festividades celtas eram divididas apenas em 4 rituais, aos quais antecediam as estações do ano, Samhain, Oimelc, Beltane e Lughnasadh.

Na comemoração de Samhain preparavam-se para a chegada do inverno a estação mais rigorosa onde muito dos velhos, enfermos e crianças pequenas não sobreviviam as extremas temperaturas e pediam a proteção aos Ancestrais para que todos das família ficassem protegidos dessa longa jornada que simboliza a morte.

Em Oimelc comemoram o fim do período de morte e a chegada do sol com a beleza primaveril. Todos os encantos dessa estação, inspiram os amantes e principalmente aos bardos em suas canções alegres e a benção de que a vida continua apesar de todo o sofrimento passado.

A chegada de Beltane é a mais festiva com o aparecimento da luz solar, as suas profecias de um ano melhor e o auge do amor entre os amantes.

Lughnasadh é o momento de reunir os amigos, festejar e jogar. Lembrar das tradições, dançar ao ritmo das músicas alegres e agradecer a todos por mais uma longa caminhada na roda da vida.

Veja Amanhã: Sila Tarot: Antiga Magia de Protecção Celta!

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