terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Sila Tarot: Paganismo e Bruxaria Tradicional!



Não queremos reviver a bruxaria, uma vez que ela nunca morreu para nós, mas sim continuou o seu legado através da nossa linhagem.

Não temos razão para erguer a bandeira do paganismo, uma vez que vivemos na era cristã e não defendemos uma era, mas sim fazemos uma iniciação, seja na era que for.

A bruxaria não é pagã ou cristã, ela simplesmente é!

Ela não se veste de bandeiras nem religiões, quem a veste dessa forma são as pessoas que querem ser bruxas sem o ser de fato.

As estações não são pagãs nem cristãs, nem muçulmanas, nem judaicas, elas são fluxos da natureza, assim como nós, e estamos todos interligados, e tradicionalmente não precisamos ditar regras de controle, apenas podemos deixar a Arte Bruxa fluir como os nossos antepassados fizeram. Controle é o seguinte: "tudo que prende, não pode libertar". Quem vive preso a uma instituição é porque não cresceu o suficiente para andar sozinho e fazer as suas escolhas próprias.


A Arte Bruxa vive em nós e em tudo, não precisamos gesticular igualmente, vestir roupa igual e pensar da mesma forma que ninguém, cada ser humano é um ser ímpar, com pensamentos próprios, gestos próprios e gostos próprios, e isso deve ser preservado na sua individualidade. Nós não somos um povo que viveu numa única ilha do mundo, nós estamos em todos os locais e em nós, flui a tradição.

É comum para a verdadeira bruxa, utilizar elementos de todas as religiões, espiritualidades, folclores do mundo inteiro que se alinham consigo, e filosofias que bem entender, pois a bruxa lida com tudo que bem entender, ela não é um movimento pagão, nem mesmo é pagã de fato, pois quem já foi verdadeiramente uma bruxa pagã já está morta há muito tempo e se encontra no rol dos nossos ancestrais, e decerto que ela teve um filho ou filha como herdeiros, e até mesmo os seus agregados que transcenderam a carne.

O legado deixado por ela, é a semente que se encontra hoje em nós, que vivemos na era cristã sem prisões e sem conflito com isso, afinal, somos hereges e abarcamos o todo, não nos limitamos a uma única religião, culto, filosofia, entidade, deidade, demónio, instituição, cultura, povo, etc, enfim, não nos limitamos, somos indomáveis e livres.

A visão de mundo dos antigos ocultistas, ensinavam que aquilo que é igual, é TRADICIONAL para nós, por isso, UNO. Por isso somos bruxos tradicionais.
 

A Nossa marca é visível aos olhos dos nossos iguais. Quem não a enxerga, não pode provar que ela não existe, e podemos facilmente desmascarar alguém que se passe por um de nós, principalmente por aquilo que escreve e pensa.
 
Nascer bruxa é reconhecer-se bruxa desde cedo e deixar o seu dom fluir como as águas, independente do berço, da bandeira religiosa, e do sexo.
 
Uma vez abertas as comportas de uma represa, não se pode impedir a água de passar!
 
Assim é o dom da Bruxa.

Cada um de nós carregamos a tradição perene (eterna, que não morre), a filosofia perene , e em cada tradição bruxa existente, é perene (eterna, que não morre), por isso não precisa ser reinventada, mas sim, introduzida em nós, como bruxos actuais destes tempos, e somos assim, carregamos a tradição e sabemos o que sabemos, os costumes são mantidos, cada um com seu perfil, e sabedorias. Somos fruto de uma evolução, evoluirmos com os tempos e com o progresso, e não temos conflitos por sermos bruxos numa era cristã, vide o tradicional sincretismo de imagens cuja sobrevivência superou e transgrediu séculos de ditadura religiosa. Não somos controlados, a não ser por nós próprios, com ou sem a nossa transformação interna.

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