segunda-feira, 11 de março de 2013

Sila Tarot: O Silêncio da Alma!


Um motivo pelo qual, o silêncio nos é tão perturbador [é este]: Assim que nos começamos a tornar silenciosos, experimentamos a relatividade da nossa mente quotidiana comum.

Com a mente medimos as nossas coordenadas de espaço e de tempo, calculamos as probabilidades e contabilizamos os nossos erros e os acertos.

Trata-se de um nível de consciência muito útil e importante. É um estado mental tão útil e familiar que facilmente acreditamos em tudo o que somos: a totalidade de nossa mente, o nosso verdadeiro eu, o nosso inteiro significado. A vida, o amor e a morte, frequentemente ensinam-nos o contrário. Nem tudo é sólido, nem tudo é permanente. Assim, encontramos-nos inesperadamente com o silêncio, em muitas reviravoltas inesperadas da estrada da vida, de maneiras imprevisíveis, em pessoas improváveis. A sua saudação possui um efeito que é ao mesmo tempo, emocionante e pleno, ainda que, frequentemente apavorante.


Em cada momento, os nossos pensamentos, medos, fantasias, esperanças, raivas e atrações, surgem e desaparecem. Identificamos-nos automaticamente com esses estados, sejam eles passageiros ou compulsivamente recorrentes, sem analisarmos sequer o que pensamos.

Quando o silêncio ensina o quão transitórios e, portanto pouco confiáveis, na verdade, são esses estados, confrontamos-nos com a terrível questão sobre quem somos nós. No silêncio precisamos de lutar com a terrível possibilidade da nossa própria irrealidade.

O pensamento budista faz dessa experiência, denominada anatman ou o "não eu", um dos principais pilares de sabedoria no seu caminho de libertação do sofrimento e um dos seus meios de iluminação essenciais. Incentiva-se o praticante budista a buscar essa experiência da transitoriedade interior e em vez de fugir, mergulhar nesse estado.


Descobriremos que a consciência, a alma, é mais do que o fantástico sistema cerebral que computa, calcula e, julga. Somos mais do que aquilo que pensamos. Nem os nossos pensamentos se podem dar como adquiridos, ou certos. Há que mudar de perspectiva, sempre que se torne necessário. A vida é transição, nada é estático, nem sequer o que pensamos.

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