sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sila Tarot: Pensar ou Sentir?



É necessário haver equilíbrio entre o pensar e o sentir, entre o nosso lado racional e a vertente emocional. Quem pensa muito, pouco sente. Se desenvolve mais o lado racional do pensamento, o emocional ficará decerto mais escondido, certamente menos desenvolvido.

Mas quem pouco sente, quase nada é. Se o nosso lado emocional estiver mais desenvolvido, certamente perderemos o controlo do nosso lado racional, e o controlo sobre o que nos rodeia. É necessário perder o controlo.

É este um dos profundos medos da Sociedade actual. O de perder o controlo sobre o que sente. Considera-se uma pessoa que não sente como alguém profundamente ingrato, desconhecedor do seu potencial total e incapaz de inspirar seja quem for.

Não sentir é um dos principais flagelos da nossa sociedade, pois regra geral somos um rebanho de gente inconsciente, que se desconhece porque prefere caminhar, sem rumo em detrimento de criar o seu próprio caminho, porque é mais fácil e dá muito menos trabalho ser um comum mortal do que acreditar na eternidade que só uma pessoa feliz reconhece e porque as pessoas não querem saber de si mesmas, abandonaram-se, e vivem uma vida inteira na expectativa de encontrar alguém que as ame como elas nunca se amaram. Impossível.

Quer ser amado? Ame-se.

E tudo isto porquê? Porque é mais fácil e socialmente aceite, pensar do que sentir. É como se estivéssemos autorizados a julgar, mas impedidos de viver a entrega. Acontece que sempre que uma pessoa pensa, entra numa espécie de cápsula do tempo que lhe inebria a única realidade que lhe assiste, o “Agora”, deixa de existir, torna-se um autómato.


Nós somos almas alojadas em corpos, como tal, estamos aqui para viver a experiência dos afetos e não há afeto com uma mente descontrolada, não se criam laços, o amor não se afirma e a paixão não nos corre pelas veias, não nos alimenta as células nem nos arrepia os poros.

Esvaziar a mente é, por todos estes motivos, o melhor tónico para o coração, é como estar profundamente desidratado e descobrir uma garrafa de água. É a vida na sua plenitude. É quando se permites ser e assim será.

Vamos voltar ao SER criança. À nascença a mente não passa de um saco vazio, insípido e despropositado, certo? Somos felizes, certo? Fazemos e dizemos o que sentimos, correto? Então porque razão, à medida que vamos crescendo, adquirimos o hábito de ir enchendo o lixo do ego, dos bloqueios, dos preconceitos e dos medos, até já não caber mais? Preguiça. Comodidade. Resignação. Desculpas e mais desculpas.


E sim, podemos trabalhar o esvaziar da mente. Aparentemente pode parecer difícil, mas não é. Nunca se esqueça que é o que sente e que foi feito para sentir, como tal, suprir a rotação dos nossos pensamentos passa por se afirmar, por materializar o que deseja, por estar com quem quer, ir onde lhe apetece e verbalizar o que sente. Liberdade.

Passa por se permitir ser criança novamente. Por sentir. Por amar e amar-se.

Não acredita? Experimente...
 
 
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