terça-feira, 27 de agosto de 2013

Sila Tarot: Aprender a Meditar! Como Fazer?

Os exercícios devem ser feitos diariamente pelo menos durante alguns minutos, introduzindo-se gradualmente (por exemplo, de mês em mês) na ordem dada, para disciplinar a mente e auxiliar na evolução da meditação, ajudando no auto-controle e observação:
 
1. Controle do pensamento.
 
Trata-se de se concentrar o pensamento em algo muito simples do mundo real, podendo ser um objeto como um lápis, um alfinete, um sapato, etc. Deve-se pensar em tudo, no que diz respeito ao objeto escolhido e evitar todos os pensamento que não lhe digam respeito. Pode focar-se em aspectos, como quais as partes que compõem o objeto, as formas do mesmo, os materiais de que é feito, quando o objeto foi inventado, o seus uso, etc., e recomendo particularmente que se faça este exercício sobre objetos artificiais, que são fruto do pensamento humano e podem ser totalmente compreendidos. Quem pratica este exercício, percebe como o nosso pensamento tem asas, e quer voar por paragens que não pretendíamos visitar. É necessário continuamente forçá-lo a voltar ao tema central escolhido.

2. Controle da vontade.
 
Trata-se de tomar uma decisão de realizar algo fisicamente, e cumpri-la. Assim, em vez de se ser dirigido por eventos exteriores, executa-se algo por decisão exclusivamente própria. Para isso, é importante escolher uma ação que não tenha nada com a vida normal. Um bom exercício, é decidir-se por executar no dia seguinte uma ação trivial; posso citar nesse sentido, ações como rodar um anel no dedo, ou o relógio no pulso, ou olhar para as nuvens, ficar nas pontas dos pés, etc. Este exercício deve ser feito, sempre em momentos determinados do dia, tais como uma certa hora (não é preciso ser exato ao minuto), logo ao acordar, antes de uma refeição, ao abrir a porta de casa, etc.
 
3. Serenidade nos sentimentos.
 
É importante para a meditação posterior, que a alma adquira serenidade, tornando-se soberana em relação ao prazer e à dor. Não se trata de não se sentir sentimentos profundos, mas sim que eles não nos coloquem fora de controle. Isto é, devemos ter sentimentos, mas não deixar que eles nos "tenham/possuam". Exemplos de perda de controle são entrar-se em desespero, chorar copiosamente, ou ficar fora de si de alegria. Mas também é importante evitar sentimentos ligados à futilidade, raiva, etc. Desapegar-se desses estados emocionais desequilibrados. Adquirir equilíbrio e serenidade. Trata-se de ficar consciente dos próprios sentimentos, devendo ser praticado sempre que tais manifestações possam ocorrer.
 
4. Positividade.
 
Trata-se de encontrar em qualquer situação o que é belo ou bom, no meio do que é mais feio ou maldoso. De fato, não há praticamente nada no mundo que seja 100% feio ou mau. Chama-se a atenção para não se cair em falta de discernimento, confundindo o mau com o bom, e sim reconhecer que sempre há um lado bom em tudo, por menor que esse lado seja.
 
5. Abertura (receptividade) e imparcialidade.
 
Deve-se sempre estar aberto a todas as novidades, por mais absurdas que possam parecer. A atitude correta é dizer-se "parece estranho, mas vou investigar", eliminando-se preconceitos. É possível sempre aprender-se algo de novo "de cada sopro de ar, de cada folha". Não se deve ignorar experiências passadas; por outro lado, deve-se sempre estar pronto a adquirir novas experiências.
 
6. Harmonização.
 
Os 5 exercícios anteriores devem ser praticados adicionando-se um a um paulatinamente; cada novo exercício deve ficar em destaque, sem que se abandonem os anteriores. Quando se tornarem parte do seu dia-a-dia, deve procurar produzir um equilíbrio entre os exercícios, com a finalidade de passarem a fazer parte da sua própria natureza.
 
Ex: Meditação sobre objetos físicos com conteúdo espiritual. Um exemplo desse caso é observar-se uma semente e mentalmente, imaginar-se a ser como ela , a germinar com a humidade, começa a crescer, forma o caule, ramos e folhas, talvez flores e frutos, e acaba perecendo. Creio que o ideal é ter junto de si, durante este processo, um vaso ou por exemplo um feijão, deixando que germine sobre algodão com água, depois plantá-lo num vaso e acompanhar o seu crescimento. Assim a imaginação tende a unir-se o máximo possível à realidade. Esse processo evolutivo de uma planta não se dá por causas puramente físicas; este exercício mental, coloca a pessoa em contato com uma realidade não-física. Além disso, sai-se da nossa percepção sensorial que é sempre instantânea e parcial.
 
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