segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Sila Tarot: Deve-se Meditar? Para que serve?



Meditar é o início de um esforço para controlar a mente, treiná-la para servir ao indivíduo e não ao contrário. Só através da meditação podemos perceber (e, depois, apaziguar) o fluxo de pensamentos, quase sempre sufocantes e que de tão acostumados, já nos parecem normais.

É para libertar a mente dessa tormenta de pensamentos incontroláveis que se destina a meditação.

Quando uma pessoa inicia a prática da meditação, costuma ter a impressão que os seus pensamentos nunca estiveram tão desenfreados. Porém, isso mostra justamente o contrário, isto é, que o praticante está a conseguir produzir um certo distanciamento e percebendo o quão agitados sempre foram os seus pensamentos. O que quer que surja, enquanto medita, não encare como um desafio ou problema. Somente deixe que o pensamento venha e da mesma forma, que se vá. Não importa o que se aperceba a pensar: simplesmente não o alimente, não lhe dê extrema importância, ou seja, não se apegue.

O principal é ter a consciência dos benefícios da prática da meditação. A mente só pode receber a realidade quando está em absoluta tranquilidade, nada exigindo, nada ansiando, nada pedindo, quer para si mesma ou para os outros. Com a mente tranquila, cessamos o desejo e então despontamos para a realidade.

De suma importância é não cometermos equívocos na prática de meditar. Meditação não é concentração. Embora seja comum, métodos meditativos como concentrar-se numa música, quadro, palavra ou qualquer outro subterfúgio, devemos saber que isto não pode ser considerado como um meio de meditar. Quando se concentra em algo desse tipo, não se está a meditar, mas sim a fixar a mente num processo de exclusão. Com isso, despende-se uma energia desnecessária na tentativa de excluir, de desviar, expulsar os pensamentos invasores, que se multiplicam enquanto há um esforço para “se concentrar”.

Meditação é compreensão. Compreender significa dar o significado e o valor correto a todas as coisas. Somente quando compreendemos alguma coisa é que nos libertamos dela. E uma meditação eficaz deve ser a que nos traz clareza e liberdade. Meditar é um processo de auto-conhecimento, de investigação de si mesmo. Se não conseguimos compreender-nos, como conseguiremos entender a realidade? Um ser que não busca compreender-se está destinado à confusão e à ilusão, que são geradoras de sofrimento. A meditação desperta no indivíduo, a realização de como a natureza de tudo é ilusória, semelhante ao sonho. Assim, o começo da meditação é estar consciente do modo como atuam os pensamentos e os sentimentos, podendo dar-lhes a importância correta, sem perda de tempo ou de energia. Essa mente superficial, que está ocupada com as tarefas diárias, precisa de compreender o significado real de cada coisa e, por si própria, produzir a tranquilidade e quietude, através da prática disciplinada da meditação. Ela é o meio de transcendermos as ilusões do plano terreno. O primeiro estágio para alcançarmos o estado de um ser desperto. O caminho para a iluminação.
 
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