quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Sila Tarot: O Respeito – Reflexões!


Este fim de semana, aconteceu algo no prédio onde moro que caracteriza um pouco o que me refiro. Houve uma festa no salão localizado no piso térreo, e a música ficou ligada num volume que devia repercutir por algumas ruas, até às 3:30hs da madrugada, com direito a gritos, pessoas a cantar alto. Sim, era sábado, mas muitos acordam cedo também no domingo para ir trabalhar. Independentemente dos procedimentos necessários, para acabar com o barulho, nada foi feito. Qual a necessidade de pessoas que agem dessa maneira? Provar o quê? A quem?
 
Vemos a falta de respeito também nos atendimentos das empresas pelas quais pagamos por seus serviços e quando precisamos de um atendimento, seja para informação, reclamação, sugestão, somos atendidos por gravações, ou ainda, por pessoas que recebem treino para agirem como se fossem robôs, como se quem estivesse do outro lado, no caso, nós, não fossemos dignos de respostas para termos as nossas solicitações atendidas.
 
E quando conduzimos os nossos automóveis pelas ruas públicas, quantos de nós não temos observado o carro à frente ir muito devagar e quando se aproxima do sinal luminoso, e este está a preparar-se para fechar, começa a acelerar mais, deixando-o a si parado? Ou ainda, motoristas que param no meio da rua, sem se importarem com quem vem trás? E o relato de um acidente onde o rapaz foi gentilmente ajudar outro motorista e pagou com sua própria vida, não sendo socorrido nem por quem ele quis ajudar?
 
O que dizer diante de tanto desrespeito pela vida humana?

Mas podemos pensar em casos muito mais próximos, dentro do seio das nossas próprias famílias e muitas vezes, dentro da nossa própria casa. Quantas pessoas são violentadas, agredidas, desrespeitadas, pelo marido, mãe, filho, tio, irmão, etc., e não conseguem forças nem para se defenderem?

Até aonde vai o limite da tolerância e paciência diante destes factos? Paciência... penso que esse é uma das grandes aprendizagens...a Tolerância! Mas como agir quando somos lesados, prejudicados, injustiçados, e passados para trás? Como lidar com o sentimento de impotência frente às várias situações que nos são colocadas no dia-a-dia?
 

 
As pessoas esquecem-se (ou talvez nem tenham aprendido), a colocar em prática a ética, responsabilidade e respeito? Quando era criança, ainda me lembro, que o meu avô me dizia que a palavra valia mais do que qualquer papel. Existia responsabilidade pelo que se fazia, dizia...mas não nos dias de hoje. Na maioria das vezes nem com documentos conseguimos provar algo, e se tentamos, podemos levar anos. O que leva muitos a nem sequer tentarem lutar pelos seus direitos, infelizmente, tornado-se omissos e dando cada vez mais poder para aqueles que já o detêm, e que demonstram precisar disso para provar aos outros, e a si mesmos, que com poder são pessoas com mais capacidades, quando sabemos que na verdade, autoridade e poder nada tem haver com capacidades.

Pessoas que são agressivas no seu modo de falar, agir, e assim, intimidam, humilham, envergonham, querem conseguir o quê? O respeito que eles mesmos não sentem por si próprios? Impõem-se perante o outro, apenas com o intuito de mostrar que quem manda é ele? Afinal, qual a vantagem que se obtém no desrespeito?
 
Todos sabemos que a falta de respeito com o outro, seja esse quem for, é apenas o reflexo da falta de respeito por si mesmo, e principalmente da falta de auto-conhecimento. Não pretendemos ser melhores que ninguém, mas não podemos negar que cada um age de acordo com o seu nível de evolução, e talvez vendo por essa perspectiva, conseguimos compreender as limitações, para não dizer, maldade, do ser humano para com o seu próximo.
 

É lamentável que cada vez mais a falta de respeito, no seu extremo e consequências, as atrocidades existam, e se fazem presentes dentro das nossas casas, quando não literalmente, pela mídia; mas devemos, sim, aprender também a nos defendermos; de maneira honesta, responsável, ética, mas devemos defender-nos. Como? Começar por cada um de nós, fazermos uma análise dos nossos próprios comportamentos, observando-os, como age com aqueles que ama, com amigos, conhecidos e principalmente, desconhecidos. Se após a sua análise profunda e verdadeira, concluir que não há o que mudar em si, ou se até tem o que mudar, mais respeito pelos outros e por si mesmo não lhe falta, continue assim!
 
Afinal, não é porque algumas pessoas, ainda que seja a maioria, não respeitam nada, nem ninguém, é que iremos mudar nosso próprio modo de ser para nos tornarmos iguais. Devemos sim, aprender com aqueles que exercitam acima de tudo a humildade e respeito, e ter paciência com aqueles que não sabem ou ainda, não aprenderam, que o respeito pelo outro começa com o devido respeito por si mesmo.
 

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