domingo, 6 de outubro de 2013

Sila Tarot: Relação entre Cartomância e Astrologia!

 
A cartomância, tal como a astrologia, baseia-se na teoria da sincronicidade. Este termo foi empregue por Carl Gustav Jung, em 1950, para definir uma ligação entre os estados psíquicos ou acontecimentos de outra ordem que ocorrem de um modo sincrónico, isto é, ao mesmo tempo, e entre os quais não existe uma relação causa-efeito, mas sim uma comunhão a nível de significado.
Uma coincidência significativa entre um acontecimento vivido por uma determinada pessoa e a precedente leitura simbólica do mesmo acontecimento através da cartomância enquadra-se no conceito de sincronismo.
 
Uma vez que, no universo, impera uma lei de harmonia, cada acontecimento tem um significado próprio e uma explicação. Além disso, o tempo possui uma qualidade específica, que varia com a passagem de cada momento. Assim, quando se propõe uma questão para ser esclarecida através duma arte divinatória qualquer, no universo está presente também a resposta, uma vez que o universo não se rege pelo acaso, e não é caótico nem desprovido de regras como se poderia pensar.
Segundo a Astrologia, as posições planetárias num dado momento, ao reflectirem as qualidades desse momento, reflectem também as qualidades de qualquer nascido nesse instante. As primeiras não originam as segundas, ambas as partes são sincrónicas, ou seja, reflectem-se umas nas outras. O mesmo se pode afirmar quanto a uma tiragem de cartas durante uma sessão de cartomância. Uma vez que cada um de nós está ligado ao universo por correntes energéticas imperceptíveis, e dado que o universo na sua complexidade, avança para uma evolução, as cartas que são escolhidas num determinado momento transportam consigo a qualidade desse momento, e são portanto, as mais adequadas para responder numa perspectiva simbólica, à questão que possa ter sido formulada.
Assim estabelece-se o princípio segundo o qual, tudo o que existe no universo está interligado duma forma plena de significado. A visão segundo a qual se considera a existência de ligações significativas entre fenómenos que se verificam de um modo simultâneo, é característica da teoria da sincronicidade.
 
O pressuposto da cartomância e das outras disciplinas divinatórias enquadra-se, além disso, na máxima esotérica inscrita na Tabula smaragdina , a tábua de esmeralda, atribuída a Hermes Trismegisto: “O que está em baixo é como o que está em cima, e o que está em cima é como o que está em baixo, tal é o milagre da Coisa Única.” Esta máxima surge, frequentemente, resumida da seguinte forma: “O que está em cima é igual ao que está em baixo.” Nesse caso, entende-se “o que está em cima” como o macrocosmo, e “o que está em baixo” como a realidade física do mundo em que vivemos, o microcosmo. O que significam, no entanto, estas afirmações? Simplesmente, que o universal se reflecte no particular: o todo contém as partes, mas a parte contém o todo.

Tabula smaragdina
 
Os acontecimentos terrestres verificam-se segundo modelos de harmonia que os ligam aos movimentos planetários (que estão na base do estudo da astrologia), e a cartomância segue igualmente essa lei. Ao fazer-se uma tiragem de cartas, poderá julgar-se que esse processo é realizado de um modo casual mas, sabendo-se que o acaso não existe, nesse preciso momento ter-se-á a possibilidade de tirar apenas as cartas mais adequadas, as mais representativas da questão posta por uma determinada pessoa.
Poderemos, então, questionarmo-nos acerca da importância do livre-arbítrio. Sabemos, contudo, que existe e corresponde à faculdade apresentada por um determinado indivíduo de relacionar cada símbolo (por exemplo, um símbolo expresso numa carta de adivinhação) de um modo pessoal, enquanto outro indivíduo irá expressar o mesmo símbolo num outro plano. Por esse motivo, cada carta tem implícito mais do que um nível de leitura, mais do que um significado, e pode ser interpretada sob vários aspectos.
Tabula smaragdina
 
O papel do cartomante será assim, o de se sintonizar com o nível de leitura mais adequado para uma determinada pessoa, e o de perceber através da sua própria intuição, qual a resposta mais adequada a dar. É uma arte que se distancia largamente dos cânones de uma ciência exacta.
Para explicar o funcionamento da cartomância, ainda podem ser tidos em consideração, por exemplo, o inconsciente colectivo de Jung e a telepatia. Quanto ao primeiro conceito, significa que o cartomante ou médium terá a capacidade de alcançar as informações conservadas no grande reservatório de memória universal (correspondente ao akasha dos povos orientais). Quanto ao segundo conceito, refere-se ao estabelecimento de uma corrente telepática entre o consulente e o cartomante durante uma sessão de leitura, de tal forma que este último recebe informações sobre a pessoa em questão, através da utilização das cartas como instrumentos capazes de estimular o hemisfério direito do cérebro, isto é, aquele a partir do qual se manifestam a intuição e os dons sensitivos.

 
A combinação das cartas resultantes duma tiragem irá permitir uma boa aproximação, às consequências que resultam de escolhas de um indivíduo no presente, ou poderá fornecer uma indicação sobre como agir, ou sobre o que de uma forma ou de outra, irá acontecer, independentemente das decisões tomadas.
Se em vez disso nos debruçarmos sobre o plano psicológico, a cartomância revelar-se-á útil para desvendar aspectos da personalidade de uma determinada pessoa ou para analisar o seu modo de se relacionar com os outros a nível social.

Se Gostou do que Leu, clique G+1

Sem comentários:

Enviar um comentário

GOSTOU COMENTE!
NÃO GOSTOU, COMENTE NA MESMA!