terça-feira, 4 de março de 2014

Sila Tarot: Carnaval – Origem e Tradições!



Origem
 
É uma herança de várias comemorações realizadas na Antiguidade por povos como os egípcios, hebreus, gregos e romanos. Esses festejos pagãos serviam para celebrar grandes colheitas e principalmente louvar divindades. É provável que as mais importantes festas ancestrais do Carnaval tenham sido as "saturnais", realizadas na Roma antiga em exaltação a Saturno, Deus da agricultura. Na época dessa celebração, as escolas fechavam, os escravos eram soltos e os romanos dançavam pelas ruas. Havia até mesmo uma espécie de "bisavô" dos atuais carros alegóricos, que levavam homens e mulheres nus e eram chamados de carrum navalis, algo como "carro naval", pois tinham formato semelhante a navios. Alguns pesquisadores determinam aí a origem da palavra carnaval. A maior parte dos especialistas, porém, acha que o termo vem de outra expressão latina: carnem levare, que significa "retirar ou ficar livre da carne"
 
O Carnaval teve a sua origem numa festa popular já anterior ao Cristianismo. Isso porque, já na Idade Média, essas velhas festividades pagãs foram incorporadas pela Igreja Católica, passando a marcar os últimos dias de "liberdade" antes das restrições impostas pela Quaresma. Nesse período de penitência para os cristãos (durante os 40 dias antes da Páscoa), o consumo de carne era proibido. A comemoração do Carnaval adquiriu diferentes formas nos países católicos que mantiveram a celebração. No "entrudo", uma folia feita em Portugal, são comuns as brincadeiras com água.
 
 
Tudo começou em Itália e a festa era chamada “Saturnália”, em homenagem a Saturno. Nesses festejos eram figuras de honra aos deuses greco-romanos, Baco e Mono e aconteciam nos meses de Novembro e Dezembro. Durante essa festa, que tinha lugar na cidade de Roma, toda a população se misturava, inclusive os escravos com os senhores… e por vezes cometiam-se imoralidades. Com o aparecimento e expansão do Cristianismo, surgiram os primeiros sinais de censura a esses festejos.
 
O período do Carnaval passou a ser marcado marcado pelo “adeus à carne” ou “carne nada vale” dando origem ao termo “Carnaval”. Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.
 
Em geral, o Carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas . Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados “gordos”, em especial a terça-feira, último dia antes da Quaresma.
 
O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. As cidades de Paris e Veneza foram os grandes modelos exportadores da festa carnavalesca para o mundo.
 
 
Actualmente o Carnaval do Rio de Janeiro, Brasil, é considerado um dos mais importantes desfiles do mundo. Em Portugal, os desfiles mais famosos são os de Mealhada, Torres Vedras, Loulé, Ovar, entre outros. A sátira social e política continua a ser o instrumento privilegiado dos foliões portugueses.
 
Tradições Portuguesas
 
Não podia falar de carnaval, sem referir os ancestrais Caretos, tão típicos de algumas povoações e aldeias do Norte de Portugal (especialmente em Trás-os-Montes).
 
Para quem não sabe, um careto é um homem disfarçado que anda pelas ruas de algumas povoações e aldeias, com uma máscara que serve para meter medo, fazendo de diabo à solta. Podem aparecer tanto no Carnaval como no Natal.
 
Os caretos são uma espécie de criaturas de outro mundo, que fazem muito barulho e perseguem as raparigas solteiras, andam em grandes grupos, com máscaras de couro ou de madeira, muito feias,vestem velhas colchas de lã transformadas em fatos de cores fortes como o verde, azul, preto, vermelho e amarelo (tudo às riscas). Para chamar a atenção e fazer todo o barulho que lhes é característico, usam grandes chocalhos pendurados na cintura e guizos nos tornozelos.
 
Diz a tradição que nos dias em que os Caretos saem à rua, as meninas solteiras ficam em casa a vê-los pela janela. Por isso eles trepam pelas varandas acima, para ir ter com elas e fazer muito barulho, mexendo a cintura para lhes bater com os chocalhos! Outras das suas vítimas são os donos das adegas, quando são apanhados, pegam-lhes ao colo e obrigam-nos a abrir as pipas de vinho para os caretos beberem.
 
 
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