quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sila Tarot: A Páscoa e a Sua Tradição!

O nome Páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" ("passagem"), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para "abrir passagem" aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida).
 
Ainda hoje a família judaica se reúne para o "Seder", um jantar especial que é feito em família e dura oito dias. Além do jantar há leituras nas sinagogas.
 
Para os cristãos, Páscoa significa passagem. É a celebração mais importante da Igreja Cristã, onde se comemora a "Ressureição”, a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição de Jesus Cristo. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades.
 
A Quaresma começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira da Semana Santa, quando os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual e onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o seu espírito.
 
Durante a Quaresma a Igreja veste os seus ministros com vestes de cor roxa, que simbolizam tristeza e dor. A quarta feira de cinzas é um dia usado para lembrar o fim da própria mortalidade. É costume serem feitas missas onde os fiéis são marcados na testa com cinzas. Essa marca normalmente permanece na testa até o pôr do sol. Esse simbolismo faz parte da tradição demonstrada na Bíblia, onde vários personagens jogavam cinzas nas suas cabeças como uma prova de arrependimento, também como prova do seu desgosto.
 
Muitas pessoas perguntam-se porque a Quaresma é praticada durante um período de 40 dias. Na Bíblia, o número quarenta é bastante comum: 40 dias de dilúvio, quarenta anos do povo de Deus no deserto, quarenta dias de Elias e Moisés na montanha, 40 dias de Jesus no deserto antes de começar o seu ministério, 400 anos de opressão do povo de Deus pelos egípcios, etc.
 
Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d.C. a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias e foi assim que surgiu a Quaresma.
 
A Páscoa está inserida na Semana Santa, onde na "Sexta Feira Santa" é celebrada a crucificação de Jesus, e no "Domingo de Páscoa" se celebra a Ressurreição e a sua primeira aparição aos seus discípulos. O "Domingo de Páscoa" acontece após a primeira lua cheia que ocorre no início da primavera, no hemisfério Norte. A Páscoa é uma festa móvel, varia o dia em cada ano, a data é sempre comemorada entre os dias 22 de março e 25 de abril. A Páscoa é comemorada em vários países.
 
Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da Páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que animais e plantas aparecem novamente. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.
 
SÍMBOLOS DA PASCOA
 
O Ovo da Páscoa
 
Nas culturas pagãs, o ovo representa o começo da vida. Vários povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte na passagem para uma vida feliz.
 
Já os chineses costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos na primavera, como referência à renovação da vida.
 
Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas: Acreditavam que na terra tinha caído um ovo gigante e por essa razão, os ovos tornaram-se sagrados.
 
Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa, simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Arménia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.
 
Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a Páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos séculos XVIII. A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.
 
A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.
 
A versão mais aceite é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.
 
 
O Coelho
 
Um dos símbolos da Páscoa é o coelho. O animal tornou-se símbolo porque em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração era exatamente no fim do inverno e o início da primavera, quando os animais apareciam nos campos, com as suas crias, era a época da fertilidade.
 
Devido á sua grande capacidade de fecundar, o coelho tornou-se um dos símbolos mais populares da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda na sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.
 
O Cordeiro
 
O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre deus e o povo judeu na Páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol do seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com o seu povo.
 
Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, sacrificando um cordeiro.
 
Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu a nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada pelo Seu Filho, agora não apenas com um povo, mas com todos os povos.
 
O Círio Pascal
 
É uma grande vela que se acende na igreja, no sábado de aleluia. Significa que "Cristo é a luz dos povos".
 
Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego"alfa" e "ómega", que quer dizer: Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também são gravados no Círio Pascal.
 
O Círio Pascal simboliza o Cristo que ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.
 
 
 
O Pão e o Vinho
 
O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a Eucaristia serviu-se dos alimentos mais comuns, para simbolizar a sua presença constante entre as pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e a sua presença no meio de nós.
 
Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois dos seus discípulos, para que preparassem a festa da Páscoa num lugar seguro.
 
Quando estava tudo pronto, Jesus e os outros discípulos reuniram-se para celebrarem a ceia da Páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus.
 
A instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue, para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos.
 
A Páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade.
 
Hoje, comemoramos a Páscoa relembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.
 
 
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