sexta-feira, 13 de junho de 2014

Sila Tarot: Porque é Considerada a Sexta-feira/13 um dia de Má Sorte?


A superstição sobre a sexta-feira 13, é na verdade uma combinação de dois medos destintos: o medo do número 13, chamado triskaidekafobia, e o medo das sextas-feiras. A fonte mais familiar de ambas as fobias, é a teologia cristã. O treze é significativo para os cristãos porque é o número de pessoas que estavam presentes na última ceia (Jesus e seus 12 apóstolos). Judas, o apóstolo que traiu Jesus, foi o décimo terceiro a chegar.

Os cristãos, tradicionalmente, têm mais cautela com as sextas-feiras por Jesus ter sido crucificado nesse dia.
 
Além disso, alguns teólogos dizem que Adão e Eva comeram o fruto proibido em uma sexta-feira, e que o grande dilúvio começou numa sexta-feira. No passado, muitos cristãos não iniciavam nenhum novo projeto ou viagem numa sexta-feira, com medo de que o esforço fosse condenado desde o princípio.


Os marinheiros eram particularmente supersticiosos nesse sentido, e costumavam recusar-se a embarcar ás sextas-feiras. De acordo com uma lenda, no século 18, a Marinha Britânica comissionou um navio chamado H.M.S. Friday (sexta-feira em inglês) com a intenção de suprimir a superstição. A marinha selecionou a tripulação numa sexta-feira, lançou o navio numa sexta-feira e até escolheu um homem chamado James Friday para ser o capitão do navio. E assim, numa manhã de sexta-feira, o navio partiu na sua primeira viagem - e desapareceu para sempre.

Outra parte significativa da lenda da sexta-feira 13, é a sexta-feira 13 particularmente ruim ocorrida na idade média. Numa sexta-feira 13 de 1306, o Rei Filipe da França queimou os reverenciados cavaleiros templários, marcando a ocasião como um dia do mal.

Alguns ligam a infâmia do número 13, à cultura nórdica antiga. Na mitologia nórdica, o amado herói Balder foi morto num banquete com o deus do mal Loki, que se infiltrou numa festa de 12, totalizando um grupo de 13. Essa história, bem como a história da Santa Ceia, levam a uma das mais fortes conotações ao número 13. Nunca se deve sentar à mesa num grupo de 13.

 
Alguns historiadores culpam a desconfiança dos cristãos, com as sextas-feiras em oposição geral, às religiões pagãs. que se opunham ao catolicismo, logo considerado algo de mau. A sexta-feira recebeu o nome em inglês em homenagem a Frigg, a deusa nórdica do amor e do sexo. Essa forte figura feminina, de acordo com os historiadores, representava uma ameaça ao cristianismo, que era dominado por homens. Para combater a sua influência, a igreja cristã caracterizou-a como uma bruxa, difamando o dia que a homenageava. Essa caracterização também pode ter tido um papel no medo do número 13. Foi dito que Frigg se uniria a uma convenção de bruxas, normalmente um grupo de 12, totalizando 13. Uma tradição cristã semelhante, considera o 13 amaldiçoado por significar a reunião de 12 bruxas e o diabo.

Algumas pessoas adquirem o medo da sexta-feira 13 por causa de má sorte que tiveram nesse dia no passado. Se tiver um acidente de carro numa sexta-feira 13, ou perder a sua carteira, o dia ficará marcado para si.

 
Diz-se que os Gatos Pretos são usados em rituais satânicos, onde o gato deve ser macho, totalmente preto e não estar castrado.
 
A origem do mito:
 
A Idade Média ficou marcada pela superstição, bruxaria e febre religiosa. O gato, como animal independente e solitário, captou a atenção tanto de pagãos como cristãos.

No paganismo, o gato representa sabedoria e proteção, mas na magia negra, o gato preto macho personifica o diabo. No tarot, no baralho de Rider Waite , a Rainha de Paus é representada com um gato preto aos seus pés, significando energia instintiva, mas domesticada.

O gato é um animal que caça durante a noite e era na Idade Média acolhido por pessoas solitárias. Os gatos vadios eram os animais de estimação de mendigos e pobres, o que não abonou em relação à imagem do gato. Os olhos penetrantes que iluminam as noites contribuíram provavelmente para a catalogação do gato como espírito demoníaco. A cor preta era a cor das trevas e do mal, o que tornou os gatos desta pelagem os mais perseguidos pelos cristão e inquisidores. A sua associação às práticas pagãs, apenas provocou um maior distanciamento entre os cristãos e o gato.

 

Se Gostou do que Leu, clique G+1 ( = Gosto)

Sem comentários:

Enviar um comentário

GOSTOU COMENTE!
NÃO GOSTOU, COMENTE NA MESMA!