segunda-feira, 15 de junho de 2015

Sila Tarot: Qual o Seu Plano de Vida?

Mudar é uma função, requer fazer ajustes, organizar-se. A vida é feita disso mesmo...

É impressionante como nós nos habituamos com a rotina e com as coisas que vivemos. E de facto...muitas vezes não são coisas boas. Mesmo assim, quantas vezes temos medo de mudar, de romper com um ciclo de vida vicioso e negativo. Ninguém quer coisas ruins, mas poucos enfrentam as complicações de uma mudança, de peito aberto. Assim, casamentos falidos tornam-se eternos, empregos infelizes prolongam-se, situações de profundo desconforto não terminam. Tudo porque não enfrentamos os nossos medos.

Porque agir assim, se temos amor por nós próprios? Porque ter medo de mudar, de ousar, de viver o novo?

Parece que algumas pessoas querem preservar os sonhos, deixar aquelas coisas lindas que imaginaram para si mesmas, guardadas na sua mente, na sua imaginação, criando para si próprias, um mundo tão especial e cheio de desafios, que na fantasia, são enfrentados com coragem, mas que não fazem parte da vida real. Um mundo de avatares, como nos filmes. Mas e na realidade?

Porque vemos o nosso dia-a-dia como algo desperdiçado? Por que não enfrentar o medo de agir, de errar, de mudar?

É assim que passam os anos daqueles que sonham mudar, mas não mudam. É assim que as crianças crescem, que os casamentos se prolongam, que os empregos são empurrados com a barriga, sem alegria, sem sentimento de realização e felicidade. As pessoas que não ousam, não escutam a voz do coração, perdem o contacto interior e a sua auto-estima.

Erradamente, acredita-se que a auto-estima é impulsionada por factores externos, com respostas de felicidade que o mundo orienta, mas isso não é tudo. A Auto-estima nasce de ouvir a voz do seu coração, a voz interior (parte de si próprio e não dos outros, ou da aprovação dos demais) e de seguir os impulsos da alma.

Todos nós temos impulsos interiores e sentimentos que sinalizam coisas boas ou menos boas. Mas muitos deixaram de se conectar com esse instinto, e não já deixaram de ouvir a sua voz interior.


Observe-se, Será que nunca aconteceu programar algo ou para se encontrar com alguém e dar-lhe uma dor de barriga? Ou até de entrar num lugar e sentir uma má sensação?... Pois é necessário que nos permitamos ouvir, sentir e seguir esses impulsos. Precisamos de escutar a nossa sensibilidade. Porque essas forças aprisionadas dentro de nós, quer por medo, quer por necessidade de adequação às demandas do mundo, inibem muitas vezes a nossa sensibilidade, o que se pode tornar um grande entrave, inclusive de doenças psicossomáticas, que se evoluírem causarão doenças muito sérias. Tudo isto porque nos recusamos a ouvir. A alma, faz então, esse grito interior.

Ouça o seu coração. Ainda que o espírito seja eterno, a consciência indissolúvel... a vida na matéria e neste corpo é uma só, e precisamos de nos respeitar e aproveitar cada momento para aprender e realizar os nossos propósitos.

Se quer mudar algo na sua vida, mude. Use o bom senso, o amor como filtro das suas atitudes, mas não perca a conexão com a sua alma, com a sua verdade interior e com as forças maiores que vibram dentro de si. Somente assim, realizará o plano divino para o seu destino e será muito mais feliz.

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