sábado, 12 de março de 2016

Sila Tarot: Porque Amamos Demais?

Amar é um sentimento básico, humano e imprescindível para todos nós. Amar é o que todos querem; ser amados, ainda mais. As grandes obras de arte e os grandes mitos que fazem parte do acervo universal da humanidade, trazem obras que retratam o amor de forma quase obsessiva como, por exemplo, Romeu e Julieta, Don Quixote, entre muitas outras. As obras poéticas que mais sucesso fazem retratam um amor forte, firme, ligados ao ponto de levar um dos parceiros a dizer, por exemplo: “não posso viver sem ti...”, ou “A minha vida não faz sentido sem ele(a)...”.


Isso é amor para si?


Amor que leva a pessoa a desistir de viver, deve ser visto não como forma de amor, mas como falta de amor, por si próprio. Uma forma doentia. Então, como chega alguém a colocar tanto da sua própria vida, no outro? O escritor Saint Exupèry disse (e foi pouco entendido...): “És responsável por aquele que cativas”. Mostra que quando conhecemos uma pessoa, criamos laços subjectivos dentro de nós, e desse modo, colocamos esta pessoa “dentro” de nós e ela nos coloca dentro de si também.


O grande psicólogo Jung também disse também que “o encontro entre dois seres humanos pode ser como duas substâncias químicas que se encontram: se houver química, depois disso nenhuma das duas será a mesma...”

Devemos pensar que o amor romântico é muito mais uma força da natureza através da qual Deus, nos move, nos guia e nos mostra o que Ele quer de nós. Assim podemos seguir uma das pistas para encontrarmos a nossa missão nesta vida. Mas antes de investirmos a nossa vida toda, em função de outra, pode parecer muito bonito para quem lê um poema, vê um filme ou uma novela, mas na vida real, isso pode ser muito problemático. Existem muitos casais que não se separam por dependência, muitas vezes ditas como financeira, mas na realidade, esta também pode ser considerada emocional.

O amor deve ser antes para si, deve gostar de si próprio, antes de gostar do outro. Quando estamos bem connosco, a nossa energia expande-se e as pessoas à nossa volta percebem, sentem e gostam de nós. O parceiro(a) não pode ser uma condição para sermos felizes, mas um complemento. Isso pode parecer egoísta, mas não é. Na verdade, é uma questão de Auto-Estima. Mas sair de uma dinâmica de dependência afectiva não é assim tão simples. O nosso espírito traz esta tendência e por isso, a dependência é mais forte que a nossa vontade, pois ela vem de dentro.

É preciso entender o significado deste sentimento, desta dinâmica, porque somos assim, porque trazemos essa tendência nesta vida. Entendendo isso, poderemos compreender o sentido da nossa existência e ultrapassar este obstáculo e adquirir a aprendizagem, que a superação de uma dependência nos traz. Este é o caminho para subirmos mais um degrau na nossa evolução.

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