sábado, 23 de julho de 2016

Sila Tarot: Será Amor ou Paixão?

O que é a paixão?

Um sentimento muito especial. Contraditório, eterno enquanto dure, forte e frágil. A paixão simplesmente acontece! E deixa-nos vulneráveis e indefesos.

Os cientistas descrevem-na como uma descarga bioquímica, que transporta no interior do nosso ser uma mistura de adrenalina e outras substâncias secretas, que produzem uma confusão inebriante e que nos deixam embriagados de amor.

Sentimos uma sensação maravilhosa, a felicidade fica explícita e transpõe-nos, o mundo transforma-se com uma magia especial e tudo parece possível e alcançável. As variáveis são enormes, possibilitando ainda alusão a caprichos do inconsciente, que buscam na paixão, a realização de um desejo não realizado, uma situação desconhecida, evocada num passado distante e muitas vezes, negado, que seja como for, o sentimento é único e especial.

Realçando os aspectos positivos, durante o calor da paixão, temos a visão de um mundo maravilhoso, a sensação de felicidade  que nos invade e parece realmente não ter um fim. Se for aquela a pessoa que fará da sua vida um sonho, é como se ganhasse na lotaria, buscando a intimidade ideal, no desabrochar de um verdadeiro amor.

Os aspectos negativos aparecem quando ao terminar a magia, só resta a sensação de um sentimento que não se renova, no momento que temos a exacta medida do resultado zero e da verdade do amor cego, que era muito bonito, mas que quando se torna real, não consegue vislumbrar nenhum atractivo.
A recuperação muitas vezes, é uma das mais perversas e pode necessitar até de acompanhamento psicológico, para salvar o que ficou.

O amor transforma-se e precisa de cuidados, para que o sentimento seja sempre resgatado e possa manter o relacionamento como uma síntese de desejo e afeição.

A paixão, ao contrário do amor, dura intensamente num espaço de tempo muito curto e a estabilidade do amor acontece na medida em que os amantes, passam a ter uma visão real da verdade do outro.

A maturidade do envolvimento afectivo, consegue suportar a frustração de não conseguir ver no outro aquela perfeição ambulante.

A dificuldade a ser superada, dá-se quando este sentimento não se consegue reorganizar e o ajuste de um novo relacionamento, terá que contar com a realidade mascarada.

Todos nós queremos viver um grande amor e com uma paixão ainda melhor, nem que seja uma única vez...


Valiosos os relacionamentos que de uma grande paixão, vão caminhando, lentamente e vão-se solidificando, sem a dimensão da conquista e nem sentimentos vorazes, mas sólidos e intensos, que quando se diluem na paixão, a tornam eterna.


Amor e Paixão

Amor e paixão são sentimentos diferentes. Definimos o amor como um interesse sincero por outra pessoa e a paixão como um forte desejo que pretendemos satisfazer.

O amor autêntico dirige-se à outra pessoa. Se necessário, estamos disponíveis a sacrificar o nosso bem estar, para fazer com que o outro seja mais feliz. Enquanto que a paixão, pode ser simplesmente uma satisfação egoísta. Portanto, se o que uma pessoa sente é paixão, não deve esperar amor em contrapartida.

Ama alguém? Disse-lhe qual a intensidade dos seus sentimentos? Ficaria desiludido se não fosse retribuído?

Quanto do que sente, é verdadeiro amor? E quanto é grande a satisfação das suas necessidades internas, por parte da outra pessoa?

Por se estar carente, é bom sentir paixão intensa: O importante é não confundir esses dois sentimentos com amor.

O Destino da Paixão

As paixões não são eternas. O seu destino habitual, quando a relação persiste no tempo e cresce, é transformar-se em amor. Dizemos que ocorre uma sublimação. Sublimar significa retirar o prazer sexual de uma acção e transformá-la numa actividade que também produz prazer, mas de outro género. A paixão é privada, perturba-se ao socializar-se e converte-se em amor. A paixão não dorme, consome, desgasta, ocupa integralmente espaço e tempo, que é sempre curto para desenvolver os projectos que os amantes inventam.

É uma viagem onde a pergunta, reiterada infinitas vezes, é se os amantes se amam realmente e se positivamente são um para o outro. A paixão é quase uma doença e sem dúvida a mais agradável de todas as sensações, mas que pela sua enorme exigência, tende a diminuir-se por esgotamento.

Em condições normais, uma porção de paixão, conserva-se intacta e produz felizes noites de prazer; outra porção transforma-se em amor que assegura que os dias sejam felizes. Em circunstâncias lamentáveis, a paixão não se sustenta e a sublimação não se realiza, havendo repressão dessa energia, provoca efeitos desagradáveis, tais como obesidade, sono ou letargia. Muitos casamentos estão assim, e deles diremos "foram infelizes para sempre". Outros que conseguiram a proeza de fazer sobreviver paixão e amor em doses adequadas, serão aqueles que demonstram que felicidade e matrimónio podem conviver, "felizes para sempre".

 
A Lógica da Paixão

Eros

É a paixão romântica dos poetas. Envolve forte atracção física e desejo sexual. Acontece de repente e pode terminar de modo abrupto. O apaixonado não consegue controlar esse sentimento, intenso e irracional - gasta cientificamente no mínimo, 4 horas por dia, a pensar no ser amado. Quem experimenta esta sensação inebriante, não mede consequências. Só uma coisa importa : ser correspondido. O amor dos filmes.

Um exemplo é o O Paciente Inglês (1996), que retracta a trágica paixão de um cartógrafo húngaro (Ralph Fiennes) pela bela esposa (Kristin Thomas) de um explorador inglês, à véspera da II Guerra Mundial. Neste Filme conta-se a história de uma paixão arrebatadora.

Ágape

Em grego, significa altruísmo, generosidade. A dedicação ao outro, vem sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse estilo de amor, entrega-se totalmente à relação a não se importa de abdicar de certas vontades, para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. No Limite, é capaz até mesmo de renunciar ao parceiro, se acreditar que ele pode ser mais feliz com outra pessoa.

Um exemplo de Ágape no cinema: A personagem Teresa (Juliette Binoche) em A Insustentável Leveza do Ser (1987), adaptação do livro de Milan Kundera. Por amor , ela suporta a infidelidade do namorado, Thomas (daniel Day - Lewis), um Ludos incorrigível. A Insustentável Leveza do Ser, retracta o amor incondicional.

Mania

Quem já experimentou uma ligação amorosa do tipo montanha - russa, um dia nas nuvens e outro no fundo do poço, conhece o estilo Mania . É a paixão obsessiva e ciumenta. O indivíduo, acha sempre que não é amado, tanto quanto ama. Requer provas de amor inesgotáveis e é capaz de loucuras para chamar a atenção do ser amado. Tem tanto medo do abandono, que o parceiro acaba mesmo por desaparecer. "Mania é o lado escuro de Eros" , define a Psicóloga Americana Irene Frieze, da Universidade de Pittsburgh.

O personagem que melhor o representa é Otelo, que na peça homónima de Shakespeare que mata a sua mulher numa crise de ciúmes. A melhor versão dessa peça no cinema, foi estrelada por Laurence Olivier (1965) Otelo, de Shakespeare, aprofunda o Inferno dos Ciúmes.

Ludos

Em Ludos, o amor é uma brincadeira, que muitas vezes se limita a uma única noite. O desafio da conquista é mais atraente, do que a pessoa que se tenta seduzir. O conquistador evita os compromissos. Pode cultivar mais do que uma relação ao mesmo tempo. Mesmo quando a ligação é duradoura , ele busca por encontros fugazes durante esse período. Só gosta de sexo, mas nunca se apaixonou, ou se tem uma paixão nova a cada duas semanas, o seu género pode ser Ludos.

No filme Ligações Perigosas (1988), o Visconde de Valmont (John malkovich) leva esse estilo a extremos, quando seduz a ingénua Madama de Tourvel (Michelle Pfeiffer), uma mulher casada que acredita na santidade do matrimónio, só para provar os seus dotes de Don-Juan. “Ligações Perigosas”: Revela o jogo da sedução.

Storge

Certos romances começam de uma maneira tão gradual, que os parceiros nem sabem dizer quando as histórias assim, se enquadram no estilo Storge, nome da divindade grega da amizade. A atracção física não é o principal. Nada de noites incandescentes. O que conta é a confiança mútua e os valores compartilhados. Os românticos desprezam esse tipo de ligação. Mesmo assim , nas pesquisas os amantes do tipo storge, revelam satisfação com a vida afectiva.

Um exemplo de amor - amizade é o clássico Uma Rajada de Balas (1968), que conta a história verídica de um casal de gangsters, Bonnie Parker (Faye Dunaway) e Clyde Barrow (Warren beatty), nos Estados Unidos na década de 30. Detalhe : Clyde sofria de impotência sexual. Este filme mostra o amor – amizade.

Pragma

Como diz o nome, é o estilo de quem prioriza o lado prático das coisas . O indivíduo avalia todas as possíveis implicações, antes de embarcar num romance . Se o namoro apresenta ter futuro, ele investe. Se não, desiste. Cultiva uma lista de pré - requisitos para o parceiro ou parceira ideal e pondera muito antes de se comprometer. procura um bom pai ou uma boa mãe para os filhos e leva em conta o conforto material, está sempre cheio de perguntas. O que será que a minha família vai pensar? Se eu me casar, como estarei daqui a cinco anos?

No filme O Casamento do Meu Melhor Amigo (1998), Michael (Dermot Mulroney) ama Julianne (Julia Roberts), mas decide casar-se com a Kimmy (Cameron Diaz), filha do milionário. Neste Filme, os interesses prevalecem.




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