sábado, 3 de dezembro de 2016

Sila Tarot: O que traz de Positivo o Sofrimento?

Vivemos numa época, em que o ideal parece ser, o de não ter dor ou sofrimentos. A imprensa enaltece as formas de aumentar o prazer e fugir da angústia. Ao mesmo tempo entidades de Medicina empenham-se contra a auto-medicação que ocorre justamente pelo hábito das pessoas de não quererem ter dor. A fuga da dor pode levar ao uso de drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas.

A dor serve como um verdadeiro e eficiente “alarme” para indicar que “algo vai mal”, mas que a estrutura de vida está a funcionar bem. A dor, a febre são sinais de que o organismo está a funcionar, que se está a defender, e em busca de auto-regeneração.

Em Psicologia a angústia surge do conflito entre o que se deseja intimamente e o que a sociedade permite e aceita. Esta angústia psicanalítica deve ser “resolvida” ou equilibrada pelo Ego e a consciência, que verificam a possibilidade da realização das vontades internas e também aliviam o excessivo controle imposto pelo instinto repressor.Vejamos por ex. o caso do nascimento de um dente numa criança ou mesmo do parto desta criança. Ambos os processos ocorrem entre dores, isso é inevitável e naturalmente salutar.

Observa-se que em muitas situações a dor quando ocorre não deve ser rejeitada, pelo contrário ela é positiva. Ou seja, muitas vezes a dor ou sofrimento evidenciam um processo de reestruturação interna, uma busca de melhor acomodação das coisas, um possível processo evolutivo.

Crianças super protegidas física ou emocionalmente tendem a resultar em adultos frágeis. Os cães de raça adoecem e morrem facilmente, mas os rafeiros podem ser atropelados, passar fome e comer restos, mas vivem muito mais tempo. Isto porque as adversidades nas suas vidas fortalecem os seus organismos. Os desportistas precisam de exercícios e muitas vezes dolorosos, se quiserem evoluir nas suas actividades, aumentar a massa muscular e a sua resistência.

Se evitarmos assumir riscos que podem significar evolução, crescimento e desenvolvimento, estamos tanto a fragilizarmos-nos perante a vida, como a limitar o nosso futuro e possibilidades. O incómodo causado pela dor e pelo sofrimento faz-nos mudar, crescer, evoluir. Tanto assim é, que os grandes saltos da humanidade geralmente ocorreram perante a grande comoção social, em períodos de guerras e catástrofes colectivas.


Precisamos de mudar a nossa forma de optar apenas por caminhos fáceis e agradáveis. Necessitamos ver a dor, o sofrimento e a angústia como nossos aliados que indicam onde devemos concentrar as nossas atenções e esforços, visando reduzir deficiências, limitações e imperfeições.

Toda a evolução, todo o crescimento, todo o desenvolvimento tem como companheira inevitável a dor, a angústia e o sofrimento, mas estes não são em vão, e muito menos duradouros. É sempre um preço que vale a pena pagar.

“A sabedoria de um homem não está em não errar, chorar, angustiar e fragilizar-se, mas em usar o seu sofrimento como alicerce da sua maturidade e sabedoria.”


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