sábado, 3 de dezembro de 2016

Sila Tarot: Quem é o Seu Verdadeiro Amor?


Ninguém é de ninguém. Mas você é dono de si próprio!

A ideia de que todos temos uma alma gémea para ser encontrada, uma pessoa que nos completará e nos tornará inteiros faz sentido, e é verdade! No entanto, sinto que existem alguns detalhes a serem esclarecidos sobre este assunto...

Muitas pessoas passam a vida a acreditar que enquanto não encontrarem essa tal metade, não podem ser inteiramente felizes, completamente realizadas ou que a sua existência jamais fará pleno sentido.

Isso não é exactamente uma verdade. O facto é que amar é um privilégio e uma oportunidade maravilhosa de nos tornarmos pessoas mais evoluídas e satisfeitas. Mas somos seres absolutamente completos. Nascemos dotados de todas as ferramentas que precisamos para sermos felizes, independentemente de com quem estamos, onde e quando estamos...

A felicidade é uma escolha pessoal, um dom que desabrocha de dentro de cada um, um exercício diário, uma busca que se faz só. Viemos ao mundo para uma missão que só pode ser realizada por nós mesmos e por isso nascemos únicos, singulares e individuais.

As pessoas com quem nos relacionamos, as que escolhemos para amar são as nossas companheiras de jornada, são presentes e facilitadores que Deus nos enviou para tornar a nossa caminhada mais leve e prazerosa. Mas não são nunca, de forma alguma, a nossa felicidade, a nossa realização, a essência da nossa vida.

Percebo que muitas vezes, entorpecidos por um sentimento genuíno de amor, confundimos o que somos com o que o outro é. Atribuímos a nossa felicidade e a nossa razão de existir ao outro e perdemos a referência de nosso real valor, da nossa individualidade, do nosso Eu.

Assim, passamos a acreditar que sem o outro não poderíamos sentir-nos tão bem, que sem o outro toda a beleza e toda a alegria estariam perdidas, como se tudo de bom (e de mau também) não existisse – antes de em qualquer outro lugar – dentro de nós mesmos!

É isto: tudo o que somos, sentimos e vemos, tudo o que entendemos como mundo é reflexo do que temos dentro de nós.

Assim, se somos felizes ao lado de alguém que amamos é porque nos tornamos capazes de sentir a felicidade e de amar. E se somos tristes e insatisfeitos, também é porque estamos a exercer a nossa capacidade de sentir tristeza e de não a de nos satisfazermos com o que temos.

Dessa forma, creio que está mais do que na hora de começarmos a compreender que podemos, sim, tornar-nos melhores através do amor que trocamos com alguém, mas que não é o outro que nos faz melhores e sim nós mesmos que nos permitimos crescer e ser cada dia melhores.

Ninguém é de ninguém porque não somos coisas. Somos pessoas e pessoas são eternamente ímpares. É o que cultivamos e alimentamos em nós é o que nos faz ser como somos. A única pessoa que temos e por quem realmente somos responsáveis é por nós próprios. Portanto, sugiro que comece a apropriar-se da sua felicidade como mérito seu, assim como das suas tristezas e insatisfações. E a partir de então, poderá abrir mão das pessoas, desapegar-se, compreender que o amor que sente por alguém não torna esse alguém seu, mas apenas um companheiro de aprendizagem e de importantes descobertas.

E na mesma medida, poderá exercer todos os seus dons e as suas capacidades com o objectivo de tornar a sua vida e a das pessoas que caminharem ao seu lado pela longa estrada da vida, muito melhor, mais inteira e sem dúvida... mais verdadeira!

Só podemos ser felizes ao lado de alguém, se primeiro formos felizes sozinhos!

Seja Feliz!...

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