segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Sila Tarot: Casamentos Karmicos - Onde nos Trazem as Vidas Passadas?


Todos nós somos corpo e espírito. Quando se dão encontros nesta vida, já tinham sido previamente combinados num plano espiritual, antes de encarnarem no corpo actual, de forma a que possamos evoluir espiritualmente. Estes “encontros” são determinados de acordo com o nosso grau de evolução, para que possamos “pagar karmas” no sentido de evoluirmos espiritualmente ou ajudar espíritos menos evoluídos no seu processo e percurso evolutivo, para que ao reencarnarem novamente, possam passar para um plano superior e mais evoluído. Estes encontros, aparentemente acidentais, podem ser classificados.

  • Acidentais
  • Provacionais
  • Sacrificiais
  • Afins (afinidade superior)
  • Transcendentes.

ACIDENTAIS - Encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atracção momentânea, sem qualquer ascendente espiritual.

PROVACIONAIS - Reencontro de almas, para reajustes necessários à evolução de ambos.

SACRIFICIAIS: Reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objectivo de redimi-la.

AFINS: Reencontro de corações amigos, para consolidação de afectos.

TRANSCENDENTES: Almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais.




Evidentemente, o matrimonio, sagrado nas suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e noutros casos, a sua maioria, como instrumento de reajuste.

Na sua maioria porém, os lares são passagens purificadoras, onde sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direcção do Mais Alto.

NOS CASAMENTOS ACIDENTAIS teremos pessoas que, defrontando-se um dia se vêem, conhecem-se, aproximam-se, surgindo, desse encontro um enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual.

Funcionou aqui apenas o livre arbítrio, uma vez que através dele construímos diariamente o nosso destino.

Num mundo como o nosso, tais casamentos são comuns.

Nem laços de simpatia, nem de desagrado.

Simplesmente almas que se encontraram, na confluência do caminho, e que perante as leis humanas, uniram apenas os corpos.

Esses casamentos podem determinar o inicio de futuros encontros, noutras reencarnações.




QUANTO AOS PROVACIONAIS, em que duas almas se reencontram em processo de reajustamento necessário ao crescimento espiritual, esses são os mais frequentes.

A maioria dos casamentos obedece, sem nenhuma dúvida, a esse alvo.

Por isso existem tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam tantas vezes, em dolorosas tragédias.

Deus uniu-os, através das leis do Mundo, a fim de que pelo convívio diário, a Lei Maior da fraternidade, fosse por eles exercida nas lutas comuns.

A compreensão, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam como modo de suaves amortecedores.

O Espiritismo, pela soma de conhecimentos que espalha, tem sido meio eficiente para que muitos lares, construídos na base da provação, se reajustem e se consolidem, dando, assim, os primeiros passos na direcção do Infinito Bem.

O Espírita esclarecido, sabe que somente ele pagará as suas próprias dívidas.

Nenhum amigo espiritual modificará o curso das leis divinas, embora lhe seja possível estender os braços generosos, aos que se curvam ante o peso de duras provas, entre as quatro silenciosas paredes de um lar.

O espírita esclarecido, homem ou mulher, aprende a renunciar, em benefício da sua paz e do seu reajuste.

E o fá-lo ainda, porque tem a inabalável certeza de que se fugir hoje ao resgate, voltará amanhã, na companhia daquele ou daquela de quem procura, agora, afastar-se.

A humildade, especialmente, tem um poder extraordinário de harmonização dos lares, convertendo-os, dentro da relatividade que assinala todas as manifestações da vida humana, em legítimos santuários onde o destino dos filhos possa plasmar-se nas exemplificações edificantes.




Os casamentos SACRIFICIAIS:

Esses reúnem almas possuidoras de virtude e sentimentos opostos.

É uma alma esclarecida, ou iluminada, que se propõe a ajudar aquele que se atrasou na jornada ascensional.

Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um dos cônjuges.

Não há regras para isto. Temos visto senhoras delicadíssimas, ternas e virtuosas, que se casam com homens ásperos e grosseiros, de sentimentos abjetos, do mesmo modo que existem homens, que são verdadeiras jóias de bondade e compreensão, consorciados com mulheres de sentimentos inferiorizados.

Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e a sofrer, o objecto da sua afeição.

Volta então, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajante retardado, a fim de com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a caminhada.

É o vanguardeiro, compassivo, que renuncia aos júbilos cabíveis ao vencedor, e retorna à retaguarda de sofrimento para ajudar e servir.



O CASAMENTO SACRIFICIAL é em resumo, aquele em que um dos cônjuges se caracteriza pela elevação espiritual, e o outro pela condição evolutiva deficitária. O mais elevado concorda sempre em amparar o desajustado.

Assim sendo, a mulher ou o homem que escolhe a companhia menos elevada deve (levar a cruz ao calvário), como se diz geralmente, porque sem dúvida, se comprometeu na Espiritualidade a ser o amparo de todas as horas.

O recuo, no caso, seria deserção ao compromisso assumido.

OS CASAMENTOS DENOMINADOS AFINS, no sentido superior, são os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam.

São espíritos que pelo matrimonio, no doce reduto do lar consolidam velhos laços de afeição.




OS CASAMENTOS TRANSCENDENTES

São constituídos por almas engrandecidas no amor fraterno e que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral.

A vida desses casais encerra uma finalidade superior.

O ideal do Bem enche-lhes as horas e os minutos.

Todos nós passamos, ou passaremos ainda, segundo o caso, por toda essa sequência de casamentos: acidentais, provacionais e sacrificiais, até alcançarmos no futuro, a condição de construirmos um lar terreno na base do idealismo transcendental ou da afinidade superior.


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