sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Sila Tarot: Como Obter a Paz que Tanto Deseja?


Chave 1: O Silêncio

O silêncio é a forma de entrada na verdade. Ele é a base que o prepara para qualquer prática, é o alicerce do edifício da consciência. Tudo que é belo e verdadeiro nasce do silêncio.

Um instante de silêncio, é o suficiente para afastar todos os pensamentos. Se existir um pensamento convulsivo e constantemente a assombrar a sua mente, é porque lhe deu muita atenção, ou seja, alimentou esse pensamento, quando nele acreditou. Mas ao aquietar a mente, todos os fantasmas desaparecem. Não importa quão antiga seja a escuridão, uma pequena fresta de luz dissipa toda escuridão, porque a escuridão é tão somente a ausência de luz. O silêncio invoca a luz. Quando a mente se acalma, tudo se acalma.

O foco para a realização espiritual é a solidão. Nalgum momento da vida, terá de se encarar a si próprio. Por isso é fundamental aprender a ficar sozinho e em silêncio. Também pode chamar esta prática de meditação. Mas eu não quero que se perca no labirinto das ideias e conceitos, numa ginástica do intelecto. Permita-se apenas ficar retirado e em silêncio, observando a erva a crescer. Abandone toda a pressa e todo o desejo de chegar a algum lugar.

Feche os olhos e foque-se no ponto entre as sobrancelhas. Exercite e cultive o silêncio.

Chave 2: A Verdade

Dizer a verdade, não quer dizer que diga aos outros, tudo o que pensa ser verdade, desconsiderando o fato do outro não estar preparado para ouvir, o que pode gerar mais conflitos, mais guerras. Seguir com a verdade, significa ouvir o chamado do seu coração.

Se ainda há desconforto e sofrimento na sua vida, significa que ainda há uma camada de mentira a envolvê-la. Seja corajoso para encarar as suas mentiras. Sem coragem, não será capaz de encarar a verdade. Procure identificar quando ainda não pode ser honesto consigo próprio e com a vida, quando tem que usar uma máscara e não pode ser autêntico e espontâneo, quando tem de fingir que é diferente do que é. Veja nas diversas áreas da sua vida.

Terá algum trabalho a fazê-lo, mas é um bom trabalho. Lembre-se que “a verdade vos libertará”.

Chave 3: A Acção Correta

Isto não está de todo relacionado com moralismo. A acção correta, ou a acção consciente, não se baseia no que está fora, ou seja, não depende da aprovação do mundo externo. Não é seguir um manual com regras sobre o que está certo ou errado. É uma acção determinada pela intuição, que é a voz do silêncio. É ter coragem de ser você próprio, autêntico e espontâneo. Agir conscientemente significa colocar o amor em movimento, ou seja, trilhar o Caminho do Coração.


Chave 4: A Não Violência

A não violência é a acção sem ego. É a atitude não contaminada pela vingança e pelo ódio. É não permitir a passagem para a maldade, que provoca sofrimento no outro, não importa em que nível.

A não violência, não é cruzar os braços e ficar á espera que as coisas aconteçam. Envolve muitas vezes, acção, atitude. Mas é uma acção que nasce do coração – é espontânea e vem sempre com sabedoria e compaixão. Não é o ódio ou o medo a manifestar-se. É necessária a compaixão.

Chave 5: O Amor Consciente

Eu uso esta palavra ‘consciente’, porque a palavra amor foi degenerada. Demos a esta palavra, outros tantos significados, que nada têm nada a ver com a sua essência. Para o senso comum, o amor está ligado ao egoísmo, a uma satisfação pessoal. Ele é confundido com a paixão, com o sexo e até com o ódio. Isto acontece de uma forma inconsciente: Acredita-se estar a amar porque não se tem consciência do que é o amor.

Não é possível definir o amor com palavras, mas eu posso dizer que amar, inclui um desejo sincero de que o outro seja feliz. Inclui ver o potencial adormecido no outro e dar-lhe força, impulso para que esse potencial acorde. É querer ver o outro feliz, sem querer absolutamente nada em troca. Em última instância, amar conscientemente significa amar desinteressadamente.

Mas para que possa utilizar essa chave faz-se necessário que reconheça o seu desamor.

Procure identificar em que situações e com quem, ainda não pode ser amoroso. Onde e com quem, o seu amor não flui livremente? Em que situações o seu coração se fecha? Será uma valiosa pista. Definir a diferença. Vá atrás dessa pista e descobrirá muito sobre si próprio. Essa é uma forma de trazer paz, para este mundo: Aprender a ser amigo do seu irmão, amigo do seu vizinho.

Aprender a não julgar os erros do outro. Antes de levantar um dedo para acusar o outro, olhe para si próprio, e pergunte-se: “Será que eu não tenho um defeito igual, ou outros ainda piores?” “Será que o meu vizinho não tem nada de bom, em que eu consiga focar a minha atenção?” Comece a focar-se no bom que o outro tem. Essa é a sua grande missão.


Chave 6: A Presença

Estar presente significa estar totalmente na acção. É lembrar-se de si próprio em cada instante. Quando poder experimentar a sua própria presença, a sua energia cresce e percebe o amor a passando por si. Se puder manter este estado de alerta, terá a percepção de que tudo é sagrado, e a partir dessa percepção, poderá expandir a sua energia, conscientemente na direcção do outro.

Eu sugiro uma prática muito simples para o seu dia a dia. Habitue-se a perguntar: Onde estou? O que estou a fazer? Permita-se parar, apenas por alguns segundos, absolutamente tudo o que está a fazer. No meio da acção, pare e pergunte-se: Quem está a fazer isto? Assim, interrompe a imaginação e volta para o seu corpo, para a presença, para a totalidade na acção. Esse é o caminho.

A presença é a chave mestra. Mas porque não vamos lá directamente? Porque nem todos nós estamos preparados para usufruir dessa chave. Poucos estão maduros para abandonar o pensar compulsivo, já que isso lhes dá um sentido de identidade. Então, em muitos casos, é necessário um trabalho de purificação, de transformação do “eu inferior”, para que esteja pronto para ancorar a si a sua presença. Para isso, o corpo é o portal. Sinta-se ocupando o seu corpo. Sinta o seu campo de energia e mova-se a partir dessa percepção.

Chave 7: O Serviço Desinteressado

Servir desinteressadamente, significa colocar os seus dons e talentos ao serviço do amor. É quando se pode doar verdadeiramente ao outro, sem máscaras, sem necessidade de agradar ou fazer o que é correcto, com a intenção de ser recompensado. O único objectivo é ver o outro bilhar. Torna-se o amor que se move em direcção à construção.

Acordar de manhã, consciente de que está a acordar para servir, ilumina a alegria de viver. Naturalmente, a consciência do serviço ao outro, aumenta a conexão com o divino, porque por mais que cada um de nós tenha os seus talentos e dons individuais, ou seja, uma forma particular na qual o amor se expressa através de si – é o próprio amor que se está a expressar. No serviço ao outro, torna-se um canal do amor. Por isso eu digo, que o serviço ao outro, é uma forma de manter a chama da conexão acesa. O amor e a felicidade passam por si, para chegar ao outro, não interessa o que esteja a fazer, se está a cuidar do jardim, a construir uma casa, a cozinhar, a cuidar de uma empresa ou apenas de uma pessoa.


Chave 8: A Lembrança Constante de Deus

Lembre-se de que Deus está em tudo: dentro, acima, abaixo, dos lados – em todos os lugares.

Ele é a vida única, que age em todos os corpos e é o seu Eu Real. Essa percepção de que tudo é Um, e de que a energia espiritual se manifesta em todas as formas de vida, promove um profundo contentamento. Não há palavras para descrever essa experiência, ela só pode ser vivida. A sua vida transforma-se numa prece, numa oferenda a Deus. Pode passar um tsunami, mas não se esquece de Deus. Pouco a pouco, a sua fé torna-se constante e inabalável, até que possa sustentar a eterna conexão com Deus.

A partir dessa conexão, olha para o outro e vê além das aparências, porque vê somente Deus e assim pode reverenciá-lo. Este é um sincero Namasté: A divindade que está em mim, saúda a divindade que está em ti.

Se verdadeiramente utilizar essas oito chaves na sua vida, irá inevitavelmente obter a paz. Essa é a minha experiência.

Durante a fase do desenvolvimento da consciência, a que eu chamo de “ABC da Espiritualidade” ou a purificação do “eu inferior”, descobrimos muitas vezes, verdades pouco agradáveis sobre nós próprios. Durante esse processo, enfrentamos obstáculos que precisam de ser removidos. Aos poucos, nós aprendemos a identificá-los e a removê-los e, ao removermos aquilo que já não nos serve , podemos-nos tornar canais do amor divino, para que ele flua livremente através de nós.

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