sábado, 25 de março de 2017

Sila Tarot: Introdução á Magia - Tudo o Que Sempre Quis Saber!


A magia é a ciência (conhecimento) tradicional dos segredos da natureza. A arte hermética é ao mesmo tempo uma religião, uma filosofia e uma ciência natural.

- Como religião, é a dos antigos magos e iniciados de todos os tempos;

- Na filosofia podemos encontrar seus princípios na escola de Alexandria e nas teorias de Pitágoras;

- Como ciência, é utilizada em muitos processos.

A formação de um mago é holística. Seus estudos são amplos e abrangem todas as áreas da ciência: humanas, exactas e naturais, como física, química, biologia, etc., além de práticas destinadas ao condicionamento e integração entre o corpo e mente. As operações mágicas são resultados de uma ciência (conhecimento) e de um hábito (prática continuada). E tudo se baseia nisso, a magia é utilizada para o estudo e melhor compreensão do conhecimento.

O sobrenatural não é magia; o sobrenatural é simplesmente o natural extraordinário. Nem pense em milagres, eles não existem; milagre é apenas um fenómeno que impressiona, porque é inesperado.

O Ocultismo abre diversas portas, como se fosse uma chave Universal. A Cabala é o molho de chaves, e o Hermetismo mostra a chave correta para cada porta. Uma vez que conhecemos o outro lado, não há volta. Desencadeamos uma série de eventos que, por sua vez, desencadeiam outros.


A MAGIA DIVINA engloba todas as formas de magia que vimos até agora e é dividida em dois segmentos:

* Magia Religiosa

* Magia Energética

Magia Religiosa: Na magia religiosa, as divindades naturais são evocadas quando colocadas oferendas em seus santuários naturais e o ritual é um ato religioso, revestido de preceitos e posturas religiosas por quem os realiza. As velas são usadas para complementar as oferendas e como sinal de respeito e de reverência com as divindades às quais elas são consagradas e firmadas. Magia Religiosa seria aquela que qualquer um pode praticar, ou seja, magia para leigos. Actua de dentro do ser para fora, pois é activada pela sua própria fé individual, passando daí a actuar em benefício próprio ou alheio.

Magia Energética: Na Magia Energética, as divindades são activadas a partir de uma escrita mágica ou magia riscada e são usados elementos mágicos específicos. As velas destinam-se a projectar ondas energéticas iguais que transmutarão as energias negativas. A Magia Energética necessita de um estudo mais aprofundado, conhecimento sobre os instrumentos e etc. Actua de fora para dentro, pois é activado o factor/poder da divindade e só a partir dela chega aos elementos magísticos e é enviada à pessoa a ser beneficiada pelo acto.

A Magia Divina: A Magia Divina, ou Teurgia, é uma Magia Iniciática ou Alta Magia que pode ser praticada pelas pessoas, independentemente da formação doutrinária ou da sua crença religiosa . Não pede nada mais que a crença num Deus Criador e a crença em Hierarquias Divinas regidas pelas Divindades.

A Magia Divina não usa o lado da "sombra da árvore”. Os praticantes da Magia Divina são buscadores incansáveis do conhecimento em benefício do crescimento e auxílio à humanidade, não esmorecendo em momento algum e não se deixando abater perante as dificuldades e os infortúnios que visam prová-lo. É a manifestação da vontade superior, emanada pelo Divino Criador e por Suas Divindades, vontade essa que foi trazida dos mais elevados níveis vibracionais da criação por um grupos de espíritos Ascensores, liderados pelos amados mestres da Luz.

Apesar de ser uma só, a magia possui diversas formas e níveis de actuação. Essas formas dividem-se em quatro níveis/graus/manifestações, chamados de círculos:

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Veja Mais:






1. Baixa Magia:

O primeiro nível é a Baixa Magia, onde está grande parte de quem começa a aprender a magia. Ex: tipo wicca,etc. A magia de cunho terrestre, geralmente pagã é baseada no desregramento dos sentidos.


2. Alta Magia:


O segundo nível engloba um grau mais maduro e nele se encaixam a prática do Ocultismo, muito hermetismo e um pouco de Cabala, Alquimia, introdução aos Sistemas Enochianos, etc. É a magia do controle, a magia do domínio da realidade pelo homem. É um tipo de magia intelectualizada e baseada na separação platónica da carne e do espírito. O Mago domina e ordena as entidades e para tal tem que ser controlado tanto por dentro quanto por fora.


3. Teurgia:


O terceiro nível engloba os anteriores e seria a Teurgia, onde trabalha directamente a relação do homem com o Divino, não havendo nenhuma ligação entre intelectualidade, conhecimento ou educação. Lida com os 72 nomes de Deus, com suas manifestações, com as sephiroth da Kabbalah e com os Salmos bíblicos. É uma forma de mágica ritual, com o objectivo de incorporar a força divina ou num objecto material ou no ser humano através da produção de um estado de transe visionário.


Alguns estudiosos consideram a Goécia entre o circulo da Alta Magia e da Teurgia. A goecia seria a parte da magia dedicada à invocação dos espíritos que povoam o mundo oculto.



 4. Taumaturgia:

O quarto nível é o da Taumaturgia, que engloba todos os outros três. É o estudo e conjunto de técnicas com o objectivo de levar para as pessoas a energia especial de cura, possibilitando o alinhamento entre o Eu Inferior e o Eu Superior, contribuindo para a evolução pessoal, colectiva e planetária.

MAGIA CERIMONIAL: A Magia Cerimonial surgiu na Idade Média, entre o séc. XI e XII. É uma mescla que une Catolicismo, Cabala, Hermetismo e Gnosticismo.

A Magia Cerimonial consiste em executar uma operação mágica, de forma completa e detalhada, com começo meio e fim. Para isso são utilizadas técnicas para montagem e preparação do ritual/operação mágica utilizando-se símbolos, instrumentos, encantamentos e uma série de procedimentos.

De modo geral, para os encantamentos e técnicas de preparação do mago e do material, são utilizados nomes hebraicos e gregos de Deus, nomes de anjos e demónios, além de formulas mágicas compostas em latim ou hebraico, e com variantes utilizando esses alfabetos mágicos. Uma das finalidades da Magia Cerimonial é invocar/evocar espíritos com o objetivo de fazê-los realizar alguma acção ordenada pelo mago, por meio de um ritual ou operação mágica.


GRIMÓRIO: Um grimório é um livro de conhecimentos mágicos escrito entre o final da Idade Média e o século XVIII. Tais livros contêm correspondências astrológicas, listas de anjos e demónios, orientações sobre como efectuar magias ou misturar remédios, conjurar entidades sobrenaturais e da feitura de talismãs.

Muitos magos constroem o seu grimório pessoal, escrito à mão, encadernado com capa dura e símbolos pessoais.

A palavra grimório vem do francês antigo gramaire, da mesma raiz que a palavra gramática. Isto se deve ao fato de, na metade final da Idade Média, gramáticas de latim, os livros sobre dicção e sintaxe de latim, serem guardados em escolas e universidades controladas pela Igreja – livros não-eclesiásticos eram suspeitos de conter magia.

Mas “gramática” também denota, um livro de instruções básicas. Uma gramática representa a descrição de uma combinação de símbolos, contendo também a descrição de como combiná-los, de modo a criar frases lógicas. Um grimório, por sua vez, seria a descrição de uma combinação de símbolos mágicos e de como combiná-los de forma apropriada.

Alguns dos grimórios mais famosos:

O Livro da Sagrada Magia de Abramelin, o Mago

Liber Juratis, or, the Sworn Book of Honorius

The Black Pullet

A Chave de Salomão

The Lemegeton ou A Chave Menor de Salomão 

Le Grand Grimoire, O Grande Grimório

No final do século XIX, muitos desses textos (incluindo o Abramelin e A Chave de Salomão) foram reivindicados por organizações mágicas para-maçónicas como a Ordem Hermética do Amanhecer Dourado e a Ordo Templi Orientis. Aleister Crowley, um dos responsáveis por ambos os grupos, serviu como vetor para um número de movimentos modernos.

Um grimório mais recente é o Simon Necronomicon, cujo nome veio a partir do livro de mágicas fictício criado pelo autor H. P. Lovecraft e inspirado na mitologia suméria e na Ars Goetia (esta última, uma seção do grimório - A Chave Menor de Salomão - que lida com invocações de demónios).

O manuscrito Voynich é considerado por alguns como um grimório, apesar de seu texto nunca haver sido decifrado - existe a possibilidade de ser um embuste com séculos de idade.

Livros de encantamentos ("papiros mágicos") também são conhecidos desde os tempos mais remotos e são chamados grimórios por académicos da actualidade. A maioria deles foi resgatada das areias do Egipto e estão escritos em grego antigo e egípcio demótico.

Para terminar este texto, gostaria de esclarecer aos iniciantes o que estes magos pretendem ao invocar um espírito. Para isto, usarei trecho de um texto de Marcelo Del Debbio:

Sabemos que as entidades que vivem no Astral são basicamente o mesmo tipo de pessoa que vive no Plano Físico; apenas não possuem um corpo de carne ou as limitações que possuímos aqui. Sendo assim, a índole e a moral destas pessoas varia da mesma maneira que a índole e a moral das pessoas que estão vivas. E o trabalho dos feiticeiros ou magistas consiste em chamar e contratar as pessoas certas para realizar o trabalho desejado.

No Plano Material, quando temos um problema hidráulico em casa, contratamos um canalizador para resolver o problema; se o problema é nos cabos eléctricos, chamamos um electricista; se estamos doentes, chamamos um médico; e assim por diante… No Plano Astral, as coisas funcionam da mesma maneira.


Quando um Xamã indígena realiza um ritual de invocação de um “espírito ancestral” para, por exemplo, ajudar no tratamento de uma pessoa doente, é exactamente isso que ele está a fazer: a entrar em comunicação com os antigos médicos da tribo que examinarão a pessoa e dirão o que há de errado com ela.

No mundo físico, se um bandido precisar “eliminar” um oponente, pode contratar os serviços de um assassino pago. Claro que isso é considerado criminoso, anti-ético, ilegal, etc… mas é uma possibilidade que existe! No Mundo Astral, acontece a mesma coisa. Pode-se contratar os serviços de pessoas especializadas em separar casais, manipular a índole das pessoas, quebrar objectos, atrapalhar negócios ou até mesmo aleijar, adoecer ou mesmo matar outro ser vivente. Nenhuma surpresa.

No mundo físico, os bandidos se agrupam em gangues, com símbolos, ritualísticos próprios (máfia russa, tríade, yakusa, etc.), usam máscaras para não serem identificados e terror e intimidação para impor respeito e medo nas suas vítimas (como por exemplo, nas armaduras samurai japonesas).


No Plano Astral ocorre exactamente a mesma coisa. Como o duplo-etérico (perispírito) é mais maleável do que nossa pele física, é possível modificar e transformar nossa estrutura espiritual para ficarmos com a aparência que desejarmos, o que inclui chifres, garras, dentes afiados e qualquer outra coisa que pensar que vá assustar os crentes. E eles sabem disso e usam destas modificações astrais como maneira de intimidação, desde sempre.

Na antiguidade, os médiuns videntes eram capazes de enxergar estas formas e dos relatos delas surgiram as descrições que tradicionalmente associamos aos demónios, como asas, chifres, dentes, garras, rapo, espinhos e tudo mais.


Outros assumem formas animalescas como lobos ou serpentes; outros ainda assumem formas vampíricas, monstruosidades ou deformidades. Também há entidades que se utilizam de correntes, pregos, ganchos, piercings, espetos e toda forma de agressões e auto-mutilações sado-masoquistas que possa imaginar. O Baixo-Astral ou Baixo-Umbral está repleto deste tipo de criaturas. 

Nos cultos afros, chamam estas entidades de Kiumbas, de onde vem a palavra quimbanda, ou “magia negra”. No kardecismo, chamam estas entidades de “obsessores” ou “espíritos trevosos”, no hermetismo chamamos estas entidades de “seres goéticos”.

E o termo “magia negra” é utilizado erroneamente, pois não há “cor” na magia, existe o uso que se faz da magia. Assim como o génio da lâmpada na história de Aladin, estas entidades fazem o que o magista as comandar.


O ritual e toda a ritualística envolvida serve para se entrar em conexão com as entidades astrais. Para tanto, os magistas dividem as ritualísticas de invocação e evocação em três tipos: a Teurgia, a Magia Natural e a Goécia.

A Teurgia lida com os anjos e com os seres de luz, lida com os 72 nomes de Deus, com suas manifestações, com as sephiroth da Kabbalah e com os Salmos bíblicos (sim, a Bíblia mostra-se extremamente valiosa para o estudante de ocultismo); A Magia Natural lida com Elementais (gnomos, ondinas, silfos e salamandras), orixás, Exus, Devas, Asuras, Djinns, Efreetis e outras criaturas da natureza. E finalmente, a Goécia lida com os seres do baixo-umbral, que aceitam atender a pedidos em troca de algo.


Tendo os rituais certos, nos dias e horários certos, consegue-se “contratar” estes seres. O Ritual apenas chama estas entidades. O segundo passo é negociar “o preço do serviço”. E negociar com estas entidades, nunca se sabe o que poderá acontecer.

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