sexta-feira, 21 de abril de 2017

Sila Tarot: Como Recuperar a Criança Que há em Si?

Todos alimentamos um intenso desejo de recuperar a infância, mas ninguém faz nada para que tal aconteça. Toda a gente o deseja!

As pessoas fartam-se de dizer que a infância é o paraíso e muitos poetas escrevem poemas sobre a beleza da infância. Quem vos impede? Recuperem-na! Aproveitem esta oportunidade para o fazer.

A poesia não vos vai ajudar, e apenas a lembrança de que a infância é um paraíso também não é de grande ajuda. Porque não entrar novamente na infância? Porque não voltarem a ser crianças? Digo-vos, que se conseguirem ser novamente crianças, começarão a crescer de uma outra forma.

Pela primeira vez, estarão de novo realmente vivos - E a partir do momento em que possuírem os olhos de uma criança, os sentidos de uma criança – jovens, vibrando com vida – a vida inteira, vibrará convosco.

Lembrem-se de que é a vossa vibração que precisa de mudar. O mundo vibra em êxtase contínuo, só que vocês não estão sintonizados. O problema não reside no mundo mas sim em vós: vocês não estão sintonizados com o mundo. Ele está sempre em dança, em celebração, cada momento é uma festa. A festa continua de eternidade em eternidade, só que vocês não estão sintonizados. Vocês separaram-se do mundo e vivem muito sérios, muito sabedores, muito maduros. Estão enclausurados.

Desfaçam-se desta clausura! Movimentem-se de novo em direcção à corrente da vida. Quando vier a tempestade, as árvores dançarão; dancem também! Quando chega a noite e tudo escurece, permaneçam também no escuro! E de madrugada, quando o sol nascer, deixem igualmente que nasça em vós! Sejam como uma criança, desfrutem, não pensem no passado.

Uma criança nunca pensa no passado - Na verdade, ela nem tem tempo para se pôr a pensar no passado. A criança não se preocupa com o futuro, ela não tem consciência do tempo. Vive sem qualquer preocupação. Vive no momento, sem transportar consigo qualquer peso do passado. Quando se zanga, zanga-se e, na sua zanga, diz à mãe: “Odeio-te”! E não são palavras apenas, é uma realidade. Naquele momento, ela encontra-se verdadeiramente num ódio total. No momento seguinte, ela sairá do ódio e rir-se-á e dará um beijo à mãe e dir-lhe-á “Adoro-te”! E não existe qualquer contradição. Trata-se de dois momentos diferentes. A criança foi ódio total e agora é amor total. A criança flui como um rio, em ziguezague. Mas onde quer que se encontre – onde quer que o rio se encontre –, ela é total, fluída.

Durante estes dias, sejam como uma criança – totais: Se odiarem, odeiem; se amarem, amem; se estiverem zangados, estejam zangados; e se estiverem alegres, estejam alegres e dancem. Não carreguem nada do passado. Mantenham-se verdadeiros em relação ao momento, não desejem o futuro. Durante estes dias, abandonem o tempo. Abandonem o tempo! É por esta razão que vos digo para não serem demasiado sérios: porque quanto mais sérios forem, mais conscientes estarão do tempo. Uma criança vive na eternidade; para ela o tempo não existe. Não está sequer consciente dele. Estes dias serão dias de verdadeira meditação se abandonarem o tempo. Vivam o momento e sejam-lhe fiéis.

Sejam brincalhões - Será difícil porque vocês estão demasiados estruturados. Têm uma armadura à vossa volta, e é-vos muito difícil torná-la menos apertada, relaxá-la. Não conseguem dançar, não conseguem cantar, não conseguem saltar, simplesmente; não conseguem simplesmente gritar e rir e sorrir. Mesmo que desejem rir, primeiro querem que haja algo de que se possam rir. Não conseguem rir sem mais. Tem de existir uma causa, só aí conseguem rir. Tem de haver uma causa e só nesse caso conseguem chorar.

Ponham de lado o conhecimento, ponham de lado a seriedade; divirtam-se com totalidade durante estes dias. Não têm nada a perder. Se não ganharem nada, também não perderão nada.

O que poderão perder se se divertirem? Mas eu digo-vos: nunca voltarão a ser os mesmos.

A minha insistência na diversão e brincadeira tem a ver com o seguinte: eu quero que regressem ao ponto em que deixaram de crescer.

Houve um momento na vossa infância em que deixaram de crescer e começaram a ser falsos.

É possível que estivessem zangados, numa birra de criança, e o vosso pai ou a vossa mãe disseram: “Não te zangues! Isso não é bom”. Vocês estavam a ser naturais mas criou-se uma divisão e surgiu uma possibilidade de escolha. Se tivessem continuado a comportarem-se naturalmente, não teriam o amor dos vossos pais.

Durante estes dias, quero catapultar-vos para o momento em que começaram a ser bons meninos, em vez de meninos naturais. Sejam brincalhões e reconquistarão a vossa natureza de criança.

Será difícil, porque terão de deixar de lado as vossas máscaras, as vossas faces; terão de largar a vossa personalidade.

Mas lembrem-se de que a essência só se pode manifestar, quando a personalidade desaparece, uma vez que a vossa personalidade se transformou numa prisão. Ponham-na de lado. Será doloroso mas valerá a pena porque renascerão a partir daí. E nenhum renascimento é possível sem dor.

Se estiverem realmente determinados a renascer, arrisquem.

E Sejam Felizes!


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