segunda-feira, 22 de maio de 2017

Sila Tarot: O Que Foi que Eu Vi Nesta Pessoa?!?

Interessou-se por alguém que em princípio, não tem nada a ver consigo. Alimenta crenças diferentes das suas. Tem gostos pouco parecidos com os seus. E uma forma de viver a vida completamente diferente de tudo o que viveu, até então.

Não me estou a referir a valores de raiz, tais como honestidade, carácter, ética e bom-senso. Falo de dinâmica, de formas de interpretar as circunstâncias e formas de encarar a vida e o futuro.

Ainda que as diferenças continuem aparentemente imensas, como se entre ambos houvesse um abismo, que impossibilitaria qualquer aproximação, mas entretanto, quando se dão conta, estão nos braços um do outro e é bom. Muito bom!

Das duas uma: ou são realmente muito diferentes e este encontro traz uma grande e importante lição, tendo em vista uma aprendizagem que mostre, que além das suas verdades, existem outras e que podem ser também muito válidas.
 E neste caso vale a pena citar a providencial frase de Saint Exupéry:

"Aquele que é diferente de mim não me empobrece: mas enriquece-me."

Ou na realidade, não são tão diferentes quanto aparentam. Muitas vezes consideramos como diferenças, o que na realidade, são características complementares. Sendo assim, este encontro traz uma grande luz, a fim de que se aperceba de algo bastante interessante sobre si próprio: Nem tudo aquilo em que acha que acredita, acredita realmente!

Confuso? Nem tanto! O que estou a dizer é que muitas vezes nós vamos engolindo crenças que não são nossas. Alguém nos disse que as relações tinham de ser de determinada maneira e nós simplesmente acreditamos, engolimos como sendo ‘certo’, como uma verdade absoluta, como um dado adquirido.

Acontece que ao longo da vida vamos inevitavelmente construindo as nossas próprias crenças, sobretudo sobre o amor, e se não estivermos atentos ao que já tínhamos engolido, algumas verdades internas tornam-se contraditórias; e o problema é que essas verdades agem paradoxalmente sobre os nossos pensamentos, sentimentos e sobre as nossas escolhas.


Resultado: Acredita que deseja relacionar-se com um determinado tipo de pessoa e investe todo o seu discurso nesta crença. Porém, todavia e no entanto... quando menos espera, já se sente atraído justamente por algo muito diferente.

Se isso acontece consigo, pode agora parar de se sentir tão inadequado. Mais do que se revoltar contra si mesmo, considerando-se tolo ou maluco, aproveite a oportunidade. Reflicta: Que sentimentos esta relação lhe desperta? Como lida com o que sente? em que medida aceita e acolhe essas contradições que o perturbam?

Pense nestas questões e procure manter-se alerta, tanto quanto conseguir. Observe o outro. O que tem para ensinar? Observe-se a si próprio. O que tem para aprender? Quanto pode crescer com estas diferenças? Como se pode tornar melhor ao permitir-se experimentar o novo?

Lembre-se: Nada é definitivo. Nada é para sempre. Hoje, talvez possa descobrir uma nova verdade escondida, algures dentro de si mesmo... e acabar por se dar conta de que é muito mais enriquecedor, do que impor o que lhe parece certo, é deixar a vida mostrar-lhe que todos nós – invariavelmente – somos TODOS diferentes!

E nesta medida, pode-se tornar mais evoluído depois de algum encontro, em que o grande objectivo seja dar o seu melhor, no intuito de ser e fazer o outro feliz, independentemente de julgamentos, que em última instância, não acrescentam nada e deixam-nos repletos de dúvidas!

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