segunda-feira, 29 de abril de 2019

Sila Tarot: 10 Problemas que Tem, Mas que Poderia Muito Bem Evitar!

Um homem ao ir ao médico, reclama que quando bate no seu joelho, dói. Então, pega num objecto e passa a bater na sua própria perna, demonstrando quando a dor aparecia. O médico, um pouco abismado, pergunta:“Não passou pela sua cabeça que se parar de fazer isso, talvez pare de doer?” “Bem…”, o paciente pensou por um tempo e disse: “Mas qual o propósito de eu vir a esta consulta, então?”

Muitas vezes, tentamos resolver problemas que nem sequer existem, e que talvez nunca existam. Levantamos hipóteses, pensamos naquilo que poderia acontecer e procuramos soluções totalmente inúteis, enquanto desesperamos.

Abaixo, listo 10 problemas que na verdade não existem, mas que a maioria das pessoas tem.

1. O que os outros pensam ou podem pensar sobre mim?

Enquanto está preocupado com o que os outros pensam de si, está possuído por eles. Os outros possuem-no. Somente quando não necessita de aprovação fora de si mesmo, se poderá possuir a si mesmo e ter total poder e controlo sobre a sua vida.

Não deixe de fazer algo, a pensar no que outros vão pensar, nem levante questões do quê, ou como, as pessoas estão a pensar sobre si, qual será o julgamento ou críticas que terão sobre si. Isso irá limitá-la, bloqueá-la, retira-lhe o poder sobre a sua vida e o seu equilíbrio. De que adianta sabê-lo ou procurar sabê-lo, ou ainda levar isso em conta, como uma forma limitante, para perder o controlo, decisões e poder sobre a sua própria vida. Não se esqueça que estamos todos de passagem. Para quê perder tempo com coisas inúteis, que não somam nada á sua vida? Opiniões alheias nunca poderá controlar.

Tenha uma boa imagem de si própria, aja de acordo com a sua consciência, limites e princípios e busque melhorar para si.

2. Os outros aceitam-me ou irão aceitar-me bem?

Se agir de uma forma distante do seu normal, forçar ou fingir ser quem não é, provavelmente não.

Tente integrar-se em ambientes onde se sinta bem, não em locais onde as pessoas querem mudá-la. Eventualmente, encontrará amigos e locais para ir, nos quais não sentirá sequer necessidade de fingir ser outra pessoa.


3. As pessoas que estão perto de mim, não são como achei que fossem

Bem, elas nunca serão. Com a convivência descobrirá coisas diferentes sobre elas, e isto não deve ser um problema. Afinal, também irá apresentar mudanças, isso é um processo natural.

No caso de uma mudança drástica e negativa, é mais maduro entender que as pessoas mudam, quando elas nos veem como um exemplo de mudança, sobre o que elas pensam e agem, para assim, agir e pensar de forma diferente.

4. Eu não consigo entender porque aquela pessoa fez aquilo

Não vai entender, porque não tem acesso ao profundo da mente de ninguém, não há como saber os motivos que a levaram a ter tal atitude, nem a conhecer totalmente a sua vida pessoal, as suas crenças, e o seu modo de ser e pensar.

Muitas vezes, nem a própria pessoa se consegue entender.

5. Eu sou o tipo de pessoa que deveria ser?

O processo de evolução humana ainda não terminou, e quanto mais ambiciosa for em relação a quem quer ser, maior vai ser discrepância entre o tipo de pessoa que acha ser.

Quanto mais inteligente for, mais sente que estupidez magoa, mas só percebe isso, porque já alcançou um determinado nível de sabedoria. Quanto maior for o seu conhecimento, maior será a sua consciência de que no fundo, não sabemos nada, e isso irá ferir a alma por alguns momentos, até que perceba que conhecermos a nossa pequenez, é subir um degrau do conhecimento.

6. O mundo é ruim

“Não sei se o mundo um dia poderá ser salvo; seria preciso uma reviravolta tremenda e quase impossível. Mas se não podemos salvar o mundo, que ao menos possamos saber o que ele é, qual é o nosso lugar nele. Pode encontrar milhares de salvadores do mundo. Quase tantos salvadores, como mortos. E, infelizmente, a maioria dos salvadores do mundo também já está morta. “Esqueceram-se, em algum lugar, de se salvar a si próprios” –Charles Bukowski

Provavelmente, as próximas gerações não serão capazes de crer que uma vez o homem determinou o seu valor baseando-se em bens materiais. A decomposição moral do mundo, muitas vezes motivada pela cultura ou religião, pelo ‘bem’ ou pelo ‘mal’, leva a visões extremistas e falta de aceitação de uma certa ordem ou curso das coisas, o que deveria ser natural na evolução de cada espécie, em cada estágio de desenvolvimento. O que era bom no passado não precisa necessariamente ser bom agora, e o que é bom para mim pode não ser bom para si. A quantidade do que é bom é sempre proporcional à quantidade do que é ruim, e a vida é muito mais fácil se basear menos a sua vida em visões extremistas e mais em factos.

7. Eu posso evitar problemas

Não consegue, porque os problemas, muitas vezes, são mais causados pelo seu cérebro do que pelo mundo exterior. Afinal, não pode escapar de si própria. Não importa quão rico ou pobre é, o número de problemas na sua vida será sempre proporcional ao número de benefícios, por isto, é muito mais importante o sentido que dá à sua vida.


8. Os outros irritam-me

Não são os outros, mas a forma como pensa que eles deveriam ser. Não são os outros os responsáveis pelas suas reacções emocionais, porque é o seu julgamento sobre as ações delas que vai gerar certas experiências emocionais.

9. A minha vida não corresponde às minhas expectativas

Desculpe, mas reclamar não irá ajudar. Muitas vezes colocamos-nos em situações de conformismo, e não direccionamos a nossa vida para outro caminho, mesmo querendo fazê-lo.

Culpar o governo, o país, família ou os seus amigos, é apenas uma forma de escape, no fundo, a sua vida está nas suas mãos.

“Duas coisas, sobretudo, impedem que o homem saiba ao certo o que deve fazer: uma é a vergonha, que cega a inteligência e arrefece a coragem; a outra é o medo, que indicando o perigo, obriga a preferir a inércia a acção.” Erasmo de Rotterdam


10. Por que isto só acontece comigo?

Se segue a doutrina Budista, tudo é determinado por quem foi em vidas passadas, e isto é o Karma. Se é católica? É o que Deus quis para si. De maneira intelectual? Porque isso é o efeito de uma certa causa. Lide com as coisas que pode controlar e deixe o resto para Buda/Deus/Karma/destino, se quiser.

A verdade é que muitas coisas estão, de facto, além do nosso controlo, no entanto, temos tantas outras coisas nas nossas mãos, que perde o sentido focarmos-nos só naquelas em que nada podemos fazer.

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terça-feira, 9 de abril de 2019

Sila Tarot: Sinto que Algumas pessoas "Sugam" as Minhas Energias! Como livrar-se disso?


Quantas vezes se deparou com situações em que, ao contactar com determinada pessoa, sentiu-se ser invadido por uma angústia inexplicável, por uma ansiedade crescente, por um nervosismo quase doentio ou, de repente, começa a bocejar de forma convulsiva?

Então já contactou com um autêntico "vampiro".

Não que lhe tivesse sido sugado o sangue, mas foi-lhe sugada energia por essa pessoa, na maioria das vezes sem intenção consciente. Chama-se a isso vampirismo e é praticado por pessoas carentes de energia vital. A sua carência radica na atitude que têm perante a vida.

São pessoas sem auto-estima, com uma atitude negativa e constantemente crítica em relação a tudo e todos; denotam uma grande necessidade de aceitação e há uma palavra que pronunciam insistentemente: "eu".

Estão sempre "penduradas" em cima das suas "vítimas" enquanto estas não se cansarem de estar sempre a ouvir lamechices, críticas, tristezas e desgraças.

São, portanto, incapazes de olhar o mundo com os olhos de Deus e de descobrirem que a vida é um mar imenso de oportunidades para aprendermos, para evoluirmos e para amarmos. Quando a pessoa de se fecha ao mundo e considera-o essencialmente negativo, desenvolve-se uma atitude espiritualmente cancerígena. Nada sai dela para abençoar o próximo. Quando a energia não flui, quando não é canalizada para algo de bom e produtivo, a pessoa estagna e morre gradualmente, como deixa de evoluir, regride. Quando a pessoa altera a sua perspectiva e descobre que quanto mais se dá ao mundo e aos outros, mais cheia fica e mais se comporta como uma candeia que espalha a sua luz, para aqueles que necessitam de sair das trevas. Nós somos aquilo que pensamos: se pensarmos negativamente, auto-destruímo-nos; se pensarmos positivamente, sempre na esperança de que aquilo que é agora mau se converterá em algo de bom, então crescemos e aproximamos-nos do ideal de perfeição. A escolha é nossa.

Os meios facultados pelo nosso amado Pai Celestial estão à nossa disposição. Está interessado em conhecê-los e em usá-los?

Como mudar a sua atitude?

O meio termo

Saiba que não é assim tão desprezível como se fosse um verme que merece ser esmagado e não é assim tão bom, comparado com o resto do mundo para que se sinta (já) um Deus. No meio está a virtude e a atitude ponderada é a de meio termo: sou um ser com valor, ainda com imperfeições, mas estou a caminho, estou em construção e com a ajuda divina, chegarei a ser aquilo que Deus me pede para ser.

Busque o perdão

Todos nós cometemos erros. Só quando atingirmos o patamar que, por exemplo Jesus Cristo manifestou, então aí poderemos dizer que superámos o pecado. Até lá, temos que a pouco e pouco, ir vencendo essa “doença”, admitindo as nossas culpas, fazendo uma firme decisão de não incorrermos nos mesmos erros e buscarmos o perdão de Deus e a Sua graça para os ultrapassarmos. Como obter o perdão? Busque um sacerdote que o saiba ouvir, aconselhar e peça-lhe que ele lhe comunique o perdão, de acordo com o poder que Cristo deixou à Igreja.


Busque a fé

A fé é um dom de Deus e é a capacidade de acreditar que tudo será melhor, que Deus está no controle das situações e que nós, como Seus filhos, se fluirmos na corrente, estamos destinados ao sucesso. Se não tem fé, peça-a a Deus, tal como pediu Pedro a Cristo.

Ter fé é ter também uma certeza interior inabalável que as coisas que se esperam é como se já tivessem sido alcançadas. Ter fé é antecipadamente agradecer por aquilo que ainda vamos receber.

É chamar pelo nome aquilo que não é, ou que não existe, como se já fosse. Parece loucura? Não, apenas não vemos as coisas ainda no plano físico, mas no plano mental elas já são reais e a seu tempo precipitar-se-ão para o plano palpável.

Ame

A melhor definição de Deus é esta: amor. O amor é a força que impele e que sustenta o Cosmos, é a força que une toda a realidade e todos os seres. Se se quer aproximar de Deus, ame muito e cada vez mais, sem limites, sem condições, sem preconceitos, dando mesmo se necessário a própria vida. Quanto mais amar, mais Deus estará consigo, mais estará próximo de Deus.

Quem desenvolve esta atitude acaba por ser imune às influências negativas, porque gera um escudo de luz à sua volta e se coloca acima dessas baixas vibrações.


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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Sila Tarot: Porque Criamos Dependências Emocionais?

Não consigo / Não mereço

Se não consegue tomar uma decisão sem ter alguém para lhe dar dicas, acha que não merece uma oportunidade de promoção ou de ter um bom cargo, não vai ao médico sem um acompanhante, não veste uma roupa sem questionar se a sua amiga usaria a mesma coisa, considera que qualquer objecto de luxo jamais lhe ficaria bem: Pode ser um dependente emocional.

Formação recebida

É possível que o dependente emocional, não tenha recebido na sua formação, oportunidades de treinar a independência. Os Pais que super protegem em demasia podem passar, inconscientemente a informação de que o filho é um incapaz e que nunca conseguirá fazer nada sozinho. Há várias formas de protecção que atrapalham o desenvolvimento da independência, uma delas é fazer tudo pelo filho, arrumar o seu quarto, guardar os seus brinquedos, não lhe dar nenhuma responsabilidade.

Pais que consideraram o seu filho frágil, também poderão passar a mensagem, mesmo que não tenham essa intenção, de que eles jamais conseguirão, e nem merecem realizar-se na vida e criarão um futuro adulto “muito humilde” que nada mais é, do que um dependente emocional, pois precisará constantemente de pessoas que lhe digam que ele pode fazer coisas interessantes como por exemplo: Iniciar amizades, namorar, compras, cursos interessantes, uma carreira de alto nível, etc.

Uma forma que os pais podem sem querer, passar a mensagem de que os filhos são incapazes é decidir por eles que carreira seguirão – torna-se ainda pior, quando escolhem uma carreira abaixo do nível de capacidades do filho, que amigos terão, quem namorarão, etc.

Para superar limitações impostas por uma educação restritiva, é necessário que se faça a reestruturação do seu auto-conceito.

Personalidade dependente

Haverá casos onde os pais não tiveram uma participação nesta dependência emocional, mas por características de personalidade da própria pessoa, terá comportamentos dependentes. Ainda assim há formas de mudar estes pensamentos limitantes e conquistar o seu lugar no mundo, sem precisar de ficar agarrado a um apoio alheio. Uma psicoterapia bem feita com um psicólogo competente irá fornecer-lhe todas as ferramentas adequadas.

Amigos mantém a dependência

Não há nada mais reconfortante do que ter um amigo com quem possamos contar. Mas o que a maioria das pessoas não se apercebe é que o amigo só contribui para a manutenção da dependência emocional, funcionando como uma muleta. Se o dependente não usar as oportunidades oferecidas pela vida, para ir mesmo que aos poucos, tornando-se independente, a tendência é que este quadro piore dia-a-dia. Pois a cada ajuda recebida, vêm a informação de que “não consigo mesmo nada sozinho”.


Avalie a possibilidade de ser um dependente emocional

  • Considera que coisas boas não são para si, como por exemplo um bom cargo ou ter a amizade ou um namoro com a pessoa mais interessante do grupo.

  • Acha que as suas decisões são sempre inferiores ás decisões tomadas por conhecidos.

  • Por mais que se esforce, acha que o seu chefe jamais o verá como um profissional competente, que merece elogios e reconhecimento.

  • Acha sempre que sua roupa não é adequada.

  • Acha que não tem bom gosto e que por isso não deveria decidir-se pela sua roupa ou a decoração da sua casa.

  • Sente-se mais confortável quando lhe dizem o que fazer ou como falar.

  • Na maior parte das vezes permite que escolham por si o seu prato no restaurante ou o filme que irá ver no cinema.

  • Considera que é mais vantajoso permitir que outro decida por si e que mesmo quando o outro decide de forma errada, é menos doloroso do que encarar a sua própria decisão errada.

Se está de acordo com algum destes itens, pode ser um dependente emocional.

Cuide de si próprio. Comece agora o seu trajecto de independência emocional.


E Seja Feliz!...


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