segunda-feira, 29 de abril de 2019

Sila Tarot: 10 Problemas que Tem, Mas que Poderia Muito Bem Evitar!

Um homem ao ir ao médico, reclama que quando bate no seu joelho, dói. Então, pega num objecto e passa a bater na sua própria perna, demonstrando quando a dor aparecia. O médico, um pouco abismado, pergunta:“Não passou pela sua cabeça que se parar de fazer isso, talvez pare de doer?” “Bem…”, o paciente pensou por um tempo e disse: “Mas qual o propósito de eu vir a esta consulta, então?”

Muitas vezes, tentamos resolver problemas que nem sequer existem, e que talvez nunca existam. Levantamos hipóteses, pensamos naquilo que poderia acontecer e procuramos soluções totalmente inúteis, enquanto desesperamos.

Abaixo, listo 10 problemas que na verdade não existem, mas que a maioria das pessoas tem.

1. O que os outros pensam ou podem pensar sobre mim?

Enquanto está preocupado com o que os outros pensam de si, está possuído por eles. Os outros possuem-no. Somente quando não necessita de aprovação fora de si mesmo, se poderá possuir a si mesmo e ter total poder e controlo sobre a sua vida.

Não deixe de fazer algo, a pensar no que outros vão pensar, nem levante questões do quê, ou como, as pessoas estão a pensar sobre si, qual será o julgamento ou críticas que terão sobre si. Isso irá limitá-la, bloqueá-la, retira-lhe o poder sobre a sua vida e o seu equilíbrio. De que adianta sabê-lo ou procurar sabê-lo, ou ainda levar isso em conta, como uma forma limitante, para perder o controlo, decisões e poder sobre a sua própria vida. Não se esqueça que estamos todos de passagem. Para quê perder tempo com coisas inúteis, que não somam nada á sua vida? Opiniões alheias nunca poderá controlar.

Tenha uma boa imagem de si própria, aja de acordo com a sua consciência, limites e princípios e busque melhorar para si.

2. Os outros aceitam-me ou irão aceitar-me bem?

Se agir de uma forma distante do seu normal, forçar ou fingir ser quem não é, provavelmente não.

Tente integrar-se em ambientes onde se sinta bem, não em locais onde as pessoas querem mudá-la. Eventualmente, encontrará amigos e locais para ir, nos quais não sentirá sequer necessidade de fingir ser outra pessoa.


3. As pessoas que estão perto de mim, não são como achei que fossem

Bem, elas nunca serão. Com a convivência descobrirá coisas diferentes sobre elas, e isto não deve ser um problema. Afinal, também irá apresentar mudanças, isso é um processo natural.

No caso de uma mudança drástica e negativa, é mais maduro entender que as pessoas mudam, quando elas nos veem como um exemplo de mudança, sobre o que elas pensam e agem, para assim, agir e pensar de forma diferente.

4. Eu não consigo entender porque aquela pessoa fez aquilo

Não vai entender, porque não tem acesso ao profundo da mente de ninguém, não há como saber os motivos que a levaram a ter tal atitude, nem a conhecer totalmente a sua vida pessoal, as suas crenças, e o seu modo de ser e pensar.

Muitas vezes, nem a própria pessoa se consegue entender.

5. Eu sou o tipo de pessoa que deveria ser?

O processo de evolução humana ainda não terminou, e quanto mais ambiciosa for em relação a quem quer ser, maior vai ser discrepância entre o tipo de pessoa que acha ser.

Quanto mais inteligente for, mais sente que estupidez magoa, mas só percebe isso, porque já alcançou um determinado nível de sabedoria. Quanto maior for o seu conhecimento, maior será a sua consciência de que no fundo, não sabemos nada, e isso irá ferir a alma por alguns momentos, até que perceba que conhecermos a nossa pequenez, é subir um degrau do conhecimento.

6. O mundo é ruim

“Não sei se o mundo um dia poderá ser salvo; seria preciso uma reviravolta tremenda e quase impossível. Mas se não podemos salvar o mundo, que ao menos possamos saber o que ele é, qual é o nosso lugar nele. Pode encontrar milhares de salvadores do mundo. Quase tantos salvadores, como mortos. E, infelizmente, a maioria dos salvadores do mundo também já está morta. “Esqueceram-se, em algum lugar, de se salvar a si próprios” –Charles Bukowski

Provavelmente, as próximas gerações não serão capazes de crer que uma vez o homem determinou o seu valor baseando-se em bens materiais. A decomposição moral do mundo, muitas vezes motivada pela cultura ou religião, pelo ‘bem’ ou pelo ‘mal’, leva a visões extremistas e falta de aceitação de uma certa ordem ou curso das coisas, o que deveria ser natural na evolução de cada espécie, em cada estágio de desenvolvimento. O que era bom no passado não precisa necessariamente ser bom agora, e o que é bom para mim pode não ser bom para si. A quantidade do que é bom é sempre proporcional à quantidade do que é ruim, e a vida é muito mais fácil se basear menos a sua vida em visões extremistas e mais em factos.

7. Eu posso evitar problemas

Não consegue, porque os problemas, muitas vezes, são mais causados pelo seu cérebro do que pelo mundo exterior. Afinal, não pode escapar de si própria. Não importa quão rico ou pobre é, o número de problemas na sua vida será sempre proporcional ao número de benefícios, por isto, é muito mais importante o sentido que dá à sua vida.


8. Os outros irritam-me

Não são os outros, mas a forma como pensa que eles deveriam ser. Não são os outros os responsáveis pelas suas reacções emocionais, porque é o seu julgamento sobre as ações delas que vai gerar certas experiências emocionais.

9. A minha vida não corresponde às minhas expectativas

Desculpe, mas reclamar não irá ajudar. Muitas vezes colocamos-nos em situações de conformismo, e não direccionamos a nossa vida para outro caminho, mesmo querendo fazê-lo.

Culpar o governo, o país, família ou os seus amigos, é apenas uma forma de escape, no fundo, a sua vida está nas suas mãos.

“Duas coisas, sobretudo, impedem que o homem saiba ao certo o que deve fazer: uma é a vergonha, que cega a inteligência e arrefece a coragem; a outra é o medo, que indicando o perigo, obriga a preferir a inércia a acção.” Erasmo de Rotterdam


10. Por que isto só acontece comigo?

Se segue a doutrina Budista, tudo é determinado por quem foi em vidas passadas, e isto é o Karma. Se é católica? É o que Deus quis para si. De maneira intelectual? Porque isso é o efeito de uma certa causa. Lide com as coisas que pode controlar e deixe o resto para Buda/Deus/Karma/destino, se quiser.

A verdade é que muitas coisas estão, de facto, além do nosso controlo, no entanto, temos tantas outras coisas nas nossas mãos, que perde o sentido focarmos-nos só naquelas em que nada podemos fazer.

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segunda-feira, 22 de abril de 2019

Sila Tarot: Como mudar pensamentos Negativos para Positivos?


Os pensamentos negativos e igualmente os pensamentos positivos, fazem parte da nossa vida. Os pensamentos negativos recorrentes estão associados a alguns transtornos psicológicos como a depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, fobia social, ansiedade generalizada, entre outros. Ter pensamentos negativos, não conduz necessariamente a problema psicológicos ou problemas pessoais. No entanto, se os pensamentos negativos de dia para dia forem aumentado em intensidade, frequência e duração podem prejudicar-nos a funcionalidade na nossa vida, afectar-nos o equilíbrio emocional, promovem a negatividade, enraizando e especializando as redes neuronais para a desgraça, infortúnio e desesperança. 


Os pensamentos positivos estruturados e contextualizados com as circunstâncias que enfrentamos, promovem a construção de soluções orientados para os problemas que queremos ver resolvidos, minimizados ou aceites. Os pensamentos positivos permitem usarmos o nosso lobo frontal accionando as funções executivas (Auto monitorização, auto –regulação, planeamento, avaliação e resolução de problemas). 

COMO O HÁBITO DO PENSAMENTO NEGATIVO SE ENRAÍZA? 

Somos criaturas de hábitos. É por isso que rapidamente nos acostumamos a uma certa maneira de fazer as coisas, uma maneira particular de pensar, sentir e agir. Nós construímos hábitos de pensamento de acordo com o que vamos pensando. Um hábito pode ser estabelecido de maneira surpreendentemente rápida, muitas vezes dentro de algumas semanas. 

Nós tendemos a pensar sobre nós mesmos e acerca das nossas vidas de uma certa maneira, os nossos pensamentos seguem um caminho familiar. Se temos o hábito de pensar negativamente sobre nós mesmos, podemos desenvolver depressão falta de motivação para sair dessas formas depreciativas de pensar. Os sentimentos de letargia e apatia que acompanham este estado de espírito pode ser devastador. O problema de um ciclo negativo de pensamento é que uma vez que o hábito do pensamento negativo se estabeleça, influencia enormemente a forma como agimos e reagimos na maioria das situações. 

O efeito cumulativo de muitos pequenos pensamentos negativos, cada um aparentemente insignificante, é o que faz instituir uma estrutura mental especializada na negatividade, criando redes neuronais especializadas na avaliação negativa de grande parte das situações de vida. Dia após dia se formos fazendo avaliações negativas acerca da grande maioria das situações, ou pensarmos de forma depreciativa acerca de nós, ou tivermos pensamentos negativos acerca das nossas qualidades e desempenhos, é o suficiente para arrastar-nos drasticamente para a auto-sabotagem: 

“Eu não vou, eu não iria gostar, eu não gosto” 

“Eu não sei porque estas pessoas estão sendo boas para mim.” 

“Se eu tentar isso, eu vou estragá-la, eu não posso fazer isso.” 

“Eu sou tão pouco atraente, eu pergunto-me porque ela me convidou?” 


Cada pensamento aparentemente sem importância tem um efeito condicionante e contribui para o nosso hábito geral de pensar sobre nós mesmos e sobre o que nos rodeia. Se repetidamente instituirmos o hábito do pensamento negativo, não é de admirar que possamos sentir-nos menos felizes e menos confiantes, afectando-nos depreciativamente a nossa auto estima e perspectiva de futuro. Vamos alimentando a ansiedade com os pensamentos negativos, inibindo raciocínios virados para a solução e promovendo o pensamento catastrófico. 

Usualmente não temos a noção real e total do impacto negativo que os pensamentos negativos têm na nossa vida. Pensamento após pensamento, vamos construindo um padrão destrutivo de pensar. Os pensamentos negativos são como ervas daninhas insidiosas e de crescimento lento, enraizando-se em nós, sem nosso conhecimento ou consciência. 

DECIDA ADOPTAR O HÁBITO DO PENSAMENTO POSITIVO 

Devemos aprender a monitorizar e a ganhar consciência acerca dos pensamentos negativos que aparecem na nossa mente. Eles podem parecer pequenos e insignificantes, mas são uma armadilha, porque tendem a acumular-se e a prejudicar todo o nosso modo de pensar. 

Quando criamos o hábito de pensar positivamente, o resultado é um sentimento geral de optimismo, bem-estar e elevada autoconfiança. Outros benefícios acrescidos são o crescimento pessoal, uma maior motivação, energia e alegria de viver, e uma sensação geral de estar a viver plenamente os acontecimentos da nossa vida. 

Utilizar o pensamento positivo nem sempre se relacionado apenas com sentirmos-nos bem. Mesmo perante situações de perda, catástrofe e infortúnio, é possível pensar de forma positiva. Isto se interpretarmos o pensamento positivo por aquilo que ele na verdade representa em termos de utilidade de raciocínio. E a utilidade de pensarmos de forma positiva perante algumas dificuldades de vida tem a ver com a capacidade de utilizarmos os nossos recursos (experiências de vida, auto-conhecimento, formas de relacionamento com os outros, crenças, estratégias mentais, valores, entre outros) orientados para a possível solução do problema, situação ou perda. 


Quando adopta o hábito de pensar positivamente, certas coisas construtivas começam a acontecer. Você vai sentir-se mais confiante começando a lidar melhor com situações stressantes. Você poderá desenvolver uma visão mais optimista sobre a vida e começar a aproveitar mais. Você pode tornar-se mais alegre e encontrar formas de motivar-se. 

Coisas que você pensava anteriormente que eram impossíveis de realizar podem começar a parecer mais ao seu alcance. Vai começar a querer experimentar coisas novas e desconhecidas por acreditar que consegue promover acções que o colocam no caminho do sucesso ou do alcance dos seus objectivos. 

Vai achar mais fácil fazer novos amigos, provavelmente devido à sua tolerância com as outras pessoas ter aumentado e devido ao fato de você poder sentir-se mais feliz consigo mesmo



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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Sila Tarot: A Inquisição, os Gatos e a Peste Negra e a Feitiçaria!

A feroz perseguição aos gatos incitada pela Igreja Católica, dizimando quase por completo a população europeia destes animais no Século XIV, contribuiu decisivamente para a multiplicação de ratos, que eram portadores da Peste Bubónica. A terrível consequência disso foi a proliferação da Peste Negra (Peste Bubónica), que dizimou um terço da população europeia (de 1347 a 1350).

A peste era causada pela bactéria Yersinia pestis, residente no pulga Xenopsylla cheopis que por sua vez habitava no rato preto indiano Rattus rattus. Esta espécie de rato originária da Ásia, foi trazida pela horda de guerreiros mongóis liderados por Gengis Khan, na sua imparável jornada de conquistas que teve como derradeiro destino a Europa.

O número de gatos foi recuperando, e estes ainda chegaram a ter papel activo no controlo das populações de ratos, o que veio a contribuir também para a diminuição da ocorrência da peste.

Não obstante e apesar disso, a perseguição aos gatos continuou ao longo dos séculos seguintes…


A perseguição aos Gatos

A Igreja Católica foi a maior perseguidora de gatos da história, e na Idade Média, travou uma dura e longa cruzada contra os gatos e os seus admiradores. No ano 1232, o Papa Gregório IX fundou a Santa Inquisição, que actuou barbaramente durante seis séculos, torturando e executando, principalmente na fogueira, mais de um milhão de pessoas, sobretudo mulheres, homossexuais, hereges, judeus e muçulmanos. Igualmente médicos, cientistas e intelectuais, e… também os gatos, “ad majorem gloriam Dei”.

Gatos associados a Bruxaria

O Papa Gregório IX afirmava na bula Vox in Roma que o diabólico gato preto, “cor do mal e da vergonha”, havia caído das nuvens para a infelicidade dos homens. Para acabar com a resistência dos celtas ao catolicismo, a Igreja Católica pregava que os sacerdotes druidas eram bruxos. Como os druidas viviam isolados e rodeados por muitos gatos, a Igreja começou a associar os gatos às trevas, devido aos seus hábitos noctívagos, e afirmava terem parte com o demónio, principalmente os de cor preta. Milhares de pessoas foram obrigadas a confessar, sob tortura, que haviam venerado o demónio em forma de gato preto, sendo logo depois, condenadas à morte.

A mesma perseguição foi realizada no Século XV, contra os povos germânicos do vale doReno, adoradores da Deusa Freya, uma divindade pagã, sendo que a Igreja considerava o seu culto um acto de heresia, associando-o à adoração de maus espíritos. Foram destruídas imagens da Deusa e mulheres que tinham gatos foram torturadas e queimadas vivas. Os gatos, que eram protegidos pelaDeusa Freya, foram acusados de serem demoníacos, capturados, enforcados, e jogados nas fogueiras da Santa Inquisição.

A tradição mágica e outras habilidades naturais sobreviviam em alguns locais, durante a Idade Média, mas eram não-oficiais e eficazmente perseguidas pela Igreja, cuja religião monoteísta tornar-se-ia um instrumento institucionalizado do Estado. A magia tornou-se uma actividade suprimida simplesmente porque os sacerdotes da Igreja não eram adeptos da mesma, e também por não quererem correr o risco de que alguém pudesse sobrepujar as suas habilidades limitadas, e o facto de serem considerados a via única para Deus. Desta forma, tudo o que a Igreja considerava “não ideal”, seria identificado na forma de várias imagens do Diabo.

Nos séculos em que a Inquisição agiu na Europa e América, uma pessoa que fosse vista com um gato, principalmente os de cor preta, estava sujeita a ser denunciada como praticante de actos de bruxaria e sofrer tortura e morte, sem nenhum direito de defesa. Uma vez acusado de bruxaria, a pessoa podia ser acusada pela responsabilidade de qualquer desgraça natural, como perda de safras, acidentes, doenças e mortes. No imaginário medieval, o gato preto tornava-se mais uma figura mística, fruto da ignorância, associada ao culto ao demónio.

Em 1484, o Papa Inocêncio VIII promulgou uma bula contra os feiticeiros, acusando de heresia milhares de pessoas, um bom número das quais sendo culpadas apenas por possuírem um gato. Por toda a Europa, milhares de pessoas inocentes foram torturadas em nome de Deus, por serem acusadas de feitiçaria e adoração a Satanás. E juntamente com elas, os seus gatos. Este Papa inquisidor incluiu o gato na lista dos perseguidos pela inquisição, campanha assassina da Igreja contra supostas heresias e bruxarias. Nesta mesma época, Leonardo da Vinci escreveu: “chegará o dia em que um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade.” Leonardo era um admirador de gatos, e considerava “o menor dos felinos” uma obra-prima.

Em toda a Europa, o Dia de Todos os Santos passou a ser comemorado, acrescentado-se às actividades típicas do mesmo, o arremesso para as fogueiras de sacos cheios de gatos vivos. Em Metz, na França, todos os anos, durante 4 séculos, no culto a São Vito, foram queimados vivos, 13 gatos presos numa gaiola. Em Ypres, também na França, centenas de gatos eram atirados do alto de um campanário num festival religioso. Durante séculos, milhares de gatos foram sacrificados em rituais durante a Páscoa. Estas práticas, incitadas pela Igreja, acabaram por se estender a qualquer tipo de comemoração religiosa, como a noite de São João e de outros Santos.

Na coroação da rainha Elizabeth I, centenas de gatos foram aprisionados e levados em procissão, representando o demónio sob o controle da Igreja, e no final do ritual, acabariam todos por ser queimados vivos. Na Inglaterra elizabeteana, era comum que os gatos fossem colocados em sacos de couro e usados como alvos para os arqueiros. Desta e de outras formas, o homem descarregava nos animais, todos os seus complexos e crueldades.


Gatos associados a Bruxas

Com todo o cuidado para não ser queimado vivo como herege, o navegador Cristovão Colombo tomou a precaução de embarcar nas suas três caravelas, Santa Maria, Pinta e Niña, dezenas de gatos, os quais, ao longo de 35 dias de viagem transatlântica, travaram verdadeiras batalhas contra os ratos, protegendo as provisões alimentícias e permitindo que os membros da tripulação desembarcassem vivos nas margens desconhecidas, em 12 de Outubro de 1492.

No Século XVII, período conhecido como o da “caça às bruxas”, a Inquisição agiu fervorosamente em toda a Europa e América. Mulheres idosas e solitárias, que possuíam um gato como companhia, eram acusadas de bruxaria, torturadas até que confessassem aquilo que a Igreja queria, sendo então condenadas à morte, queimadas vivas em público, e seus bens imediatamente roubados pela Igreja. O julgamento das “bruxas de Salem”, em Massachussetts, é um dos principais registos deste período negro da história dos Estados Unidos.

Mesmo nestes tempos de tanto ódio, os gatos foram amados em alguns países, como na Rússia, onde eram comuns serem encontrados em conventos e mosteiros. Com o tempo, a Igreja também foi sendo mais tolerante à presença do gato, e a perseguição aos felinos foi diminuindo. O Cardeal Richelieu chegou a ter muitos gatos, entre eles um Angorá preto chamado Lúcifer.

No Século XVIII, foram finalmente abolidas as leis sobre feitiçaria.

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terça-feira, 9 de abril de 2019

Sila Tarot: Sinto que Algumas pessoas "Sugam" as Minhas Energias! Como livrar-se disso?


Quantas vezes se deparou com situações em que, ao contactar com determinada pessoa, sentiu-se ser invadido por uma angústia inexplicável, por uma ansiedade crescente, por um nervosismo quase doentio ou, de repente, começa a bocejar de forma convulsiva?

Então já contactou com um autêntico "vampiro".

Não que lhe tivesse sido sugado o sangue, mas foi-lhe sugada energia por essa pessoa, na maioria das vezes sem intenção consciente. Chama-se a isso vampirismo e é praticado por pessoas carentes de energia vital. A sua carência radica na atitude que têm perante a vida.

São pessoas sem auto-estima, com uma atitude negativa e constantemente crítica em relação a tudo e todos; denotam uma grande necessidade de aceitação e há uma palavra que pronunciam insistentemente: "eu".

Estão sempre "penduradas" em cima das suas "vítimas" enquanto estas não se cansarem de estar sempre a ouvir lamechices, críticas, tristezas e desgraças.

São, portanto, incapazes de olhar o mundo com os olhos de Deus e de descobrirem que a vida é um mar imenso de oportunidades para aprendermos, para evoluirmos e para amarmos. Quando a pessoa de se fecha ao mundo e considera-o essencialmente negativo, desenvolve-se uma atitude espiritualmente cancerígena. Nada sai dela para abençoar o próximo. Quando a energia não flui, quando não é canalizada para algo de bom e produtivo, a pessoa estagna e morre gradualmente, como deixa de evoluir, regride. Quando a pessoa altera a sua perspectiva e descobre que quanto mais se dá ao mundo e aos outros, mais cheia fica e mais se comporta como uma candeia que espalha a sua luz, para aqueles que necessitam de sair das trevas. Nós somos aquilo que pensamos: se pensarmos negativamente, auto-destruímo-nos; se pensarmos positivamente, sempre na esperança de que aquilo que é agora mau se converterá em algo de bom, então crescemos e aproximamos-nos do ideal de perfeição. A escolha é nossa.

Os meios facultados pelo nosso amado Pai Celestial estão à nossa disposição. Está interessado em conhecê-los e em usá-los?

Como mudar a sua atitude?

O meio termo

Saiba que não é assim tão desprezível como se fosse um verme que merece ser esmagado e não é assim tão bom, comparado com o resto do mundo para que se sinta (já) um Deus. No meio está a virtude e a atitude ponderada é a de meio termo: sou um ser com valor, ainda com imperfeições, mas estou a caminho, estou em construção e com a ajuda divina, chegarei a ser aquilo que Deus me pede para ser.

Busque o perdão

Todos nós cometemos erros. Só quando atingirmos o patamar que, por exemplo Jesus Cristo manifestou, então aí poderemos dizer que superámos o pecado. Até lá, temos que a pouco e pouco, ir vencendo essa “doença”, admitindo as nossas culpas, fazendo uma firme decisão de não incorrermos nos mesmos erros e buscarmos o perdão de Deus e a Sua graça para os ultrapassarmos. Como obter o perdão? Busque um sacerdote que o saiba ouvir, aconselhar e peça-lhe que ele lhe comunique o perdão, de acordo com o poder que Cristo deixou à Igreja.


Busque a fé

A fé é um dom de Deus e é a capacidade de acreditar que tudo será melhor, que Deus está no controle das situações e que nós, como Seus filhos, se fluirmos na corrente, estamos destinados ao sucesso. Se não tem fé, peça-a a Deus, tal como pediu Pedro a Cristo.

Ter fé é ter também uma certeza interior inabalável que as coisas que se esperam é como se já tivessem sido alcançadas. Ter fé é antecipadamente agradecer por aquilo que ainda vamos receber.

É chamar pelo nome aquilo que não é, ou que não existe, como se já fosse. Parece loucura? Não, apenas não vemos as coisas ainda no plano físico, mas no plano mental elas já são reais e a seu tempo precipitar-se-ão para o plano palpável.

Ame

A melhor definição de Deus é esta: amor. O amor é a força que impele e que sustenta o Cosmos, é a força que une toda a realidade e todos os seres. Se se quer aproximar de Deus, ame muito e cada vez mais, sem limites, sem condições, sem preconceitos, dando mesmo se necessário a própria vida. Quanto mais amar, mais Deus estará consigo, mais estará próximo de Deus.

Quem desenvolve esta atitude acaba por ser imune às influências negativas, porque gera um escudo de luz à sua volta e se coloca acima dessas baixas vibrações.


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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Sila Tarot: Porque Criamos Dependências Emocionais?

Não consigo / Não mereço

Se não consegue tomar uma decisão sem ter alguém para lhe dar dicas, acha que não merece uma oportunidade de promoção ou de ter um bom cargo, não vai ao médico sem um acompanhante, não veste uma roupa sem questionar se a sua amiga usaria a mesma coisa, considera que qualquer objecto de luxo jamais lhe ficaria bem: Pode ser um dependente emocional.

Formação recebida

É possível que o dependente emocional, não tenha recebido na sua formação, oportunidades de treinar a independência. Os Pais que super protegem em demasia podem passar, inconscientemente a informação de que o filho é um incapaz e que nunca conseguirá fazer nada sozinho. Há várias formas de protecção que atrapalham o desenvolvimento da independência, uma delas é fazer tudo pelo filho, arrumar o seu quarto, guardar os seus brinquedos, não lhe dar nenhuma responsabilidade.

Pais que consideraram o seu filho frágil, também poderão passar a mensagem, mesmo que não tenham essa intenção, de que eles jamais conseguirão, e nem merecem realizar-se na vida e criarão um futuro adulto “muito humilde” que nada mais é, do que um dependente emocional, pois precisará constantemente de pessoas que lhe digam que ele pode fazer coisas interessantes como por exemplo: Iniciar amizades, namorar, compras, cursos interessantes, uma carreira de alto nível, etc.

Uma forma que os pais podem sem querer, passar a mensagem de que os filhos são incapazes é decidir por eles que carreira seguirão – torna-se ainda pior, quando escolhem uma carreira abaixo do nível de capacidades do filho, que amigos terão, quem namorarão, etc.

Para superar limitações impostas por uma educação restritiva, é necessário que se faça a reestruturação do seu auto-conceito.

Personalidade dependente

Haverá casos onde os pais não tiveram uma participação nesta dependência emocional, mas por características de personalidade da própria pessoa, terá comportamentos dependentes. Ainda assim há formas de mudar estes pensamentos limitantes e conquistar o seu lugar no mundo, sem precisar de ficar agarrado a um apoio alheio. Uma psicoterapia bem feita com um psicólogo competente irá fornecer-lhe todas as ferramentas adequadas.

Amigos mantém a dependência

Não há nada mais reconfortante do que ter um amigo com quem possamos contar. Mas o que a maioria das pessoas não se apercebe é que o amigo só contribui para a manutenção da dependência emocional, funcionando como uma muleta. Se o dependente não usar as oportunidades oferecidas pela vida, para ir mesmo que aos poucos, tornando-se independente, a tendência é que este quadro piore dia-a-dia. Pois a cada ajuda recebida, vêm a informação de que “não consigo mesmo nada sozinho”.


Avalie a possibilidade de ser um dependente emocional

  • Considera que coisas boas não são para si, como por exemplo um bom cargo ou ter a amizade ou um namoro com a pessoa mais interessante do grupo.

  • Acha que as suas decisões são sempre inferiores ás decisões tomadas por conhecidos.

  • Por mais que se esforce, acha que o seu chefe jamais o verá como um profissional competente, que merece elogios e reconhecimento.

  • Acha sempre que sua roupa não é adequada.

  • Acha que não tem bom gosto e que por isso não deveria decidir-se pela sua roupa ou a decoração da sua casa.

  • Sente-se mais confortável quando lhe dizem o que fazer ou como falar.

  • Na maior parte das vezes permite que escolham por si o seu prato no restaurante ou o filme que irá ver no cinema.

  • Considera que é mais vantajoso permitir que outro decida por si e que mesmo quando o outro decide de forma errada, é menos doloroso do que encarar a sua própria decisão errada.

Se está de acordo com algum destes itens, pode ser um dependente emocional.

Cuide de si próprio. Comece agora o seu trajecto de independência emocional.


E Seja Feliz!...


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