Espiritualidade

Ser Bruxa: Maldade ou Bondade?

A imagem da bruxa tem sido historicamente envolta em mistério, muitas vezes retratada como uma figura enigmática que oscila entre o bem e o mal. Este artigo procura desvendar as nuances dessa narrativa, explorando a verdadeira essência de uma bruxa.

Ao mergulharmos nas histórias e tradições, descobrimos que ser bruxa é uma jornada complexa, onde a dualidade entre bem e mal é muitas vezes uma reflexão do contexto cultural e da interpretação individual de cada um.

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O que é uma bruxa?

Uma Bruxa é geralmente retratada no imaginário popular como uma mulher velha e encarquilhada, exímia e contumaz manipuladora de Magia Negra e dotada de uma gargalhada terrível. É inegável a conexão entre esta visão e a visão da Hag ou Crone dos anglófonos.

É também muito popularizada a imagem da bruxa como a de uma mulher sentada sobre uma vassoura voadora, ou com a mesma passada por entre as pernas, andando aos saltitos. Contudo, alguns autores utilizam o termo para designar as mulheres sábias detentoras de conhecimentos sobre a natureza e, possivelmente, magia.

Algumas bruxas históricas adquiriram alguma notoriedade, como é o caso chamadas Bruxas de Salem, a Bruxa de Evóra e Dame Alice Kytler (bruxa inglesa). São também bastante populares na literatura de ficção, como nos livros da popular série Harry Potter, nos livros de Marion Zimmer Bradley (autora de As Brumas de Avalon, que versam sobre uma vasta comunidade de bruxos e bruxas cuja maioria prefere evitar a magia negra), ou a trilogia sobre as bruxas Mayfair, de Anne Rice.

As bruxas foram implacavelmente caçadas durante a inquisição na Idade Média. Um dos métodos usados pelos inquisidores para identificar uma bruxa nos julgamentos do Santo Ofício consistia na comparação do peso da ré com o peso de uma Bíblia gigante. Aquelas que fossem mais leves eram consideradas bruxas, pois dizia-se que as bruxas adquiriam uma leveza sobrenatural. Se relatassem a oração do Credo da Igreja, tambémse podiam safar nas penas da Inquisição.

Frequentemente as bruxas são associadas a gatos pretos, que entre as Bruxas Tradicionais são os chamados Puckerel, muitas vezes tidos como espíritos guardiões da Arte da Bruxas, que habitam o corpo de um animal. Estes costumam ser designados na literatura como Familiares.

Diziam que as bruxas voavam em vassouras a noite e principalmente em noites de lua cheia, que faziam feitiços e transformavam as pessoas em animais e que eram más.

Hoje em dia, essas antigas superstições como a da bruxa velha da vassoura na lua cheia já foram suavizadas, devido à maior tolerância entre religiões, sincretismo religioso e divulgação do paganismo. Gerald Gardner tem destaque nesse cenário como o pai da Religião Wicca- A Religião da Moderna Bruxaria Pagã, formada por pessoas que são Bruxos/as mas que utilizam a "Arte dos Sábios" ou a "Antiga Religião" mesclada a práticas e conhecimentos de outras tradições.

 

Magia Branca ou Magia Negra

A classificação de magia como negra e branca não existe para os bruxos, pois estes fundamentam-se nos conceitos de bem e mal, que não fazem parte das suas crenças. Por isso, como costumam dizer, toda magia é "cinzenta" e com forma energética e Espiritual.

A Arte das Bruxas como era feita antes é chamada de Bruxaria Tradicional, ainda remanescendo até os dias atuais em determinados grupos, na maioria ocultos. Hoje, também se pode encontrar uma vasta quantidade de livros e sites que explicam a "Antiga Religião", mas geralmente tratam-se de Wicca, pois os membros de grupos de Bruxaria Tradicional costumam preferir o ostracismo, revelando-se publicamente apenas em ocasiões especiais ou para que novos candidatos os localizem.

Todas as minhas ações são direcionadas apenas para fazer o bem.
Caso deseje fazer o mal, não me contacte!

Wicca é uma religião que transfere um conhecimento milenar e poderoso que infelizmente, pode ser utilizado tanto para o bem quanto para o mal, conforme o ritual e o pedido. Quando executamos um ritual, trabalhamos com energias, e a energia não tem carga, ela não é boa e nem má, apenas é. Partindo deste princípio, surgiu a necessidade de estabelecer um “Código Moral das Bruxas”, dogmas aceites na esmagadora maioria das Tradições wiccanianas.

 

Confira os 6 dogmas do “Código Moral das Bruxas”

1. Faça o que desejar, mas sem a ninguém prejudicar.

Principal dogma wiccaniano. Esta primeira Lei ensina-nos sobre ética e responsabilidade. Na Wicca, procuramos sempre beneficiar a maior parte do todo.

Quando realizamos algum ritual, ou qualquer outra atividade quotidiana, devemos sempre reportar-nos e refletir sobre esta Lei, fazendo-nos a seguinte pergunta: “Se eu fizer esse ritual, irei prejudicar alguém?”. Sabemos que nem sempre é possível beneficiar todos com algum ritual, principalmente os de saúde, amor e prosperidade, mas tentamos sempre beneficiar a maior parte do todo.

 

2. Tudo o que fizer lhe voltarás triplicado.

A segunda Lei é muito antiga. Alguns magos não creem que tudo o que fizermos nos volta triplicado, mas acreditam na Lei do Retorno. Ou seja, triplicado ou não, tudo o que fizermos será-nos devolvido.

Acreditamos que tudo o que fazemos possui uma vibração, uma energia. Nós, bruxos, cremos que a Terra possui um campo áurico de energia que a circunda, esse campo não deixa passar nenhuma energia para fora desse campo áurico.

Quando executamos alguma ação, mágica ou não, enviamos uma energia que percorre todos os níveis energéticos terrestres até chegar a essa “barreia”, o campo áurico da Terra, retornando a quem a enviou. No período em que a energia é enviada e retorna ao seu emissor, algumas bruxas creem que essa energia é triplicada. Daí o termo “Lei do Tríplice Retorno”.

 

3. Respeite a evolução alheia.

Nem todos estão no mesmo nível evolutivo. A Wicca, acima de tudo, é uma religião de amor e de respeito. E nós respeitamos a nossa própria evolução e a evolução do outro.

Sabemos que cada um tem o seu ritmo, e esse ritmo deve ser respeitado. Não procuramos “seguidores”, muito menos forçamos outras pessoas a entrarem para a nossa religião/filosofia justamente tendo em vista esse respeito à evolução dos outros.

Saiba respeitar a evolução do próximo, não criticando as suas ações e evite tecer pré-julgamentos. Entenda que nem sempre as pessoas agem como o esperado, já que todas estão juntas num mesmo plano, embora com evoluções e missões diferentes.

 

4. Seja humilde.

Na Wicca a aprendizagem é constante. Nunca sabemos o suficiente e há sempre algo novo para aprender. Nós aprendemos com tudo, pois tudo é uma manifestação da Divindade. Aprendemos com o nascer do Sol, com a Lua Cheia, com a chuva que cai serena nos campos, com a ingenuidade de uma criança e até com um idoso que já é sábio o suficiente para demonstrar muitas emoções com um simples olhar...

Na Wicca, a humildade é um processo fundamental para desenvolver o respeito. Todos somos irmãos (animais, vegetais e minerais) e somos humildes para reconhecer isso, pois também respeitamos a evolução de todos os seres, independentemente da forma em que eles se encontram.

 

5. Jamais execute rituais que exijam algum tipo de sacrifício animal.

Por ser uma religião muito ligada à Natureza e a todas as suas manifestações, a Wicca condena todo e qualquer tipo de sacrifício, pois encara isso como um ato de total crueldade e totalmente desnecessário.

 

6. Saber, ousar, querer e calar.

Essas quatro palavrinhas são velhas conhecidas dos antigos magos:

  • É necessário ter um saber, um conhecimento, para praticar a Arte.
  • Dentro da Bruxaria, faz-se necessário ousar de vez em quando, pois uma bruxa está sempre a inovar, a experimentar coisas novas, visando que esse desejo nem sempre é suprido por antigas fórmulas, levando, assim, a bruxa a desenvolver os seus próprios feitiços e rituais.
  • Precisamos também de querer algo intensamente para que esse algo aconteça, sem força de vontade, sem o desejo, a bruxa sabe que nada consegue.
  • O calar é um problema para bruxos modernos, visando que vivemos numa era onde o conhecimento não tem limites e pode ser acessível de qualquer parte do planeta através da Internet e livros que são lançados diariamente sobre Bruxaria. Antigamente, em tempos idos e mais escuros, os bruxos sentiam a necessidade de calar, pois estavam literalmente entre a cruz e a fogueira da intolerância (dos cristãos ou de outros bruxos). Hoje em dia já não temos a necessidade de nos calarmos e podemos espalhar a Magia aos quatro cantos. Ainda assim, eu continuo a seguir este ensinamento, de que a bruxaria deve permanecer secreta, no segredo dos Deuses!

 

OS MEUS MANDAMENTOS

  1. Fazer das cartas não somente um oráculo, mas um meio de ajudar o próximo;
  2. Manter a fé e a esperança no coração dos meus consulentes;
  3. Respeitar todas as crenças e religiões, porque todos os caminhos levam a Deus;
  4. Não fazer das cartas um instrumento de brincadeira, muito menos emprestá-las a ninguém;
  5. Não se importar com quanto tempo levará a consulta, mas importar-se, sim, em deixar o consulente sair com a alma e a esperança resgatadas;
  6. Mostrar ao consulente os caminhos indicados pelas cartas, mas deixar que ele faça as suas próprias escolhas;
  7. Ter a humildade de agradecer os dons divinos, conscientes de que somos apenas instrumento. Sejamos, então, um instrumento de paz.

 

Obtenha o melhor aconselhamento e orientação para a sua vida!

ATENDIMENTO PERSONALIZADO

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